sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Cine Spektro Volume 3: Vampyres: As Filhas de Drácula (1974)





Seguindo a linha do horror erótico da Hammer (Trilogia Carmilla; deve ser dito que a personagem de Sheridan Le Fanu seria melhor representada no cinema no finalzinho da década de 1980, pela Meg Tilly, em um telefilme homônimo), e de cineastas como Jean Rollin (Lábios de Sangue / Lips of Blood), Jesus Franco (Vampyros Lesbos) e Harry Kumel (Lábios de Sangue / Daughters of Darkness, AKA Escravas da Luxúria, AKA As Filhas das Trevas), José Ramón Larraz (A Beira do Machado) realizou, em 1974, o clássico Vampyres: As Filhas de Drácula (Vampyres, AKA Daughters of Darkness - não confundir com o filme de Kumel), lançado no Brasil somente em VHS, pela Top Tape. Enquanto a fitinha lançada no Brasil possui 86 minutos, o DVD / Blu-ray da Blue Underground circula sem cortes, com 88 minutos.

Após uma abertura que pode muito bem ter influenciado O Sexto Sentido, vemos Fran (Marianne Morris) e Mirian (Anulka) como as personagens do título, vampiras errantes e bissexuais, que seduzem transeuntes para o casarão onde vivem. A imagem das duas passeando pelos arredores, sem a menor preocupação com a luz do dia, chega a ser icônica.

Vampyres funciona muito bem tanto no horror (às vezes sugestivo e misterioso, às vezes sangrento e brutal) quanto no erotismo (com as duas estonteantes atrizes se entregando sem pudores; o que levou a produção a ser considerada pornográfica na época), e acaba sendo um dos melhores exemplares do subgênero das vampiras sedentas por sexo e sangue.

Uma pena que provavelmente nunca será lançado por aqui em BD. Na melhor das hipóteses sairá num frustrante combo em DVD pela Versátil - o que seria decepcionante para aqueles que pretendem adquiri-lo no formato azul. Fica o aviso: a essa altura do campeonato, se não for pra lançar o filme em BD, então é melhor não lançá-lo de maneira alguma.

Parada GLS: Jerk-Dork Style

Prato cheio para a galera que curte um sabre de luz enfiado no rabo: tal evento será preenchido por nerds nulos presos num universo de palhaçadas. Os losers de plantão são vitoriosos perto dos Starless Whores. E os gays são héteros perto dos mesmos fãs de Star Worse.

Heroísmo besta e simplista sem nenhuma ambiguidade + atores canastrões pagando mico + personagens imbecis (sejam ''do bem'' ou ''do mal'') pelos quais é impossível se importar + robôs / bichos idiotas + diálogos ridículos (''Luke, eu sou o seu pai.'' Quem se importa? FO-DA-SE.) + enxurrada de efeitos especiais avançados pra disfarçar a ruindade do negócio = Star Wars

Fãs da horrenda saga de George Lucas dão um nome ruim à virgindade. Essa saga é um caso perdido. E mais caça-níqueis virão, portanto é boicote na cabeça.

PS: Nada contra os gays. Tudo contra George Lickass e $tar War$.

O Som ao Redor (Blu-ray duplo)




A Vitrine Filmes provando que é possível vender Blu-ray duplo por 30 mangos sem ir a falência. Não precisa ser os 100 reais da Versátil.