domingo, 29 de maio de 2022

Rolê-Garimpo com o Oswaldo Potenza (Quarta - 27 - Abril - 2022)








 

 

Peça desculpas públicas a todos em geral e ao Oswaldo em particular pelo atraso mór em publicar essa postagem. Sim, o Blogger me desanimou de fazer essa postagem antes, já que foi logo após o nosso rolê que eles mudaram o sistema geral de publicar comentários e posts. E, sim, eu vacilei em perder o rascunho em papel com as anotações daquele dia, o que também atrasou a postagem. (A farei tendo como base um roteirinho que fiz no bloco de notas e também a minha memória.)

Pois bem.

Primeiro fomos no Messias principal, onde o Oswaldo acabou levando um DVD do Michael Jackson por 5 Bozos. Já eu me interessei pelo DVD do mediano Pânico 2, pelo mesmo preço. Mas, quando olhei o estado do ''bicho'', desisti: tava bem riscado o bagulho. E também tinha lá um CD do Dance of Days, A História Não Tem Fim, que depois notei também estar em um estado parecido, com um riscão meio fugly (''fucking ugly'').

E o pior de tudo é essa política anti-devolução do Messias. Ou seja, se alguma coisa que você comprou lá estiver em mal estado, já era: perdeu, Playboy, e os fellas não farão a devolução do produto.

Inclusive, nesse dia que voltei lá com o Oswaldo, até tinha um advogado dentro da loja reclamando com os funcionários do Messias, falando que eles estavam errados com essa prática. Depois o Oswaldo até disse que deveria ter filmado essa parte do rolê secretamente, hahaha :) Seria interessante mesmo.

E, por falar em filmar, o Oswaldo até fez uma nova filmagem do nosso garimpo de VHS desse dia, em um vídeo de mais ou menos uns 25 minutos de duração. Mas, muito infelizmente, rolaram uns problemas técnicos no áudio e o vídeo ficou impublicável, com uns chiados trolladores esculhambando o áudio. Assim, vocês não terão como me ver (ouvir, na verdade - na linha daquele vídeo anterior que o Oswaldo fez nesse mesmo sebo) fazendo altas digressões, falando afobadamente e disparando comments variados sobre os filmes ali mostrados - e outros que possuem alguma ligação com eles - feito uma metralhadora giratória. Inclusive, essa primeira imagem aí do post seria, originalmente, a thumb desse vídeo que não chegou a ver a luz do dia.

Essas fitas aí da foto são algumas VHSs que trombamos lá. Dessas, peguei a Spartacus da CIC, dupla e em caixinha de papelão (e lacrada!), A Última Borboleta (drama de temática nazi vindo da República Tcheca, da New York Filmes - do mesmo diretor também possuo A Boa Luz, um dos primeiríssimos lançamentos da Europa Vídeo, ainda como Europa Filmes, e que originalmente saiu em formato big box), Miss Mary (drama político e erótico de cineasta argentina, da Jota) e Dixie Lanes (comédia débil com a Pamela ''Sleepaway 2 & 3'' Springsteen em sua única aparição pelada, em lançamento da Vic). Com a exceção de Cortina Rasgada, todas as outras fitas da imagem eu já tinha antes de trombá-las nesse sebão. Essa Hitch acaba sendo, portanto, a única dessas que não possuo, já que a deixei para trás - quem quiser, pode ir lá pegar, caso ainda esteja no sebo.

Saindo de lá, acabei tomando um picolé de morango sensacional e sem marca, por apenas um real. E vou te dizer: bem mais gostoso que o da Oggi, que custa 2 reais. CHUPA, OGGI!

Aí o Oswaldo teve a ideia de irmos nas galerias do centro, a do rock, a do reggae e a da Nova Barão. E eis que, numa loja numa dessas galerias, trombamos esse box importado do Freddy em Blu-ray, com os 7 primeiros filmes d'A Hora do Pesadelo em 4 BDs e 1 DVD de extras. Já os BDs contam com o primeiro filme isolado em um disco, mais combos incluindo as sequências - o 2 mais o 3 num disco, o 4 e o 5 em outro, e as horríveis partes 6 e 7 em outro.

Como o Oswaldo já possui essa edição em BD (só que a dele é britânica, e essa é americana), eu acabei pegando essa preciosidade para mim. E o preço foi inacreditável: apenas 50 reais por um produto fodástico desses e fora de catálogo desde mil novecentos e bolinha. Incrível, ainda mais se tratando duma loja geralmente bem careira. Não dá para entender. (E agora tenho toda a saga do Freddy em Rai-azul: já tinha o remake - com uma transfer realmente impressionante - e agora tenho também essa franquia original no formato.)

É, o Oswaldo é tão fã do Freddy que conseguiu trazer essa edição incrível do mundo dos sonhos para o mundo real - e com um preço dos sonhos ainda, hehe.

No mais, quando nós íamos em direção da Galeria do Rock, ele me contou uma história de quando esteve na Animal Records lá no finalzinho dos anos 90, e o maluco lá foi bem grosso com um cara que entrou na loja: ''O QUE QUE VOCÊ QUER?'' (...) ''NÃO TEM NÃO.'' Bem, foi por essas e outras que parei de ir lá em 2005, quando ele gritou gratuitamente comigo. O que não faltam são histórias de horror envolvendo aquela loja, como o Alex Relíquias do Hard AOR  já relatou também. (Aliás, o possivelmente finado Vinícius Manimal uma vez ligou lá - para tentar comprar material do WASP - e o cidadão deu um baita berro ao atender o telefone: ''ANIMAL!!!'')

É, aquela loja entra no meu TOP 3 de lojas da Galeria do Rock que eu não frequento nem a pau, juntamente da Music House e da Moshi-Moshi. (Sobre essa última, o cidadão lá uma vez me iludiu, falando que ia me conseguir uns materiais fodões de JPop feminino clássico... E nada. Sem contar a vez em que fui lá na infância, quando eu tinha 12 ou 13 anos, e ele me vendeu o The Bummer of Bitch piratão - um mero CD-R ripado do original - e me falando que era original. Como eu era pirralho, acreditei no conto dele, tipo criança que alugava as sequências de Kickboxer porque na capa falava que tinha o Van Damme na bagaça!)

OK, por hoje é tudo, pessoal. Espero que curtam a postagem e até a próxima. Irei agora encontrar o Gio ''Vizinho de Satanás'' Mendes para fuçar umas fontes colecionísticas aí. (Sim, Domingo também tem coisa acontecendo nessa questão.)

É issaê. Qualquer coisa, complemento a postagem através da seção de comentários - que é algo que eu sempre faço naturalmente mesmo :) (E, além dessas aquisições, fui presenteado pelo Oswaldo com esse simpático CD do Mixtape, bem embaçado de encontrar por aí. Valeu, OP!)

PS: Os próprios lojistas da Galeria do Rock também relatam problemas que tiveram (e também que seus clientes tiveram) ao ter algum tipo de contato com a Animal. Presenciei esses relatos pessoalmente e recentemente. Entra lá falando ''Hello, Satan's people'' (como ele comenta lá junto do ''Little Paul Heavy''), para ver se ele será gente fina com você...

domingo, 22 de maio de 2022

Sobre a Noite Hard-Glam no Fofinho (Covers de Motley Crue, Poison e Skid Row)


 

 

É oficial: sem mais demoras, o próximo post será o relato do rolê-garimpo que fiz com o Oswaldo Potenza pelo centro de São Paulo atrás de VHS, DVD, Blu-ray e CDs, no final de Abril. Essa postagem irá ao ar até a noite de Sábado 28. Depois dela, provavelmente farei o TOP 10 com 10 das VHSs mais superestimadas e hypadas do VHS BR.

OK, vamos ao post então, galera.

Dando uma pausa nos eventos de emo, pop punk e hardcore melódico (e screamo e afins), fui nesse evento hard aí do Fofinho, que contou com covers de Poison (Fallen Angel), Motley Crue (Wild Side - com os mesmos integrantes do Fallen Angel) e Skid Row (Psycho Lover) - essa foi a ordem exata de apresentação.

Cheguei lá às 23H (uma hora após o início, portanto) e, no momento exato que apareci lá, estava tocando a belíssima The Ballad of Jayne, do LA Guns (LA Guns >>>>> Cunts N Bozos). A seguir, rolaram Renegades e No Mercy, também do grande LA Guns. Aliás... (Show) No Mercy do LA Guns >>>>> Show No Mercy do IsLamer.

Pouco depois rolou um trio de canções do Faster Pussycat, e daí eu percebi que a discotecagem, volta e meia, tava seguindo essa vertente de três músicas da mesma banda. E, enquanto rolava o FP, veio um cara perguntar para mim se eu queria pedir uma música. Imaginei, portanto, que ele era o DJ ou tinha algum tipo de contato com o DJ. Aí eu disse que queria sim, e fiquei pensativo, imaginando qual música eu deveria pedir. Aí ele me mostrou a tela do celular dele, sugerindo uma canção do Audioslave, ao que respondi: ''Não, Audioslave não. Tem que ser uma de hard.'' Aí eu pedi Down Boys, do Warrant, para mim a canção de hard rock mais sensacional de todos os tempos, e que eu devo ter escutado somente um bilhão de vezes da minha adolescência até agora.

Mas tomei no cu, porque (SPOILER ALERT) não rolou Down Boys em momento nenhum do evento :) Quer dizer, pelo menos não do momento em que cheguei até o fim da festa, às 5 da manhã.

E eis que, lá pela meia-noite e meia, teve início o show do Poison Cover, já abrindo com a fodástica ''Oh my God, Look What the Cat Dragged In. Living my life, sin after sin.''. Bem, essa é provavelmente a canção mais pesada do Poison.

A seguir, tocaram quase todos os singles dos três primeiros discos da banda, que são os álbuns clássicos do grupo de Bret Michaels e CC DeVille. Tocaram até o cover da Miley, hahaha, Every Rose Has Its Thorn :) Aliás, reza a lenda que o Bret pegou tanto a Miley (ainda ''dimenó'' - ou seja, ele teria dado uma de Loser Mano) e também a Tish Cyrus, a mama dela. Vai saber se isso é rumor ou verdade verídica.

Enfim, os únicos singles que não rolaram desses três primeiros discos foram I Won't Forget You (ainda bem, já que é uma balada um tanto xarope), Life Goes On (que também não é tão legal) e a cover de Your Mama Don't Dance. No final da apresentação, até anunciaram um cover que o Poison fez, e daí pensei que seria Mama Don't Dance... Mas aí os fellas me mandam Rock N Roll All Night, um dos bê-á-bás mais batidos e insuportáveis da história - só não é pior do que I Love Rock N Roll (a única música legal com esse nome é a do The Jesus & Mary Chain - que, acreditem, é canção própria deles) e, é claro, a absolutamente intragável Wasting Love da Donzela Ferrada.

Anyway, senti falta de Love on the Rocks e da extremamente subestimada Valley of Lost Souls, mas, de qualquer forma, foi um show bem divertido, com hinos como Cry Tough e Fallen Angel. E, para mim, o grande momento desse show foi Talk Dirty to Me.

No intervalo entre os covers de Poison e Motley Crue, rolou até Bang Bang do Danger Danger na discotecagem, curtida somente pelos mais posers e farofeiros presentes no recinto - tipo eu - e, para o deleite de quem estava lá, um trio de clássicos do WASP, com I Wanna Be Somebody, Animal (Fuck Like a Beast) e LOVE Machine (que não, não é cover de Morning Musume...). Foda demais. Digo até que, se eu não fosse tão tímido e envergonhado, até faria umas mechas brancas no cabelo a la Blackie Lawless das antigas...

Eis que, então, o Motley Crue Cover assumiu o palco. Bati olho rapidamente no setlist e vi apenas uma coisa: TAKE ME TO THE FUCKING TOP. Pronto: eu já estava realizado, pois notei que eles tocariam ali a segunda canção de hard rock mais maravilhosa de todos os tempos - só perde para a já citada Down Boys, do maravilindo primeiro disco do Warrant, um registro que só possui clássico após clássico e absolutamente nenhuma faixa minimamente fraca.

Eis que, após o fim da apresentação, o papel com o setlist caiu no chão, fora do palco, e daí, como ninguém se preocupou em pegá-lo, eu fui lá e o peguei para mim, como recordação. Além de Take Me..., outras duas faixas algo inusitadas foram Ten Seconds to Love (serei sincero: não a escutava desde 2013) e All in the Name of... Sendo que, essa última, possui uma das letras mais cabulosas do hard farofa e, hoje em dia, com certeza total seria cancelada e até poderia colocar os integrantes do Motley atrás das grades. Saca só o drama:

''She's only 15 (!): she's the reason, the reason that I can't sleep. You say illegal... I say legal's never been my scene (!!). (...) For sex and sex I'd sell my soul. All in the name of rock. All in the name of Rock N Roll.''

Será que eu entendi direito? Pelo que entendi, o cara tá dizendo que venderia a alma ao Cão para passar a vida transando com meninas de 15 anos de idade. Os anos 80 foram mesmo muito retardados...

E, além de Take Me, 10 Seconds e All in the Name of, graças aos meus pedidos, eles tocaram um clássico absoluto que NÃO estava no setlist: a fodástica Bastard. O Regis Tadeu já disse que a letra dela é ridícula, mas vou ter que discordar. Uma letra que possui um trecho que diz ''YOU'RE THE KING OF SLEAZE, BUT DON'T TRY TO RAPE ME'' não tem como ser ruim. Hail Motley dos três primeiros discos.

E, em Girls Girls Girls, por mais que ache aquela música genérica e um tanto mala, acabou sendo bem divertida nessa apresentação, já que uma mina subiu no palco e ficou distribuindo shots de goró na boca da galera. Mesmo eu estando sóbrio faz quatro anos e meio, foi algo divertido de presenciar, ainda mais que eu estava ali na cara do palco.

Enfim, Live Wire, Shout at the Devil e Kickstart My Heart foram alguns dos grandes destaques do show, mas o destaque absoluto vai mesmo para a imbatível TAKE ME TO THE TOP.

E quase me esqueci: nos intervalos entre as canções do Motley, o vocalista mandava umas patifarias, tipo cantar trechos de canções dos Backstreet Boys (!), de pagode e de samba :)

Foi um show muito, muito divertido, apesar de alguns erros do vocal, tipo erras algumas letras e cantar errado trechos diversos de algumas canções. E claro que fico sonhando em ouvir coisas ''lado B'' tipo Toast of the Town, preciosidades ignoradas do Theater of Pain (principalmente Tonight We Need a Lover), Generation Swine (diga o que quiser do disco, mas a faixa-título é animal) e Face Down in the Dirt. Mas eu já sabia de antemão que seria quase impossível rolar alguma dessas... (Isso é, com a exceção de Louder Than Hell, que até pode rolar em alguns setlists.)

Aí, após um pequeno intervalo após o Motley Cover, teve início a performance do Skid Row Cover, logo com Slave to the Grind. E o show seguiu com um repertório misturando petardos pesados como Piece of Me e Monkey Business, e baladas como a muito boa 18 & Life, a digna I Remember You e as meio xaropetas Wasted Time e In a Darkened Room. Até pedi Beat Yourself Blind (minha canção favorita do Skid Row em todos os tempos) pro vocalista, mas ele disse que, por mais que goste dela e da My Enemy (ambas do terceiro e último disco da banda com o Sebastian Bach, o Subhuman Race), esses dois clássicos não iriam rolar nesse show.

E, daí, aconteceu algo um pouco estranho, mostrando que as bizarrices não estão limitadas somente aos eventos emo que tenho presenciado. Lá pelas tantas, no intervalo entre a 18 & Life e a I Remember You, uma menina chegou perto de mim e disse algo no meu ouvido. Mas simplesmente não consegui entender o que era, e daí pedi para ela repetir. Como ela era bonitinha-gostosinha, fiquei na esperança de que fosse algo do tipo ''quero que você me coma'' ou ''posso te bater uma punheta?'', coisas desse naipe.

Mas daí veio a decepção: ela me viu falando com o vocal da banda, quando pedi Beat Yourself Blind, e sugeriu que eu pedisse Breakin' Down para ele.

PUTA QUE PARIU.

Caralho, justamente a música mais horrorosa de toda a discografia e carreira do Skid Row, incluindo B-sides, demos e qualquer porra que a banda já tenha gravado com qualquer um dos seus pelo menos seis (!) vocalistas.

Aí, como não sei mentir, disse para ela: ''olha, eu odeio essa música, que é a única do Skid Row que eu realmente não gosto''. Daí ela: ''mas pede mesmo assim''. WTF. Daí eu: ''pelo que eu entendi, eles não vão tocar nenhuma música desse disco''. (Sim, Breakin' Down também é do Subhuman Race. E, realmente, não tocaram porra nenhuma desse disco ali naquele show.) Daí ela: ''mas tenta lá''. Aí pensei ''de boa, essa mina é xarope e lesada da cabeça'', e, por mais que ela fosse OK visualmente e tivesse puxado algum tipo de conversa comigo (o que é meio surpreendente, já que, antes desses eventos underground de rock, era só cara gay, bi, crossdresser, traveco e coisas do tipo que vinham falar comigo - parece que as coisas estão melhorando então...), tive que sair de perto e me afastar dela. E a mina em questão era uma autêntica ''cute but psycho'': de tempos em tempos, durante o show, olhava rapidamente para ela e percebia que ela NÃO estava curtindo o show, e parecia só querer ouvir Breakin' Down mesmo. A mina era muito, muito estranha, PQP. Diria até que, desde o meu primeiro evento de rock após o início da quarentena, ela é a pessoa mais estranha e esquisita que já trombei nesses eventos todos, passando na frente até mesmo do Zé Pentelho (Guitardo knows what I'm talking about, hehehehe) e do stalker que estava perseguindo minha amiga numa Emo Party anterior. (E, caray, como diabos alguém consegue gostar de Breakin' Down... Qualquer outra faixa do Subhuman é infinitamente superior a essa desgraça. Prefiro ouvir até mesmo aquela Eileen, uma tentativa do Skid Row de soar moderno e gótico ao mesmo tempo, do que Breakin' Down, uma das baladas mais pavorosas de todos os tempos.)

Mas OK.

Com um setlist que também incluiu as não-óbvias Forever e Midnight / Tornado, diria eu que o momento mais impactante da apresentação foi Piece of Me. (Talk Dirty to ME, Take ME to the Top, Piece of ME, hehehehe...)

E, lá na fase final da discotecagem, eis que rolaram até mesmo uma do Hardcore Superstar (Let's Call to Alcohol) e um trio Vixen, incluindo Edge of a Broken Heart, Love Is a Killer e, para a minha surpresa e alegria, a minha favorita da banda: Streets in Paradise. Discotecagem essa muito interessante, sem nada realmente óbvio - sem GNR, sem Whitesnake (aliás, até tinha um bebum pedindo música do WS pro Skid Row Cover, hahahaha) e só com uma do Bon Jovi, que nem foi muito óbvia (In and Out of Love).

É isso aê. Espero que tenham curtido o relato. Já semana que vem estarei em um evento emo que contará com um cover de Paramore e, se tratando de Paramore, quero aproveitar a deixa para linkar dois dos meus vídeos mais favoritos já postados na história do YT:

https://www.youtube.com/watch?v=NJAuzkpZGzI

https://www.youtube.com/watch?v=M4oBmuGXSfY

O problema é que, nesse mesmo evento, terá também um cover de Bullet for My Valentine, uma daquelas bandas de ''metal de playboy'', assim como Bring Me the Horizon, Avenged Sevenfold, Escape the Fate, Asking Alexandria (um dos piores nomes de banda ever - se bem que Savatage continua sendo pior...) e Black Veil Brides, entre outras. (Aliás, até teve um colecionador de VHS do Brasil que jogou coisa no vocalista do BVB naquela vez em que eles foram vaiados em um festival, fazendo, assim, um curioso embate BBB VHS-Miguxo, hehe.)

PS: Uma vez, lá em 2005, trombei um cara que se chamava Sebastian, era fã de Skid Row e morava no Brás. Eis o apelido do cara: Sebastian Brás :) Ele até tinha também uma banda cover que tocava Skid Row, com um vocalista completamente alcoólatra e porra-louca.

 


 

quarta-feira, 11 de maio de 2022

(Postagem-Teste para Experimentar o Novo Sistema Geral do Blogger) Além da Friendzone (2018, AKA A Friend's Obsession, AKA Friend Zone, AKA Lethal Admirer), Estereotipada Tranqueira Pseudo-Slasher da Lifetime


 

 

''I don't have those kind of feelings for you.

Not repressed.

Not undiscovered.

Not subconsciously.

Not at all.''

Fazendo aqui um post mais simples e menos ambicioso, mais como forma de testar o novo, frustrante e piorado sistema do Blogger (AKA Bugger) de criar comentários e publicações. Sistema esse que tem me dado dores de cabeça diversas desde que surgiu: afinal, o Blogger só muda pra pior mesmo.

Pouco tempo atrás, após uma situação um tanto nonsense na Praça da Liberdade (que ainda pretendo narrar aqui numa postagem sobre rolês / garimpos mais ou menos furados), acabei indo lá perto e adquirindo uma certa quantidade de DVDs ''alternativos''. (Sendo que, dessa leva, o vexatório novo filme do Homo-Morcego deve ser o único com lançamento físico oficial garantido no Brasil. O resto é só coisa obscura e recente de suspense-horror.)

E, entre esses sete DVDs ''paralelos'', está o tal Além da Friendzone (mais uma distribuição da ''lendária'' Vagalume Bob, sempre presente nos camelôs e demais pontos de venda de DVD ''extra-oficial'' do Brasil inteiro), que me custou a bagatela de dois mangos e cinquenta cents.

Produção vagabunda - como todas as outras - da infame Lifetime (sem relação com a cultuada e influente banda emo de mesmo nome), Friendzone acompanha um camarada que é um grande 'role model' para todos os integrantes do sexo masculino (só que não): friendzoner, simp, incel, stalker e psicopata, extremamente iludido e envolvido numa situação completamente platônica, além de possuir uma relação a la família Bates com sua mãe igualmente xaropeta.

Assim, o doidão vai desenvolvendo um sentimento cada vez mais doentio com uma colega de trabalho. Colega essa que só o enxerga como um amigo nerd e bobalhão.

Com direção convencional e genérica, além de atuações canastronas (nem tanto a do psycho - mas o resto do elenco chupa bolas aqui), Friendzone ainda oferece uma quantidade pífia de mortes, sendo que uma delas acontece fora do nosso campo de visão (quando um infeliz é ''offscreened to death'') e a outra é um gigantesco clichê que eu jamais gostaria de ver novamente em algum filme de matança, ainda mais em uma produção tão recente quanto essa porra aqui. O filme certamente mandaria muito melhor com assassinatos mais constantes e extremos, e com uma dose geral mais intensa de psicopatia. Mas, novamente, não dá para esperar nada disso em um telefilme da pavorosa Lifetime, o lixo dos lixos.

Aí, para entreter o espectador de maneira picareta e curiosa, temos alguns pseudo-sósias de atores mais famosos entre o elenco de Zé Ruelas. A protagonista chega a lembrar a Emily VanCamp, daquele seriado bobão Revenge; a irmã dela na trama é uma Rebecca ''O Presente'' Hall dos pobres; e ainda tem um cidadão que possui uma aparência meio Hugh Jackman.

Mas, apesar de todos os evidentes problemas, Friendzone ao menos serve como diversão leve e, além disso, acaba tendo uma inesperada função educacional: ao nos espantarmos com a insanidade nível extra hard do personagem friendzoner, só podemos nos policiar para não virarmos sujeitos minimamente similares - ou seja, psicóticos ora simp, ora ''mizosógenos'' e adeptos do stalking nível extra hard. Afinal, existe sim a possibilidade de que todos nós homens carregamos conosco certas tendências a cair nesse universo psicótico.

E, ao assistir Além da Friendzone, nosso repúdio ao vilão Lloyd é tão forte que só nos resta focar em nunca termos atitudes remotamente parecidas, e jamais nos tornarmos daquela forma.

OK, a seguir farei aqui o relato tardio do rolê-garimpo com o Oswaldo Potenza no final de Abril, e também o post sobre o Motley Crue Cover que assisti recentemente.

Té +, cambada.

PS: Tenho que reconhecer uma qualidade de Além da Friendzone. O filme não tem nenhuma pressa em revelar - para a protagonista - o fato de que Lloyd é um louco irrecuperável. Nesse sentido, até que o filmeco consegue ser um pouquinho eficiente.

sábado, 23 de abril de 2022

Pitacos Variados Sobre os Shows Cover Que Assisti no Fim de Semana Passado (CPM 22 + Blink 182 + Bad Religion... + Ozzy Osbourne + Judas Priest + Dio)



 

Tentarei, verdadeiramente, fazer um post mais curto do que o habitual dessa vez. Mas sei lá se conseguirei. Provavelmente não.

NOITE 1: CPM + BLINK + BAD RELIGION

Já comentei com o Guitardo em off sobre essa noite: como fui a pé pro show, de noite, com as ruas desertas e tal, tive que esconder o dinheiro na meia (!) e, lá pelas tantas, uns sujeitos estranhos até atravessaram a rua e vieram pro meu lado. Jurava que seria assaltado, mas, felizmente, nada aconteceu. Chegando no show, fui tirando o dinheiro da meia e os dois seguranças me cercaram, achando que eu havia escondido droga ou algum tipo de arma ali. Mas daí viram que era o dinheiro do ingresso, e ficou tudo bem. Inclusive, um deles até me disse que já fez o mesmo :)

Como já disse antes por aí, CPM é uma banda que eu nunca consegui entender o apelo, além de achar o vocalista Badauí zero carismático por motivos diversos. E sem contar toda aquela hipocrisia que resultou na demissão do baterista Japinha, ex-Hateen.

Com isso dito, até que esse CPM Cover aí entregou um show divertido. Bem, só de ver um outro cara cantando CPM - no lugar do Badauí - já melhorou a situação toda para mim...

A seguir foi a minha primeira experiência vendo um cover de Blink.

Eis o meu TOP 10 da banda, com cinco faixas com o batera original e cinco com o batera que arruinou a banda...

ADAM'S SONG - favorita da fase Travis Barker

ANTHEM PART II

CAROUSEL

DAMMIT (GROWING UP) - favorita da fase Scott Raynor

FEELING THIS

JOSIE

M&Ms

RECKLESS ABANDON

WASTING TIME

WHAT WENT WRONG?

... e, dessas minhas 10 favoritas, só tocaram 3 delas: Anthem Part 2, Feeling This e Dammit.

Não me preocupei em anotar o setlist enquanto o show rolava, mas lembro sim de todas as músicas que rolaram. Do Enema of the State tocaram as óbvias All the Small Things e What's My Age Again?, mais Dumpweed, Aliens Exist e Don't Leave Me. Dessas eu retiraria Don't Leave Me facilmente, sem nenhum remorso.

Do Take Off Your Pants and Jacket tocaram as óbvias Anthem 2, Rock Show, First Date e a mais ou menos xaropeta Stay Together for the Kids (''SO THIS IS YOUR HOLIDAY... FUCK YOU.''). Uma pena que não teve Reckless Abandon, Shut Up ou o B-side What Went Wrong.

E, do álbum auto-intitulado, teve as óbvias Feeling This (a única música que realmente curto no álbum), as meio chatas I Miss You e Always, e também a absolutamente insuportável Down, que certamente entraria no meu TOP 10 das minhas músicas menos favoritas de todos os tempos - ao lado de ''coisas'' como Linger e Ode to My Family (ambas dos Cranborings), Pressure (do Paramore), Bad Karma (a música mais absolutamente horrorosa de toda a carreira da Miley, aqui em parceria da ultra-hiper-mega-decadente - além de feminazi mala - Joan Jett) e, é claro, a pior de todas, que é Fall In, um sub-Cranborings da pior qualidade, de cantora que prefiro nem citar o nome. Ahh, também do disco self-titled, rolou a Go, que até é OK.

No setlist teve também o single isolado Man Overboard e After Midnight, do Neighborhoods. São outras duas faixas que daria facilmente para ficar sem, principalmente After Midnight, uma canção pós-morte do Blink.

E, de todo o glorioso período Scott Raynor, a única faixa tocada foi Dammit, que fechou o show. E aí a gente vê que, por mais que todo mundo fique enchendo o Travis Barker de elogios, a era Scott é muito mais da hora e empolgante: com Dammit, o público simplesmente enlouqueceu e o lugar virou um hospício, com todo mundo surtando legal, invadindo o palco, se perdendo no bate-cabeça e os caralhos.

A grande verdade é que a fase Scott é muito superior ao Blink do terceiro disco adiante. Vou além: assim que o Travis entrou na banda, o Blink foi piorando mais e mais. Você vê: os dois primeiros discos estão pau a pau em qualidade, mas, assim que o Travis entrou, as coisas foram derrapando ladeira abaixo aos poucos: o Enema é inferior aos dois primeiros; o Take Off é inferior ao Enema; o auto-intitulado é o pior até então, com algumas coisas simplesmente pavorosas; e, do Neighborhoods para frente, é desastre total, sem nenhuma mísera faixa que se salve - nem mesmo aquela lá que, numa versão alternativa, trás um dueto com a Miley. Dá até para dizer que o Blink, após o quinto disco, virou uma ex-banda, tão defunta e sem propósito quanto o Guns N Roses após os Illusions.

A real é que o Travis não é o cara certo pro Blink. Travis no Blink é tipo se o Mike Portnoy tivesse tocado nos Ramones; ou seja, um sujeito ultra-virtuoso porém não necessariamente produtivo e que, definitivamente, não serve para um grupo minimalista e direto ao ponto.

Aliás, me surpreende pensar que, enquanto o Ronnie James Dio ainda estava vivo, ele e o Travis não tiveram a ideia genial (?) de formar uma banda com os dois mais o Yngwie Malmsteen e o Flea. Seria um supergrupo só de músicos extraordinários, sobrenaturais até, mas que desperdiçam esse talento todo fazendo música ruim. Aí poderiam até batizar o grupo com o nome WASTED TALENT. Uma pena que não tiveram essa sacada...

Anyway, uma pena que só tocaram uma faixa da era Scott. Ficaram de lado Carousel, M&Ms, Wasting Time, Josie, Zulu, Pathetic, Apple Shampoo, Dick Lips, a música chamada Emo (que é foda demais)... Mas ei: ao menos tocaram Dammit, a música mais foda do Blink e uma das minhas músicas favoritas em geral, de todos os tempos.

Show encerrado, cheguei a trocar ideia com o vocalista principal do grupo, o Tom cover. É foda: nesses shows cover, ao término das apresentações, enquanto todos enchem a bola dos músicos, eu sempre vou lá reclamar dos setlists :) É, acho que sou chato pra caralho... :)

Aí ele comentou que, por causa de problemas técnicos relacionados à afinação da guitarra e afins, não deu para tocar Adam's Song. Disse também que em alguns shows rolam outras da era Scott, como M&Ms e Josie, entre outras.

Nem lembro como a conversa chegou lá, mas, lá pelas tantas, ele citou The Used, e daí eu aproveitei a deixa para dizer que acho o primeiro álbum uma das coisas mais maravilhosas da história da humanidade. Ele disse que concorda e que até tem tatuagem da banda. Hail The Used.

E, nessa conversa toda, ele também comentou que, no show que eles fizeram com o MCR Cover no interior de São Paulo mês passado, até tinha um assento vago na van. Acontece que eu tinha comentado com os caras do MCR Cover que tinha interesse de ir nesse show, e, na época, eles veriam se teria espaço livre na van para mim... Mas, como o show em questão caiu justamente no dia da Miley no Lollapalooza, aí tive que desistir desse show Blink Cover + MCR Cover para, no lugar, ver o show da Miley pelo Multishow - ao vivo pela TV; pelo tablet, na verdade.

Enfim, bem gente fina o maluquinho do Blink Cover. E é curioso que o Mark cover deles é realmente a cara do Mark quando era jovem. Incrível mesmo. Fico então pensando se o cara já era fã de Blink ou se, então, de ser tão parecido com o Mark real, ele decidiu virar cover do cara. Bem, talvez eu pergunte isso para eles na próxima ocasião.

Foi interessante também que, durante esse show, teve um carinha que viu minha camiseta do Fake Number, ficou surpreso e até me cumprimentou por causa dela. (Na realidade, teve um outro cara que também elogiou minha camiseta. Aí eu disse que, dentro desse meio, é a minha banda favorita junto de MCR e Hey Monday.) E, falando nisso, o Tom cover até citou que mantêm contato com o André Mattera, batera que foi do FKN e do Cueio Limão, e que, atualmente, toca em outro cover de Blink, o Blinkers 182 - banda que ainda me resta conferir ao vivo.

A seguir veio o cover de Bad Religion. E vou ser completamente sincero aqui: eu não manjo de Bad Religion. As únicas músicas com as quais sou familiarizado são A Walk e American Jesus e, tirando essas duas, sei que eles tem uma chamada 21st Century Digital Boy - ou algo assim. Não sei mais nada deles. Mas, devo dizer que, de qualquer forma, o show foi muito bom sim. E, apesar de ter o menor público dos três dessa noite, teve sim o bate-cabeça mais cabuloso e from hell. Eu fiquei lá assistindo o bate-cabeça dando altas risadas: o povo mamadaço surtando legal, dando altos ''stage-diving'' e o escambau. Mó barato.

E outra coisa que vale citar é a semelhança do vocalista com o Angelo Arede, cantor da formação atual do Gangrena Gasosa.

NOITE 2: OZZY + JUDAS PRIEST + DIO

Cheguei tarde dessa vez, já na quarta música do Ozzy Cover, que era algum cover de Black Sabbath - era NIB ou War Pigs, mas não lembro mais qual. Aí trombei um maluquinho que me disse ''o show tá muito bom''. Aí ele me falou que, antes dessa, havia rolado Bark at the Moon, SATO e Suicide Solution.

Como também já comentei em off com o Guitardo, tive que desviar das tiazonas cinquentonas e sessentonas, as anti-MILF / anti-GILF, que tietavam o carismático Ozzy cover, para poder ficar na frente do palco. (Aí está um fator extremamente positivo desses shows underground: geralmente é sim possível ficar perto do palco.) E o show seguiu com bê-á-bás diversos do Ozzy no Sabbath e também solo, como, respectivamente, Paranoid e No More Tears, além de, muito infelizmente, arruinar a classicaça Mr. Crowley.

Mas foi um show divertido, de qualquer forma. E Ozzy - seja no Sabbath ou solo - é algo que nunca incomoda.

Aí veio o motivo por eu ter ido lá: Judas Priest na cabeça. Bem, Judas é, para mim, a segunda banda de metal mais sensacional de todos os tempos, depois de Manowar, a banda favorita do Regis Tadeu. (Aliás, esses dias alguém mandou um super chat pro Regis para informar que existe um funkeiro chamado MC MANO WAR, hahahahahaha.)

E eis as músicas que rolaram no cover de Judas:

ALL GUNS BLAZING

BEYOND THE REALMS OF DEATH

BREAKING THE LAW

DESERT PLAINS

DIAMONDS AND RUST

FREEWHEEL BURNING

GRINDER (cujo riff foi chupado pelo Motley Crue em Knock'em Dead, Kid - cujo nome pode ter inspirado Give'em Hell, Kid do MCR, por mais que o Gerard se proclamasse anti-Motley Crue)

HELL BENT FOR LEATHER

HELL PATROL

THE HELLION - ELECTRIC EYE

JAWBREAKER

LIVING AFTER MIDNIGHT

METAL GODS

PAINKILLER

THE RIPPER (que não, não é cover de The Used, hehehehe...)

TURBO LOVER (pô, podiam ter tocado Parental Guidance no lugar...)

YOU'VE GOT ANOTHER THING COMIN'

Foi um show muito carismático, sem nenhuma canção xarope, com participação de um carinha da plateia cantando Breaking the Law e, lá pelas tantas, três guitarristas no palco...

... mas, de boa, senti falta de The Sentinel (a minha favorita da banda), Tyrant (a minha segunda favorita), Night Crawler e Screaming for Vengeance. Mas falei rapidamente com o vocal no final da apresentação e ele me disse que essas músicas estão sim no repertório deles e que, às vezes, eles fazem shows com três horas de duração (!!!) e essas e outras entram no set - até mesmo coisas pós-Painkiller.

Bem, recomendo o Priest Live e quero sim ver outros shows deles.

Aí, para fechar a noite, veio o cover de Dio.

Bem... Não sou fã de Dio, como já disse tantas vezes por aí. Mas até admito que tem três músicas que considero guilty pleasures: We Rock (que não, não é cover de Demi Lovato...), Rainbow in the Dark (cujo clipe retardado passava no Fúria Metal até dizer chega) e, com o Rainbow, Man in the Silver Mountain.

As três rolaram nesse show, através de um repertório misturando Dio solo, no Sabbath e no Rainbow, incluindo dois bê-á-bás que acho absolutamente insuportáveis e não aguento mais ouvir nem a pau: Long Live Rock N Roll e ''Mergulhador Sagrado''.

Mas, beleza, a banda mandou bem para quem curte Dio. E, enquanto rolava Don't Talk to Strangers (que até foi regravada pelos nerdões do Blind Guardian), fiquei imaginando se, hoje em dia, a letra não seria considerada ''mizosógena'' (hehe) e acabaria sendo cancelada. Afinal, tem aquele trecho do ''don't dream of women, 'cause they'll only bring you down''. Vai saber se o careca-cabeludo não era ''mizôgíno'', né...

E, com o término da apresentação, até deu vontade de agradecer a banda por não tocarem Rock N Roll Children e nem Sacred Heart... (E uma coisa curiosa: apesar de serem cover de Dio, eles chegaram a tocar três músicas do Sabbath com o Ozzy! Foram Paranoid, NIB e Children of the Grave. VAI ENTENDER, HAHAHAHA.)

PS: Faltou citar que o guitarrista do Ozzy Cover tinha uma guitarra com um design a la Stryper, e que, na plateia, tinha um sósia-cosplayer do Rob Halford e também um carinha um tanto parecido com o Guitardo :)

Grande destaque da noite 1: DAMMIT (GROWING UP)

Grande destaque da noite 2: HELL PATROL

quarta-feira, 20 de abril de 2022

PURE MASSACRE = Sob Tensão (Nightmare Boulevard / Quiet Kill, 2004), Desastrada e Vergonhosa Tentativa de Misturar Slashin' e Stalkin' pelo Incompetente Diretor d'O Duende Leprechaun


 

 

''BAD MOVIE: NO DONUT FOR YOU.''

Recentemente tive a infelicidade de conhecer essa desgraça, ao comprar seu DVD nacional da obscura Sonar Filmes (a mesma responsável pela distribuição local da bizarrice Fuga na Escuridão / Blackwoods, do Uwe Boll, antes do mesmo se tornar o diretor mais odiado do mundo com uma série de filmes adaptados de game), cujo disquinho me custou míseros dois reais e cinquenta cents.

Com a péssima direção do sempre atrapalhado Mark Jones, o diretor do primeiro O Duende (que se tornou uma das três piores franquias do cinema de horror - as outras duas são August Underground e Podregeist; três cinesséries pavorosas em que nenhum capítulo se salva), Sob Tensão, além da mistura porcamente realizada de thriller policial e stalker-movie (fazendo uma inversão óbvia de Atração Fatal), ainda trás alguns assassinatos ''mizôgínos'' (para homenagear o delegado Olim) claramente inspirados nos gialli que o outrora genial Dario Argento realizou nas décadas de 70 e 80. Mas a péssima atuação do Joe Nobody Nicholas Celozzi (''over the top'' e canastrão até a medula) como o serial-killer da vez, as deploráveis encenações de ataques e assassinatos, os ineficientes efeitos sonoros e a incompetência geral em todos os fatores colocam tudo a perder.

O filme acompanha duas tramas que podem ou não ter ligação entre si: no lado stalkin', uma MILF (Claudia Christian, a stripper possuída pela entidade alienígena no clássico O Escondido) é perseguida por um doentão psycho após trair seu marido (Corbin ''O Dentista'' Bernsen - que ainda protagoniza uma cena muito ridícula, em que se revolta com uns ''fucking birds'' na praia) com esse xarope; e, no lado slashin', um maníaco misterioso sai despachando uma série de prostitutas. Uma dupla de detetives (entre eles, Ron ''Hellboy'' Perlman) tenta cuidar dos dois casos, mas, como são atrapalhados pra caralho, não parecem capazes de fazer muito progresso.

Há ainda uma personagem totalmente inútil creditada apenas como ''Pet Shop Girl'', talvez para fazer alusão aos Pet Shop Boys. E o curioso é que ela é interpretada pela Winnie Cooper de Anos Incríveis, a Danica McKellar. DM essa que, pouco depois dessa bomba, apareceria em OUTRO slasher vagabundo também lançado em DVD no Brasil, e que também está queimando o filme da minha videoteca: Ilha Maldita (Hack! no original). É, parece que, após aquele icônico seriado ''coming of age'', a carreira dela foi mesmo marcada por anos nada incríveis... (Outra prova disso é que ela ainda apareceu em um clipe da feminazi Avril Lavigne já na fase pós-auge.)

Voltando a Sob Tensão, é incrível como o diretor Mark Jones está perdido aqui: tenta, de forma bastante vexatória, brincar com a possibilidade de dois assassinos diferentes, revela a identidade de um deles (ou seria do único assassino?) logo aos 16 minutos (quando provavelmente seria mais interessante manter mistério nessa questão até o clímax) e, lá pro final, quando deveria rolar um plot twist minimamente interessante e coeso, consegue tacar o foda-se pro seu próprio filme, mandando um enorme ''FUCK YOU'' pro espectador, através de explicações estapafúrdias, situações retardadas, pesadelos e mais pesadelos e, pasmem, até mesmo uma referência ao seu ''grande hit'' O Duende, quando um personagem liga a TV e dá de cara com o filme do duende brincalhão interpretado por Warwick Davis!!! UnfuckingbelUweBoll.

Caray, nem sei mais o que dizer aqui... Só sei que só conferi essa porra por que sou um sujeito que possui uma curiosidade maior do que a habitual, e também pela minha espécie de missão de vida em tentar assistir todos os slashers - e afiliados - já feitos. E é justamente aí que eu queria chegar. Sob Tensão só pode ser mesmo indicado aos indivíduos completistas de slashers, gialli, thrillers de serial-killer e coisas do tipo. Já quem procura um filme minimamente digno deve manter uma boa distância.

Sob Tensão, um EPIC FAIL total sem nenhum propósito de existir. Fracassa como trama stalker, como giallo made in the USA e como qualquer outra coisa. Chega uma hora em que tudo está tão esculhambado que só faltaria surgir O Duende Leprechaun em cena, para atrapalhar as coisas ainda mais - o que, de certa forma, até acontece.

''ALL YOU BITCHES ARE ALL THE SAME.'' (Um dos diálogos ''mizosógenos'' de Sob Tensão.)

 


 

quarta-feira, 13 de abril de 2022

PARTIAL MASSACRE = Alice Querida Alice, AKA A Comunhão, AKA Comunhão (Alice Sweet Alice, AKA Communion, AKA Holy Terror, AKA The Mask Murders): Super Superestimado Slasher de 1976




 

Exibido na TV brasileira como Alice Querida Alice (cuja dublagem é inclusa no DVD da Continental) e lançado vezes diversas por aqui tanto em VHS (pela Mac e pela Opção - sendo que, no letreiro da fita da Mac, o título aparece como ''A'' Comunhão) e em DVD (pela Continental / Wonder Multimídia, ex-Opção, e também pela Versátil Hype Vídeo, na coleção Slashers - quando aquela série ainda era lançada no formato digistack e ainda não havia sido vergonhosamente despadronizada pela própria VHV, que passou a lançar esses boxes em estojo amaray), Alice Sweet Alice é um plágio descarado de Inverno de Sangue em Veneza (1973) que, nem de longe, poderia sonhar em chegar aos pés daquela obra-prima devastadora dirigida por Nicolas Roeg.

Com um ritmo demasiadamente lento, poucos bons momentos (que, juntos, renderiam um bom curta-metragem) e a absurda duração de 1H47 (sendo que Alice seria enfadonho mesmo se tivesse apenas 1H20), o filme de Alfred Sole (primo do muito mais talentoso Dante Tomaselli, diretor do maravilhoso Horror, o único outro grande momento na carreira da Felissa ''Sleepaway'' Rose) aborrece o espectador até a morte através dos seus personagens super fuckin' boring e seus melodramas nonsense e histéricos se repetindo over and over again, para o mais absoluto tédio de quem der play nisso. Entre esses personagens malas e desprovidos de carisma, temos as pirralhas irmãs vividas por Paula Sheppard (que está muito melhor no clássico lisérgico Liquid Sky) e Brooke Shields (em seu primeiro filme), além de um vizinho freak e pervertido (interpretado por um ator não-profissional que morreu pouco depois do lançamento do filme - talvez por desgosto) e um sósia do ator francês Jean Sorel (de uma série de gialli clássicos como A Breve Noite das Bonecas de Vidro e Uma Lagartixa num Corpo de Mulher - e que, mais tarde, queimaria o filme na tranqueira master Expresso Casablanca, desgraça inominável dirigida pelo canastrão Sergio ''Apenas um Grande Filme'' Martino).

Com uma personagem-título mimada e intragável, e uma boa trilha sonora que acaba sendo desperdiçada através de tantos momentos xaropetas, Alice Querida Alice (muito mais conhecido no Brasil pelo título Comunhão, mas muito mais conhecido nos países de língua inglesa como Alice Sweet Alice mesmo) poderia ser um excelente ''giallo americano'' se tivesse uma personalidade mais forte e focasse mais no suspense-horror do que nos diálogos chatos pra cachorro e em cenas diversas que mais parecem dignas de um dramalhão televisivo do que de um slasher pré-Halloween.

São problemas assim que atrapalham os poucos bons momentos da obra e algumas boas sacadas que ocorrem lá pelos seus instantes finais - para quem chegar acordado lá.

A minha nota para o filme é 2.5 de 5.

Por enquanto é isso. Em breve - talvez ainda hoje - voltarei aqui para relatar uma dupla de rolês mais ou menos furados que fiz na semana passada. See you soon, motherfuckers.

PS: Na imagem abaixo, a coleção do filme no acervo do VHS freak americano Joe Clark (mais conhecido somente como J). O fella tem, simplesmente, nada mais e nada menos do que TRINTA E CINCO edições diferentes de Alice Sweet Alice em VHS!!!!! Além das fitas, ele também possui Alice em um DVD e no luxuoso Blu-ray da Arrow. Vai ser fanático assim na casa do caralho..

PS OFF-TOPIC: Post escrito ao som do primeiro álbum da Sinead O'Connor, que tem as maravilhosas Jackie, Jerusalem e Mandinka. Sendo que essa última, de acordo com o Regis Tadeu, foi um grande hit - até mesmo no Brasil - lá no seu lançamento. O RT até disse que, por causa de Mandinka, a Skinhead O'Connor jamais poderia ser considerada one-hit wonder de maneira alguma, sob qualquer hipótese. (Na mesma ocasião, o RT também disse que, por causa de Magic Carpet Ride, Steppenwolf também não pode ser considerado 1 hit wonder. Magic Carpet Ride essa que foi regravada pelo Michael Monroe junto do Slash e, também, muito curiosamente, pela Selena Gomez - em versão até mais legal que a do MM com o Slash. Bem... Além de Born to Be Wild e Magic Carpet Ride, o Steppenwolf até teve um outro hit no passado, que foi a versão deles de The Pusher - que também seria coverizada pelo também sensacional Blind Melon, essa sim uma autêntica e incontestável banda de um sucesso só.)

 


 

terça-feira, 5 de abril de 2022

26 de Março de 2022 = Rolê-Garimpo com Guitardo Songs em Curitiba + Pitacos Sobre o Show da ''MiLolla'' (Miley no Lollapalooza Brasil, AKA Lulapalooza)




 

 

Tardei mas, finalmente, relatarei aqui a minha passagem por Curitiba entre 25 e 28 de Março de 2022. Tentarei dar uma certa resumida para não deixar o post gigantesco - mas a postagem provavelmente ficará gigantesca de qualquer forma.

SEXTA - 25 - MARÇO (certos massacres gerais)

Tomei três (!) ônibus para chegar na porra da rodoviária e pegar o ônibus que me levaria até Curitiba.

No primeiro, trombei um cidadão mal-encarado com camiseta dos fascistas do Slayer, bandeca horrorosa e repetitiva composta por Trumpistas, cristontos e doentões em geral. Como eu estava com camiseta do MCR (do Revenge ainda, o disco deles com a capa mais emo), achei que o maluco fosse querer me esganar, mesmo porque, no passado, o MCR já recebeu vaias e garrafadas de fãs de IsLamer - e de Megaidético também. Mas, para minha surpresa, o cara me deixou em paz. Bem, de qualquer forma... Fuck Slayer.

Já o segundo teve o pneu estourado...

... o que me obrigou a esperar o terceiro, que, finalmente, me levou até a rodoviária.

Ônibus de viagem tomado, dormi o máximo que pude, já que não havia dormido absolutamente nada em casa.

Lá pelas tantas o busão fez uma parada no restaurante Graal: Buenos Aires. Aí o seu humilde narrador saiu para comer no recinto. Recinto esse caro pacaray, diga-se de passagem, com um refri quente e esculhambado - uma caríssima Fanta Uva - e uma comida que tive que comer meio que na pressa, para voltar ao bus a tempo. Para piorar, os fellas estavam sem os talheres justamente naquela hora, fazendo com que eu perdesse uns minutinhos esperando que um funcionário deles fosse buscar novos talheres pros clientes. Presepada total. Foi por esses motivos que, na viagem de volta, nem fiz questão de descer do ônibus e voltar nesse Graal: Buenos Aires. Eles lucram com a fome da galera, e, daí, metem a faca sem dó - ou melhor, não metem a faca por ausência da mesma...

Mas OK: lá pelo final da tarde, eis que cheguei em Curitiba.

A minha ideia inicial seria chegar no hotel San Juan (onde o Guitardo chegou a trampar por uma semana, até ser mandado embora com umas ''justificativas'' nonsense em 2018), ajeitar tudo rapidamente e dar uma corrida pro centro atrás de sebos ou algo assim, tentando aproveitar o que fosse possível antes do comércio todo fechar.

Mas, como o hotel fez questão de atrapalhar as coisas e me fazer perder tempo, não consegui fazer qualquer tipo de garimpo central naquela Sexta 25.

Primeiro demoraram - bem - mais tempo do que deveriam ao acertar as questões burocráticas, sendo que seria muito mais simples pegarem meu RG e saírem anotando as coisas de acordo com o documento. Que nada: foram me fazendo trocentas perguntas variadas e até refazendo algumas delas.

Depois tive um novo atraso ao não conseguir acessar o wi-fi deles tão rapidamente ou facilmente quanto deveria.
E aí subo no meu quarto e descubro que a minha chave simplesmente não está funcionando. Tentei várias vezes e nada.

Volto na recepção e comunico o problema. ''Nós estamos sem sistema agora (!), então espera um pouco aí.'' Fico lá esperando por um tempo e nada. E olha que não havia ninguém sendo atendido lá naquele momento. Aí espero mais um pouco e, como não me atenderam, decido subir e ficar no corredor fuçando a internet até eles criarem vergonha na cara e resolver o problema. Aí falo ''beleza, eu volto depois então''. Aí o recepcionista diz ''não; dá pra resolver agora''. Inacreditável.

Problema resolvido (tardiamente), entro no quarto - com uma iluminação a la boate - e descubro que o Multishow - que exibe o Lollapalooza - não está disponível lá. Bem, aí a culpa já foi minha, já que não havia verificado de maneira totalmente clara sobre a disponibilidade do canal. Mas, por outro lado, PQP, já estive em hotéis mais simples do que esse que tinham sim o Multishow.

Mas, nessa questão, consegui remediar a situação comunicando um parente e, assim, recebendo instruções e instalando um aplicativo no tablet para acessar o Multishow. Afinal, era absolutamente essencial assistir lá o show da Miley no dia seguinte - por mais que eu já soubesse de antemão que o setlist e a performance dela deixariam bastante a desejar.

Enfim, com todos esses contratempos, já era noitinha quando consegui sair do hotel. Aí só deu mesmo para ir no shopping center mais próximo dar uma olhada geral - e verificar também o lugar exato onde eu encontraria o Guitardo no dia seguinte - e comer alguma coisa.

De volta ao hotel, teria mais uma frustração - naquele dia - antes de dormir algumas míseras horinhas. Fui tomar banho e, caralho, meus chinelos grudavam no chão enquanto a água caía, dificultando bastante o movimento das pernas! É algum problema da água do chuveiro deles e/ou do piso deles no box. Sei lá, mas foi bizarro e algo que eu JAMAIS experimentei em qualquer outro lugar. (E sim, o problema se repetiu nos banhos seguintes...)

SÁBADO - 26 - MARÇO (rolê-garimpo com o Guitardo e show da Miley)

Marquei com o Guitardo dentro duma área específica do shopping center mais próximo ao hotel. E lá nos encontramos, para sairmos no rolê a seguir - passeio esse que durou algo mais de 7 horas de duração no total. É: agora posso dizer que conheço TODOS os meus amigos pessoalmente, já que só restava encontrar o Guitardo - com quem mantenho contato constante faz três anos.

E, logo de cara, ele me presenteou com o Blu-ray duplo d'Os Caça-Fantasmas 1 + 2, com o DVD da continuação de Círculo de Fogo (com duas minas que curto bastante, a ''Jap'' Rinko ''Norwegian Wood'' Kikuchi e a tomboy americana Cailee ''Mare of Easttown'' Spaeny - que, para variar, também é cantora; ou tenta ser...) e um DVD-R full-rip do clássico Um Corpo Que Cai, do mestre Hitch.

Aí, após sairmos de vez do shopping, o Guitardo acabou sendo o meu guia de sebos daquela tarde de Sábado.

Aí, logo no primeiro sebo, após passarmos um bom tempo não encontrando nada de interessante entre as seções de CDs, eis que achei uma pérola lacrada na área de artistas nacionais de pop-rock: o segundo álbum do Lipstick, o Roquenroll. Lá na metade de 2021 eu havia conseguido o primeiro delas num sebo de SP, mas o segundo continuava ''missing in action'' por tudo que era canto de SP. Eis que finalmente o adquiri agora. Bem, por mais que seja uma gigantesca decepção se comparado ao primeiro (que é um clássico), esse segundo ao menos se mantêm digno. Mas é triste vê-las se perder ao abandonar o peso do debut e tentar fazer uma resposta feminina a onda colorida então liderada por Cine e Restart (e por bandas como All Time Low e Forever the Sickest Kids lá fora). E, mais triste ainda, foi ver a participação da deprimente Tatá Werneck (uma das mulheres mais repulsivas do Brasil, ao lado de outras desgraças do tipo Sonia Abrão e Lucianta) no clipe da faixa Eu Vou pro Roquenroll... Mas, beleza, de qualquer forma era um CD que eu caçava bastante e, com ele, fecho a discografia básica do Lipstick, que só tem esses dois álbuns de estúdio. Resta agora adquirir os singles da banda - que nunca trombei em lugar algum.

Aí, na mesma loja, eis que peguei também o BD do primeiro Cemitério Maldito, da época em que a Mary Lambert ainda não chupava bolas de macaco - já que ela só tinha dirigido a bizarrice nível extra hard Marcas de uma Paixão e esse primeiro Cemitério, além de clipes de gente como Madonna e Motley Crue.

O CD do Lipstick saiu por 10 mangos e o BD custou 20. (E é interessante pensar que dois dos filmes adquiridos em BD naquele dia eu já tinha em VHS ''alternativa'': Cemitério Maldito eu comprei por R$ 2 ou R$ 3 em 2014 na finada Discomania da São João; já o primeiro Os Caça-Fantasmas eu peguei por R$ 5, sem capa, em Dezembro passado. Cemitério Maldito aparece como Cemitério da Morte na etiqueta da fita em si e, no play, está como Cemitério de Animais. Já Os Caça-Fantasmas, na fita pirata, está como... Hum... AS CAÇADAS DE GASPARZINHO!!!!! Há, mais engraçado do que isso é só mesmo o amiguinho do Olavo ali na capa do BD fazendo o 1 com uma mão e o 2 com a outra.)

Após isso, acabamos em um outro sebo, onde, lá pelas tantas, encontrei um CD compilação de JPop que, ao olhar na contracapa, descobri que tinha uma canção do Princess Princess, The Summer Vacation, já da fase decadente-moribunda da banda, pós-1991. Aliás, até tenho esse single The Summer Vacation, que foi o último single que consegui comprar da banda na vida, lá no longínquo ano de 2009, no finado segundo Sebo da Liberdade - onde retornei dias depois e consegui um single da Kaori solo, da canção Sparkle, lançado pouquíssimo tempo depois do fim do grupo.

Enfim, por mais que The Summer Vacation seja bem mais ou menos, fazia uma década que eu não trombava nada de P2 e, como sempre tive o hábito de pegar tudo que encontro da banda (desde que a conheci em Dezembro de 2005), não pude deixar esse CD passar batido. (E tem outra: por mais que seja uma gigantesca decepção se comparada com as melhores coisas da banda, e por mais que não chegue aos pés da maravilinda Sekai de Ichiban Atsui Natsu, AKA The Hottest Summer in the World, e nem mesmo de Natsu no Owari, AKA The End of Summer, The Summer Vacation NÃO é a pior canção do P2 com ''Summer'' no nome: esse título é reservado a simplesmente pavorosa Summer Madness, a pior coisa já gravada pelo grupo durante todo o tempo que esteve na ativa. E o mais inacreditável é pensar que gravaram um VIDEOCLIPE OFICIAL para aquela atrocidade, quando deveriam ter feito um clipe para a fodástica Joker - com a Kanako no vocal - no lugar ''daquilo''. Aliás, vou aproveitar a deixa para dizer que, naquele período do comecinho dos anos 90 até o fim da banda em 1996, a Kanako tava sim cantando muito melhor do que a Kaori - além de ter uma carreira solo muito superior também.)

Anyway, P2 é daquelas bandas tipo Megadeth, em que o primeiro disco não é um clássico. O primeiro delas - da época em que ainda se chamavam Akasaka Komachi - é apenas interessante. Porém, o grande período da banda foi de 1986 a 1991 (sendo que lançaram dois discos de estúdio em 1988!), com obra-prima após obra-prima dentro do JPop-JRock-JWhatever feminino clássico. Mas chega: é melhor deixar a empolgação de lado e parar de falar sobre essa banda, porque, daí, eu não iria mais conseguir falar de nenhum outro assunto e ficaria só nisso...

Ainda dentro do JPop feminino 80, também consegui no mesmo sebo um CD da Yoko Oginome, CD-Rider, de quem eu já possuía um single desde mil novecentos e bolinha (na verdade, desde meados da segunda metade dos anos 2000).

E, na seção de DVDs, acabei conseguindo o Viagem do Medo, já resenhado aqui dois posts atrás. Os CDs saíram por R$ 9.90 cada e o DVD por R$ 5.10. E é interessante ver que o nome do sebo aparece como ''Capricho'' na capa de um CD e como ''Kapricho'' na capa de outro. Afinal de contas, será que o nome correto é ''Capricho'' ou ''Kapricho''... Make up your fucking minds, motherfuckers :)

Como era Sábado e os sebos, assim, já estavam todos fechando lá por meados da tarde, o Guitardo me levou, então, para duas lojas de camisetas de rock e afins.

Na primeira foi muito curioso porque tinha uma seção toda dedicada a camisetas emo-screamo que haviam encalhado, e provavelmente estão ali sem vender desde a época em que o estilo estava no mainstream. Foi surpreendente ver camisetas de bandas que parecem ter desaparecido faz tempo aqui em SP: The Used (que tinha uns dois ou três modelos diferentes, e que me arrependi de não comprar nenhuma), Boys Like Girls (blergh), Cash Cash (blergh parte II), Atreyu, AFI, Attack Attack, Funeral for a Friend, We Came as Romans, All-American Rejects, Finch... Foi surreal ver essa seção aí (com esses encalhes de 15-20 anos atrás), e nem parecia realidade, já que muito dificilmente alguém encontrará camiseta de algum desses nomes em SP em pleno 2022. Uma pena que não tinha nem Fake Number e nem Hey Monday. Curiosamente não tinha MCR também, infinitamente mais famoso do que essas bandas dessas camisetas aí.

Aí fomos em outra loja de camisetas, onde acabei adquirindo a já citada - no post anterior - camiseta do MCR do disco Revenge por R$ 60, mais detalhada e grandiosa do que a minha Revenge anterior.

Mas a grande surpresa dessa loja, para o meu mais absoluto espanto e deleite, é que eles tinham DUAS camisetas do Fake Number encalhadas lá!!! Foi a primeira vez na vida que vi uma camiseta da banda na minha frente. Nem pude acreditar. E o mais legal de tudo é que é a exata camiseta que eu queria fazer de forma custom, que é o fundo preto e o logo - branco numa camiseta e cinza na outra - idêntico ao mostrado nos créditos finais do clipe Último Trem. Ou seja, é bem possível que essas duas camisetas estivessem lá sem vender desde 2013.

Essas duas me custaram 40 reais cada e foram excelentes, excelentes aquisições - já que, aqui em SP, não se encontra camiseta do FKN em lugar nenhum.

Na saideira, fomos no McCuntDunno's comer um rango, beber refri e ficar conversando sobre assuntos diversos, tipo o próximo evento emo que eu estou num gigantesco dilema sobre ir ou não, entre outras paradas.

Após o Guitardo voltar pra casa dele, voltei pro hotel e aguardei até a hora do show da Miley. Antes do show começar, tive que aturar os depoimentos dos fãs completamente bitolados dela, sem nenhum bom senso, senso crítico ou contato com a realidade. Um deles declarou que todos os discos da Miley são grandes álbuns (até parece), outro disse que ela acerta sempre (yeah, right), um declarou que queria ouvir no show o hino feminazi Mother's Daughter e outro que queria escutar a mais ou menos xaropeta High, do pavoroso último álbum, o Plastic Hearts. Bem... Por mais que eu ame a Miley até certo ponto, tenho trocentas críticas a ela (prova disso é que ela possui mais ou menos umas 90 canções que eu não curto - sem exagero) e jamais gostaria de ficar igual esses fanáticos sem noção que estavam lá na frente do palco para assistir o show dela.

Aí, com algum atraso, teve início o show da muié, já, de cara, parcialmente estragando We Can't Stop - justo a música que me trouxe a ''Mileylândia'' no dia 5 de Maio de 2015, quando a escutei de verdade pela primeira vez e surtei legal.

Enquanto o show ia acontecendo, fui anotando aqui o setlist e, ao olhar a relação agora, PQP...

Bem, para encurtar tudo, posso adiantar que, das 20 músicas ali apresentadas, só teve DUAS que realmente foram absolutamente devastadoras e me fizeram desejar estar lá: a maravilhosa The Climb e a ainda mais maravilhosa See You Again, primeiro single e primeira faixa do primeiro disco da ''Mi'':

''THE LAST TIME I FREAKED OUT.

I JUST KEPT LOOKIN' DOWN.

I STU-STU-STUTTERED WHEN YOU ASKED ME WHAT I'M THINKIN' ABOUT.

FELT LIKE I COULDN'T BREATHE.

YOU ASKED WHAT'S WRONG WITH ME.

MY BEST FRIEND LESLIE SAID:

''OW, SHE'S JUST BEIN' MILEY.''

THE NEXT TIME WE HANG OUT, I WILL REDEEM MYSELF.

MY HEART CAN'T REST 'TIL THEN.

I CAN'T WAIT...

TO SEE YOU AGAIN.''

Essa música é uma das coisas mais sensacionais da história da humanidade - não só da história da música. E é nessas horas que até esqueço de todos os problemas que tenho com a Miley estragando sua carreira e seus setlists mais e mais, desde que cometeu o bizarríssimo suicídio comercial Dead Petz em 2015.

Mas, tirando essas duas maravilhas dos seus tempo áureos, o show foi bastante problemático, além de não ter NENHUMA faixa do Can't Be Tamed, o meu disco favorito dela e o único dela sem nenhuma faixa ruim.

OK, estou com o setlist anotado aqui na minha cara... Do Plastic Hearts teve a faixa-título, mais três outras. Até admito que, ao vivo, elas não soaram tão ruins quanto no disco, mas continuam não sendo agradáveis de se ouvir.

O show também contou com o dueto com o nosso '''''orgulho nacional''''' Anitta na Boys Don't Cry, a única música legalzinha da Anitta, além dos covers nonsense Heart of Glass (Blondie), Bang Bang (chatice da Cher - pleonasmo) e um trecho de Where Is My Mind, dos Pixies, surgindo dentro (!) da We Can't Stop e estragando tudo. Teve também singles isolados como a algo clássica 23 e as não muito agradáveis Mother's Daughter e Nothing Breaks Like a Heart - que valem mais pelos clipes, já que, para variar, ela está gostosa demais neles.

De resto, performances não muito caprichadas das clássicas (clássicas sim, porém muito longe de serem as melhores dos seus discos de origem) 7 Things, Fly on the Wall e Party in the USA. Nessas músicas a Miley provou que, apesar de não fazer playback, volta e meia é salva pelas cantoras dos backing vocals, já que ela - preguiçosa pacaray - deixava de cantar trechos diversos de músicas variadas durante o show inteiro!

E já estava esquecendo de citar: rolaram também a divertida Bangerz (SMS), a insuportável Wrecking Ball (que eu adoraria nunca mais ter que escutar na vida) e, do mesmo disco, para a minha surpresa e desgosto, a pavorosa 4X4, simplesmente a SEGUNDA PIOR faixa de toda a era Bangerz - só não é pior do que a deplorável Love Money Party. E 4X4 é tão deixada para escanteio (com razão) que, de todas as músicas do show, foi a ÚNICA que o nome não apareceu na tela da Multishow! Quando ela começou a rolar eu simplesmente não podia acreditar que uma canção tão horrível havia sido escolhida para tocar no show. É por essas e outras que eu só iria em show da Miley se pudesse escolher o setlist.

No mais, foi estranho ver as câmeras mostrarem tanto o batera Stacy Jones (vocalista e guitarrista daquela banda ''emonóide'' American Hi-Fi), enquanto os guitarristas Jamie Arentzen (também do American Hi-Fi) e Jaco Caraco (esse nome é foda...) apareciam tão pouco - quase nunca.

Enfim...

Esse Lollapalooza foi marcado por coisas diversas: a morte do Taylor Hawkins (mais um caso clássico do ''EVERYBODY LOVES YOU WHEN YOU'RE DEAD'', já que, em vida, só os fãs mais hardcore dos Fool Fighters se importavam com o maluco), as chuvas cabulosas que prejudicaram o primeiro dos três dias do festival, os belos e necessários protestos contra o desgoverno do Mijair Boçalnazi (sujeito que consegue ser mais desgraçado do que um crossover Marvel-DC) e o fato de que foi o primeiro show da Miley após ela escapar da morte com o sinistro lance lá do raio atingindo o avião dela. (Miley essa que, aliás, foi infectada com COVID pela passagem no Brasil. Sei lá... Vai saber se ela e a Anitta não deram uma ''chapuletada'' antes e/ou depois do show do Lulapalooza...)

É isso. Ainda bem que não fui no Lolla. Afinal, só tinha Miley e A Day to Remember de interesse para mim nesse dia, e teria me custado algo bem próximo de 1000 reais, somando ingresso, taxa de (in)conveniência, condução e demais despesas. Por mais que fossem R$ 1000 muito mais bem gastos do que pagar o mesmo valor numa VHS de slasher fuleiro do Jim ''Quantidade Acima da Qualidade'' Wynorski, continuaria não valendo a pena. Continuo preferindo comprar mil picolés no lugar - isso sim.

DOMINGO - 27 - MARÇO

Com as ruas praticamente desertas, não consegui fazer nenhuma caminhada muito extensa. Desviei de possíveis trombadas, comi no shopping pela última vez e voltei pro hotel. Pedi uma pizza no próprio hotel, metade calabresa e metade quatro queijos, por R$ 46, e acabei me arrependendo. A de calabresa tava OK, mas a outra tava bem esculhambada. Ahh, e o azeite de saquinho tava ruim pacaray. E, para fechar a noite, deixei a TV ligada no Oscar enquanto fuçava algumas coisas online. E, sem prestar muita atenção, fui pego de surpresa pelo Will Smith dando o tapão no Chris Rock - em defesa duma mulher chata pra cacete que, inclusive, já o traiu no passado...

SEGUNDA - 28 - MARÇO

Nada de mais para relatar. Peguei o ônibus e voltei para Sampa.

PS: Qualquer coisa, deixarei para completar o raciocínio geral - e passar algumas infos adicionais sobre minha passagem por Curitiba - ali na seção de comentários. (Cacetada, gastei quatro fucking horas para escrever esse post...)