sábado, 26 de fevereiro de 2022

APROVADO: Rolê-Garimpo com Oswaldo Potenza no Centro de São Paulo (24-02-2022)


 

 

... garimpando fervorosamente no exato dia em que, talvez, tenha tido início a Terceira Guerra Mundial...

Finalmente retorno aqui com uma nova postagem, no caso o relato da caça colecionista que fiz anteontem junto do Oswaldo Potenza - ou seja, só faltou o Guitardo Songs para fechar os Three from Hell.

Nos encontramos no Sebo do Messias logo antes das 13H (e nem dá mais para chamar de ''Sebo do Messias principal'', já que, agora, esse é mesmo o único Messias que restou...) e, de lá adiante, a garimpagem geral seguiu a milhão até pouco depois das 20H.

Enquanto eu me preparava para eventualmente sair na porrada no caso do Mannequin Maniac, AKA Sr. Armadilha para Turistas, aparecer por lá (já que, nas duas vezes que o avistei nessa mesma área do sebo, o horário era esse mesmo), eu e o Oswaldo fomos verificando as seções de CD, DVD, Blu-ray, as pouquíssimas VHS lá disponíveis - sendo que o Messias está completamente decadente nessa questão já faz algum tempo - e algumas outras coisinhas.

E, na área de artistas nacionais, encontramos algumas coisas bem pitorescas, tipo alguns coloridos sem vergonha e outras coisinhas, culminando em uma banda que, de tão boa e bem-sucedida, encerrou as atividades logo após começar e, para piorar, dois dos seus integrantes se mataram. Sem contar que é um raríssimo - talvez até único - caso de artista nacional que, mesmo com todo o apoio da mídia, não conseguiu chegar a lugar algum. Inclusive, o Oswaldo até já postou no canal dele o vídeo onde tecemos alguns pitacos sobre esse CD e as demais podreiras de pop-rock BR que trombamos lá. O Oswaldo até teve a boa sacada de, na intro do vídeo, mostrar algumas coisinhas que trombamos lá em outras áreas fora CDs. Segue o link:

https://youtu.be/nHJQrIhUFzw

E, também ao verificarmos essa seção nacional, o Oswaldo comentou da vez em que assistiu o festival Zona Punk Girls Tour (2008), que contou com o meu adorado Fake Number tocando junto do Lipstick (que também adoro, apesar de algumas letras e posturas meio feminazi), Killi (que também curto bastante), Mixtape (de quem o Oswaldo já conseguiu comprar CD no próprio Messias, numa vinda anterior dele a SP - já eu nunca trombei nada de Mixtape em lugar algum) e também duas bandas que eu nunca ouvi (mas certamente irei conferir agora): Hyfy e Condessa Safira.

Saindo de lá, fomos em três sebos da área (onde não encontramos nada que vale relatar) para, então, fuçar o Sebo da Liberdade, que eu não visitava fazia tipo meio ano. Lá dentro, totalmente por acaso, o Oswaldo olhou uma fileira de CDs que, entre eles, tinha o único álbum do Agnela. Foi curioso porque eu havia acabado de mencionar minhas buscas por material da banda ali no próprio Messias. Mas, sei lá, esse CD Podia Ser (mesmo nome do único hit delas, cujo single eu possuo desde Dezembro de 2019), por R$ 11, parecia um pouco riscado... Talvez não seja nada, mas sei lá. E algo me diz que, qualquer hora dessas, trombarei esse CD em algum outro sebo, num estado melhor. Já o álbum em si eu acho bem legal, apesar de algumas letras ridículas, tipo aquela do ''Seu Amigo Beija Bem'', que é vergonha alheia total e parece letra de sertanojo universotário. Bem, ainda mais vergonhoso é pensar que, em um post meu de Janeiro de 2020, eu - de tão empolgado em adquirir o single da Podia Ser - cheguei a falar que Agnela era melhor do que Fake Number. Certamente foi a maior besteira que eu já disse em toda a história do meu blog, desde que fiz o meu primeiro post aqui, em Setembro de 2015. (Lembrando que eu não conhecia FKN direito quando disse aquela asneira, e só fui realmente ouvir a banda direito - e passar a curti-la de verdade - em Junho do ano passado.)

Aí fomos em um sebo ali perto onde, até algum tempo atrás, tinha a VHS importada daquele que é um fortíssimo candidato ao posto de filme mais chato e insuportável já cometido na história do cinema mundial: The Element of Crime (que, ao passar dos tempos, recebeu três títulos levemente diferentes no Brasil: O Elemento do Crime, Elemento de um Crime e também Elementos de um Crime), do genial (só que não) Lars ''Nenhuma Obra-Prima'' Hitler. (Sou bem mais o arqui-inimigo dele, o Nicolas Winding Refn, que, por mais que seja ainda mais mala como ser humano, ao menos fez filmes maneiros até a medula, como as obras-primas Medo X e Drive - e os também ótimos Bleeder, Pusher 1 e 2, e Bronson.) Se bem que, por mais que The Element... seja um filme intragável, ao menos tem o apelo de (até onde eu sei) só ter sido lançado oficialmente no Brasil (se é que dá para dizer ''oficialmente'' nesse caso) em um DVD bem vagabundo dos caras de pau da Continental. E ao menos isso daí até que teve duas sequências interessantes: Epidemic (Epidemia) e Europa. (Cacetada, só agora fui me tocar de que os três filmes da tal Trilogia da Europa começam com ''E''...) Dessa forma, por mais que o filme seja horrível, ele pode ser interessante para quem coleciona VHS gringa. Ahh, e, no elenco, ainda tem aquela Me Me Lai, musa dos filmes italianos de canibalismo (O País do Sexo Selvagem, Os Vivos Serão Devorados, O Último Mundo Canibal). Fica a dúvida se o Trier a escolheu por causa desses filmes carcamanos de gente comendo carne humana...

Mas, enfim, dessa vez não tinha nenhuma VHS no recinto e também não tinha nenhum item interessante em alguma outra área. Só tinha mesmo o funcionário Bozominion hardcore tentando encontrar motivos sobrenaturais para, a essa altura do campeonato, continuar apoiando o Mijar Mesquinho Coronaro. É: eis a arte de viver na ilusão e na negação.

Aí saímos de lá e fomos no sebo logo em frente, com vários CDs repetidos e duas pilhas de VHS. Como esse sebo sempre mandou bem mal na questão da VHS, bati o olho muito rapidão e fui ver os CDs.

Nos CDs até tinha o EP da OUTRA banda da Emolândia com ''Romance'' no nome, o Matchbook Romance. Lacrado e por menos de R$ 10. Mas, sei lá, já escutei algumas coisas dessa banda e até mesmo esse EP, e esses caras nunca me chamaram a atenção. (EP esse que possui elementos de screamo, provando que, assim como o ''irmão'' famoso deles, o My Chemical Romance, o Matchbook também começou a carreira investindo nessa pegada meio gritada.) Bem, só sei que sou infinitamente mais MCR do que MBR.

Aí, antes de cairmos fora de lá, decidi dar uma olhada cautelosa naquelas VHS todas (umas 30 só, mais ou menos) e, antes mesmo de encostar nelas, olho na primeira pilha, vendo uma por uma, e reparo algo bastante incomum no final dela. A penúltima fita me deu um susto do caray.

''INOCÊNCIA ULTRAJADA - POLETEL''

Imediatamente pensei: ''CARALHO, QUE PORRA É ESSA??? BORN INNOCENT SAIU SELADO???''

Aquilo me deu um nó na cabeça, me deixando simplesmente confuso. Afinal, já pesquisei pacaray sobre a disponibilidade do filme em home video BR, e nunca havia encontrado nenhum indício de alguma edição oficial dele no mercado brasileiro.

Aí retiro as fitas de cima para poder olhar essa daí com atenção, e então vem o momento WTF: esse Inocência Ultrajada aí não tem porra nenhuma a ver com o homônimo primeiro WIP da Linda Blair - que possui aquela cena totalmente demente e insana com ela, ainda pré-adolescente e apenas um ano após O Exorcista, sendo estuprada por um bando de degeneradas.

Esse Inocência Ultrajada, que também é conhecido como Do Sonho ao Pesadelo, é um filme de 1989 que possui o título original Do You Know the Muffin Man? É um drama sobre pedofilia que aparenta ser um tanto genérico. Mas só assistindo para ter certeza.

E, para piorar tudo de vez, tem um detalhe crucial aqui: dentro do estojo não tinha fita nenhuma. Era só mesmo a capa em um estojo arrebentado.

Já o filme da Linda Blair, que eu saiba, só saiu aqui pirata mesmo. Acho que até já postei o scan do ''Rubinho'' resenhando a fita alternativa dele aqui no 7NEC. E já fiz uma micro-resenha desse filme em algum easter egg por aí. (Por falar nisso, a partir do DadoTorrent de # 50, esses filmes todos terão posts oficiais aqui no blog, e não mais estarão em easter eggs.) É bem superior aos outros WIPs dela, que são mais desleixados e gratuitos - enquanto esse é mais sério na sua crítica e realização.

Assim, não compramos nada também nesse sebo. Mas valeu a pena visitá-lo para descobrir que existe outro filme chamado Inocência Ultrajada aqui no Brasil; e que também lida com personagem menor de idade sendo abusado, porém provavelmente de uma maneira bem menos extrema do que no gang rape da Linda Blair sendo violentada por um desentupidor de privada. (Sim, só tinha diretor retardado e perturbado na década de 70. E, de todos os diretores retardados e perturbados daquela época, os dois mais odiáveis são o casal Lucas-Spielberg, os responsáveis pelo fim da era dourada da Nova Hollywood e por transformar o cinema mainstream em algo completamente repugnante. Bem que o grande William Friedkin tentou salvar a NHW em 1977 com o genial Comboio do Medo, mas o fracasso comercial desse Sorcerer, aliado ao gigantesco estrago causado pela dupla $tarless Whores + Contatos Imediatos do Terceiro Reich, duas das piores desgraças de todos os tempos, destruíram toda possibilidade de esperança.)

Aí fomos em outro sebo muito próximo, onde o Oswaldo até fez a segunda filmagem do dia, das duas fileiras de Laser Discs lá presentes. Nelas haviam dois mini-clássicos da Meg Tilly (A Farsa e aquele Mary & Darli...), um ótimo drama de temática nazi com o Eric Roberts e o George C. Scott (Anjo Decadente) e dois Dire Straits. Imagino que o Oswaldo também mostrará essa filmagem em um vídeo próximo.

E, por falar nisso, saímos de lá para ir em outro sebo, onde mais algumas filmagens seriam feitas. E, nesse ''Nosso Sebo'', aproveitei para olhar mais cautelosamente toda a caixa com fitas de gravações de TV, já que no dia 12 eu tive que passar bem rapidamente por elas. Para o meu deleite, a fita com a gravação do Quando o Striptease Começou (AKA Quem Inventou o Striptease), de 1968, gravado da TV aberta na metade dos anos 80, continuava lá. Se trata de um dos primeiríssimos longas de ficção do já citado Friedkin (The Night They Raided Minsky's no original - aparentemente nunca lançado em home video oficial no Brasil), um dos meus diretores favoritos ever. Dessa vez fiz questão de levá-la comigo, e ela fará companhia as fitas gravadas da TV da dupla de clássicos Parceiros da Noite + Viver e Morrer em Los Angeles (o meu filme policial favorito de todos os tempos, com aquela perseguição absurda de carros - CHUPA, Bullit e CHUPA, Steve McCuntQueer).

Já as demais dessa leva deixarei para comentar melhor no post sobre o dia 12, e também nos comentários adicionais que farei ao vídeo do Oswaldo sobre esse sebo em si. Mas posso adiantar que, depois da minha ida anterior lá, no dia 12, refleti bastante sobre algumas dessas fitas de gravações da TV e até vi e revi alguns filmes, para poder decidir sobre levar ou não alguma(s) dessas fitas assim que eu retornasse ali. Com isso dito, Minsky's foi mesmo minha única aquisição nesse sebo dessa vez.

E é interessante pensar que, se tratando das VHSs desse sebo, eu já garimpei nesse setor com uma porrada de gente diferente, por mais que só faça um ano que eu tenha começado a garimpar fita por lá. Já cacei VHS lá junto do Gabriel Dado (descobrimos essa fonte juntos, num plot twist bastante feliz - já que fomos lá fuçar CDs e, daí, encontramos milhares de fitas no recinto, para a nossa total surpresa), do xará dele, o Gabriel Bigous, e também o Alex, o Gio, o Israel de Guarulhos (que eu também trombei uma vez na finada Discomania da São João - isso mesmo, a Discomania da velha ressuscitada), o Jordão também de Guarulhos, e agora o Oswaldo. E, além desses caras todos, também teve a noite que eu estava lá sozinho e, do nada, surgiu do meu lado uma assombração que eu não via (e nem tinha qualquer tipo de notícia) desde a metade de 2015... Ele tentou puxar assunto, mas fiz questão de o cortar imediatamente. E, se ele tentasse alguma gracinha novamente, aí poderia ser o caso de eu ter que disparar uma ''VHSsada'' certeira na fuça do infeliz, o derrubando escada abaixo. Mas felizmente ele entendeu o recado e caiu fora imediatamente. Vê se tem cabimento uma abominação dessas ressurgir das cinzas e dar as caras no recinto... Bem, como se já não bastassem os estranhos sons constantes de pássaros se debatendo (!) contra as paredes do sebo - isso é, dizem ser pássaros, mas, para mim, está mais para o Demo tentando possuir o sebão.

Enfim, na última Quinta o Oswaldo até cogitou levar a VHS do quarto Karatê Kid, mas acabou desistindo da ideia. Certo ele de pensar várias vezes antes de comprar algum item colecionista, e recusar sempre que possível. Tento ser assim também, já que dinheiro e espaço são coisas bem valiosas.

Aí, quando já havíamos olhado tudo bem cuidadosamente (sendo que gastamos umas duas horas ou - bem - mais dentro desse sebo), o Jordão citado ali atrás reapareceu no sebo. Aí está um caso curioso: tanto eu quanto ele fomos funcionários da nada nostálgica Proguaru e tínhamos um conhecido em comum, o 'Rod Zero'' (também da extinta Proguaru), que estava ciente dos nossos hábitos de colecionar VHS e até comentava de nós um para o outro. Mas, por mais que eu tenha feito plantão em mais de 20 (!) postos diferentes nos meus dias naquela empresa horripilante, eu nunca conheci o Jordão naquela época. Daí, num certo dia do ano passado, o conheci lá nesse sebo e, enquanto conversávamos, descobrimos que já sabíamos um sobre o outro graças ao RZ. Puta coincidência. (E, alguns dias após aquela ocasião na segunda metade do ano passado, o próprio RZ me ligou pela primeira vez desde meados de 2018. Mas, como ele virou um Bozominion crente e xaropeta - pleonasmo - e também obcecado com hipnose, fiz questão de desligar o fone na fuça do infeliz assim que ele se identificou. Afinal, de Bozominion - e crente - toda distância é pouca. E, nas vezes anteriores que falei com ele, sempre acabei me arrependendo no fim das contas, graças aos ideais deturpados desse cidadão. E é mesmo deprimente pensar no quanto condenam o nazismo, mas é amplamente aceitável ser a favor da volta da ditadura militar - algo que, para a realidade do Brasil, é pior do que o nazismo.)

Enfim, após eu comprar a Minsky's gravada da TV aberta, eu e o Oswaldo fomos no famoso ''Sebo do Parkour'', que fecharia bem em breve. Lá dentro, reparei que a seção de Blu-rays foi transferida - não sei porque - para um lugar bem distante do habitual. E lá encontrei o Rebobine por Favor numa edição americana, por R$ 10. R$ 20 na verdade, mas o item em questão estava com 50% de desconto. Óbvio que o comprei, já que é uma comédia bastante simpática que presta uma bela homenagem às videolocadoras numa época - 2008 - que ainda não havia sido contaminada pelo saudosismo hipster e fake motivado por lixos como Super Oito e Stranger Fags.

Ao sair de lá, fizemos uma parada básica na sorveteria para tomar alguns picolés (nossa única alimentação do rolê inteiro, que teve 7H30 de duração).

Aí veio a saideira, que foi o Clube das Fitas, um dos últimos redutos do centro de São Paulo se tratando de loja pornô. Mas não só pornô, já que eles sempre também tiveram o hábito de vender filmes não-pornográficos. Se não for desde sempre, é pelo menos desde 2004, quando comprei lá quatro fitas de ''cinema convencional'' juntas por R$ 10 = A Ilha da Morte, os dois Demons e A Noite das Brincadeiras Mortais - minhas primeiras aquisições ever nesse local.

E, uma vez lá dentro, fiquei bastante indeciso se deveria ou não comprar o DVD do Cry Wolf: O Jogo da Mentira, AKA ''O Slasher do Bon Jovi''. Faz tempo que o vi e ando querendo revê-lo. Outro DVD que me chamou um pouco a atenção, e que também estava lá, foi aquele documentário autorizado da Katy Perry. Até hoje não o assisti, além de ter desperdiçado minha chance de comprá-lo em Blu-ray lacrado por R$ 10, mas parece sim ser interessante ao menos pela(s) parte(s) retratando o grande período dela, que foi a fase ''Katheryn'' Perry, com canções sensacionais como Simple (o único '''''hit''''' dessa fase), a maravilhosa Long Shot (emo total), a pesada Diamonds, a minha favorita dela Cup of Coffee, e outras de forte destaque como The Box, Wish You the Worst, Speed Dialin', etc. Aliás, depois da Miley, a ''Katheryn'' Perry dessa época underground (pós-gospel como ''Katy Hudson'', pré-pop mainstream já como Katy Perry - três épocas distintas usando três nomes diferentes) é a minha coisa favorita em toda a história das cantoras pop ocidentais. Já a fase mainstream dela só teve uma única canção que possui a sonoridade desse período, que é a fodástica Self-Inflicted, do debut mainstream One of the Boys. (E já sobre os discos dela após o Prism... CHUTA QUE É MACUMBA.)

Já o Oswaldo ficou tentado a comprar um Blu-ray pornô, já que eles possuem alguns títulos XXX em BD - obviamente - importado.

Mas, depois de muita dúvida, acabamos indo embora sem comprar absolutamente nada - o que provavelmente deixou os caras do lugar meio cabreiros, e possivelmente estão falando mal da gente até o presente momento.

Bem, é isso, galerinha: 11 sebos visitados nessa ocasião. Aos interessados, recomendo ficar de olho no canal do Oswaldo Potenza no YouTube, já que ele postará mais material em vídeo desse rolê todo. E daí eu farei meus comentários adicionais sobre a experiência toda.

ATÉ.

 




 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O PRIOR NOSSO DE CADA DIA = Memorabílias + Quarteto de Reviews (Dubbed Prey, 1987 + Hell on the Battleground, 1988 + Night Wars, 1988 + Night Claws, 2012) + OSTrivia














 

 

Finalmente, finalmente, FINALMENTE faço essa postagem aqui, depois de tantas promessas e o escambau. Na real, até tinha prometido para mim mesmo que, após o PURE MASSACRE de Teatro de Sangue, esse tinha que ser o próximo post, no matter what. E, por mais tentado que eu fiquei para publicar outras postagens no lugar, como o PARTIAL MASSACRE d'A Cauda do Escorpião (não adianta: quanto mais eu vejo e revejo filmes do Sergio Martino, mais tenho a forte impressão de que, com a exceção do excelente giallo Uma Faca na Escuridão, AKA Lâmina Assassina, AKA O Estranho Vício da Sra. Wardh, esse diretor é superestimado além da conta, se acha demais e possui uma filmografia bastante bagaceira e até vergonhosa), fui me contendo e me segurando... Afinal, o novo post do 7NEC só poderia mesmo ser O PRIOR NOSSO DE CADA DIA.

E um dos motivos para eu ter demorado tanto para publicar isso daqui, é que eu tive que ir vendo e revendo filmes variados, para ter a certeza de que o post ficaria sim bem completinho. Até revi dois filmes de outros diretores (a bagaceira das boas O Vingador Tóxico, da Troma, e a trasheira problemática e não tão boa assim O Monstro do Pântano, do finado '''''mestre''''' Wes Craven), só para verificar ao certo se, numa questão aí, eles podem ser considerados precursores de Deadly Prey, ou então se a minha memória estava me enganando. Afinal, se não for para fazer o negócio direito, é melhor nem fazer nada.

Vamos por partes então.

MATERIAL PROMOCIONAL OITENTISTA

Ano passado eu, literalmente, passei fome durante uma caçada, ao gastar os meus últimos trocados nesse enorme cartaz de Guerrilheiros Noturnos junto do mini-poster de Batalha no Campo do Inferno e os dois lobby cards desse último. Mas valeu a pena deixar de comer pizza (ou qualquer outra coisa, já que não me sobrou nenhum centavo após essas aquisições) para, no lugar, conseguir um material de tão difícil alcance. E é incrível pensar que essas porras passaram nos nossos cinemas. Sensacional. Inclusive, essa Studio Ocidental Filmes do Brasil é a mesma que também exibiu Deadly Prey no nosso circuito comercial.

E é curioso notar que, tanto em Guerrilheiros quanto em Batalha, diz ali que essa Studio Ocidental tinha os direitos desses filmes em película e também vídeo. Ou seja, será que, além das fitas que nós já conhecemos (Guerrilheiros pela Wera's e pela Miosótis, Batalha pela FJ Lucas), essa Studio Ocidental também lançou esses filmes em VHS? Ou será que ela simplesmente autorizou para que essas outras distribuidoras os lançassem? Who the fuck knows.

LASER DISCS

Lock N Load e Center of the Web custaram R$ 10 cada, e foram adquiridos junto do giallo Body Puzzle, do Lamberto Bava, e do problemático slasher Savage Lust, do outrora incrível José Ramon Larraz. Dos quatro filmes, só o último parece nunca ter chegado ao Brasil de alguma forma.

Já Future Zone custou um tequinho a mais, R$ 12, assim como os outros 4 LDs adquiridos nessa leva, em Setembro de 2021: Possessed by the Night, dirigido por Fred Olen Ray e estrelado por Ted Prior, Beach Babes from Beyond, do Dave DeCoteau, Beyond the Call of Duty, do Cirio Santiago, e The Crush, stalker movie com a Alicia Silverstone - é, agora tenho Alicia em VHS, DVD, Blu-ray e até mesmo Laser Disc. E uma parada interessante desses cinco LDs é que, com a exceção do Santiago, esses LDs teriam vindo da coleção pessoal do Rubens Ewald Filho. Ao menos foi o que o carinha do sebo disse. Quer dizer então que, secretamente, o Rubinho cultuava Prior, Ray e DeCoteau, ao ponto de ter Laser Discs dessa turma? Não a toa ele pegou leve com um Prior clássico no antigo guia da Video News, como fica claro em um dos scans enfeitando essa pomposa postagem.

(A lamentar somente o fato de que, em 2013, deixei passar batido o LD de Lost Platoon, que trombei em algum lugar de Sampa. Puta vacilo ter ignorado o LD do único Platoon que realmente vale a pena.)

DUBBED PREY

Trama: Grupo de mercenários comandado pelo coronel Hogan (David Campbell, do cultuado Espantalhos) e pelo magnata Michaelson (Troy Donahue, que, no mesmo ano, esteve na bizarrice The Drifting Classrom, dirigido pelo mesmo japa insano do lendário Hausu) se divertem sequestrando, caçando e matando civis. Até que capturam MIKE DANTON, que foi o melhor soldado do Vietnã. E ainda é - ou pelo menos era lá em 1986, quando rodaram Deadly Prey.

O que dizer de Deadly Prey que ainda não foi dito? O único hit da carreira de Dave A., reunindo os quatro grandes nomes do seu cinema (Ted ''Mike Danton'' Prior, David ''John Hogan'' Campbell, Fritz ''Thornton'' Matthews e William ''Jack Cooper'' Zipp), já foi esmiuçado a exaustão net afora, então não sei se daria para adicionar algo de novo à discussão. Mas veremos o que dá pra fazer.

Recentemente o assisti dublado pela primeira vez na vida, na cópia ripada do SBT disponível no YT com ''excelente qualidade de imagem''. Nessa versão exibida como Danton: Sozinho e Armado pude conferir como certos diálogos foram traduzidos na ''dubragem''.

''Vai morrer, gordão.''

Foi bem inusitado o grito de um dos mercenários na caça inicial ao ''Dead Meat Fat Boy'' interpretado pelo Jack Marino, que já havia produzido filme do Prior no passado. Mas uma pena que, pouco depois disso, o ''aqui não tem videogame'' - de uma versão legendada net afora - não entrou nesse áudio. Seria muito impagável. Outra frase que fez falta foi ''já se foi o disco voador'', presente na mesma citada legenda.

Mas, para compensar, temos momentos que são dignos da Boca do Lixo: ''Vou encher seu traseiro de chumbo.'' Sem contar a parte politicamente incorreta e digna de cancelamento atual, com o Danton falando ''seu lugar é na cozinha'' (''kiss my ass'' no original) para a putinha do Hogan.

Já sobre o filme em si, uma das cenas mais comentadas acontece lá no final: a parte do braço arrancado sendo usado como arma. O David Prior achou que estava fazendo algo inédito no cinema quando, na realidade, uma cena assim já havia ocorrido três anos antes em O Vingador Tóxico. (E é bom lembrar que, no mesmo ano que fez Deadly Prey, Ted Prior também filmou Surfistas Nazistas Devem Morrer com a própria Troma.) Aí, a seguir, temos o escalpo a la Maniac - sendo que, pouco tempo depois, o Maniac em si, Joe Spinell, faria dois filmes com o Deadly Prior: Operação Warzone e Rapid Fire.

Enfim, Deadly Prey é o clássico dos clássicos. Sem dúvidas. Mas ficar somente nele é a mesma coisa que só curtir o hit Born to Be Wild pro resto da vida e não ir atrás do resto da discografia do Steppenwolf.

''Aquele patife foi o melhor soldado que eu já tive no meu comando.''

HELL ON THE BATTLEGROUND

Trama: Um treinamento básico de guerra se torna real quando soldados americanos tem o azar de trombar inimigos doidões em busca de sangue.

''Bet you can't wait to go home.''

''This is home. The final stop.''

Bem, Batalha no Campo do Inferno é um dos filmes que menos curto do Prior. O recomendaria somente aos completistas do diretor, mas jamais a quem estiver dando seus primeiros passos na Priorlândia.

Por mais que ele já comece a milhão, com um tiroteio cabuloso, o seu desenvolvimento é todo piegas, clichê e movido por um dramalhão xaroposo. Tais evidências podem ser conferidas em um diálogo das namoradas dos protagonistas, e também no coronel (William Smith) e suas rimas de poeteiro.

E é interessante que, dessa vez, as referências não são apenas os Rambos e Braddocks e afins, mas também os dramas de guerra, do tipo Oliver Stone e Nascido para Matar.

Ahh, e a cena do reenvio da granada seria repetida em Pelotão Vampiro, durante uma batalha dos humanos bobocas com os vampiros veteranos da guerra. É, acho que o Prior estava orgulhoso mesmo dessa sequência - ou então ele esqueceu que já a havia feito uma vez...

E um detalhe interessante: essa foi a VHS mais mofada que já trombei na vida inteira, no covil da Sra. X. Sem contar que a capa ainda estava recortada. Bem, não teria sido exatamente um bom negócio ter pago de 20 a 30 reais nessa fita, ainda mais com uma vendedora tão problemática.

NIGHT WARS

Trama: Dois veteranos do Vietnã, traumatizados com a guerra, são atormentados - em sonhos e em delírios - por uma espécie de Freddy Krueger made in Nam.

''A Nightmare on Nam Street''

Guerrilheiros Noturnos é simplesmente um dos melhores Prior para mim, uma mistura explosiva e absurda de Rambosploitation com Freddy Krueger. Bem, como Freddy era mais famoso do que Jesus Cristo na época, imitações do personagem e seus filmes seriam mesmo inevitáveis.

Os momentos mais sensacionais de todos, para mim, são com os dois soldados metralhando suas casas enquanto sonham que estão de volta no Vietnã. Destaque também para o final fodedor de mentes e confuso pacaray.

Mas, além dessas sequências mais voltadas pra ação, temos também momentos mais sombrios e focados no terror: a abertura em que um personagem está tentado a cometer suicídio (um dos momentos mais tensos de todo o cinema do Prior), e também a cena que faz referência a primeiríssima morte do primeiro A Hora do Pesadelo.

Provavelmente o meu Prior favorito junto de Deadly Prey - ManKillers vem logo depois, formando o meu TOP 3 pessoal. Enquanto Deadly Prey é o grande Prior de ação, Guerrilheiros é o grande momento do diretor no campo do horror. E Guerrilheiros é tão bom que consegue se destacar mesmo sem nenhum dos astros habituais da AIP no elenco - ou seja, nada de Ted Prior, Fritz Matthews, William Zipp ou David Campbell. (E quer saber? Acho que até gosto mais desse Freddy Krueger do Vietnã aqui do que do Freddy do Wes Craven.)

NIGHT CLAWS

Trama: Cidadezinha americana é assombrada pelo Pé Grande.

Prior recente, filmado pouco antes do diretor morrer em 2015.

O assisti esses dias pela primeira vez na vida, após ler uma entrevista do diretor afirmando que Night Claws ''tem reviravoltas impossíveis de prever''. Realmente, elas são tão nonsense e sem juízo que só daria para prevê-las sendo tão maluco quanto o próprio Dave!

E toda essa pegada de ''caipiras no meio do nada enfrentando criatura do além'' me lembrou muito o clássico da tranqueira O Invasor Galáctico, dirigido por Don Dokken, digo, Don Dohler. Mas pelo menos o Dohler encerrou seu filme com o pé no chão, ao contrário do Prior aqui, oferecendo uma série de ''explicações'' e plot twists dignos de quem passou uma noite inteira enchendo a cabeça de birita e o cu de ácido. Só vendo para crer.

Tais ''twists and turns'' até envolvem a citação de um outro Mike Danton, pertencente a um universo paralelo (WTF), em cena que tenta justificar a ponta do eterno canastrão Frank Stallone.

E, por falar em Danton, o próprio Ted Prior faz um papel um tanto esquentadão e vilanesco aqui, como um completo fucking asshole que participa de uma caminhada na floresta ao lado da esposa e de outros personagens Zé Ruelas. Lá pelas tantas ele cruzará o caminho do caçador vivido por David Campbell, e daí até irá rolar uma menção ao Deadly Prey:

Campbell: ''Percebo que você teve um treinamento especial.''

Ted: ''É, eu aprendi com o melhor.''

Night Claws (aparentemente completamente inédito no Brasil) é nonsense puro, levando os absurdos do estilo Prior de ser até as últimas medidas. Impossível levar isso a sério, principalmente com diálogos tão débeis, situações absurdas, atuações pavorosas (vide a performance do veterano Reb Brown) e os ataques tosquíssimos - com um gore retardado - do carismático Sasquatch local.

Night Claws: uma desgraça amadora e porca recomendada somente para iniciados. Fãs de blockbusters e produções do Oscar irão cometer suicídio ao dar play nessa porra. (Além de Ted Prior, David Campbell, Reb Brown e Frank Stallone, também temos no elenco duas figuras algo habituais desses filmes da fase terminal do Dave A.: Sherrie Rose, que esteve no inacreditavelmente péssimo Mistério no Bairro Chinês, do ''genial'' Sergio Martino, e também a minazinha lá que foi a heroína do Neon Maniacs. Como de costume, estou escrevendo isso tudo aqui em modo offline, e não tenho como confirmar o nome dessa última no momento. Já a Sherrie está em uma das imagens do post, numa foto de bastidores junto do Big Foot em ''pessoa''.)

OST TRIVIA

Venho procurando a ocasião apropriada para entregar essa trivia desde Setembro do ano passado, quando a descobri.

Aê Ivan Ferrari, você certamente se lembra do single Fly on the Wall, da Miley, que você adquiriu em meados de 2018, e trocou comigo em Abril de 2019. Evento esse já descrito nessa postagem aqui:

https://7noites7.blogspot.com/2019/06/role-vhs-featuring-ivan-ferrari-em.html

Pois bem.

E se eu te falar que, duma maneira bastante WHAT THE FUCK, esse single possui uma ligação com a Priorlândia?

Eu não sabia disso naquela época, Abril de 2019, e só fui me tocar dessa porra toda em Setembro de 2021, quando percebi que, puta que pariu, o tal Tim James que compôs músicas para os três primeiros discos da Miley é o MESMO Tim James que compôs música para pelo menos QUINZE FILMES do David A. Prior, PUTA QUE PARIU, WHAT THE FUCK!!!!!

Inacreditável.

Como ''Tim James'' é um nome super comum, JAMAIS havia me passado pela cabeça de que era o mesmo cara, até que, em Setembro de 2021, após adquirir o segundo CD da Tiffany, decidi pesquisar isso a fundo. Afinal, nesse CD da popstar oitentista também existem composições do Tim James. Aí pensei ''cacetada, será que é o mesmo Tim James da Miley?'' Aí vou verificar essa informação e descubro que é sim o mesmo Tim James da Miley e, mais do que isso, esse cara é o mesmo que compôs clássicas canções das trilhas sonoras de Deadly Prey (Never Say Die), Hell on the Battleground (Believe in the Battle), ManKillers (''Freedom! FREEDOM!!!'') e tantos outros Priors. Simplesmente fiquei de queixo caído e não pude acreditar. Caralho, un-fucking-believable: existe uma ligação entre a Miley e um dos três maiores deuses do VHS.

É, finalmente estou compartilhando essa info com o pessoal. Ao menos para mim foi sim uma descoberta inacreditável. E, ao que parece, não tem mais ninguém comentando sobre isso em parte alguma da internet. (Deixo nas imagens do post uma foto de bastidores do clipe da Fly on the Wall, com um monte de marmanjos cercando a Miley. Impagável a cara dos dois negão olhando daquela forma para uma menina de 15 anos de idade, hahahahaha.)

Anyway, eis a relação dos grandes clássicos da Miley que foram co-escritos pelo Tim James:

(álbum 1: Meet Miley Cyrus, 2007)

SEE YOU AGAIN

EAST NORTHUMBERLAND HIGH

GOOD & BROKEN

(...)

(álbum 2: Breakout, 2008)

7 THINGS

FLY ON THE WALL

(...)

(álbum 3: Can't Be Tamed, 2010)

LIBERTY WALK

WHO OWNS MY HEART

CAN'T BE TAMED

(...)

PS: TJ também foi o co-autor de algo das trilhas de Hannah Montana.

E eis a relação dos filmes do Prior que contaram com composições do Tim James na trilha sonora:

1987 = KILLER WORKOUT

1987 = DEADLY PREY

1987 = MANKILLERS

1988 = DEATH CHASE

1988 = NIGHT WARS

1988 = OPERATION WARZONE

1988 = SPACE MUTINY

1988 = HELL ON THE BATTLE GROUND

1989 = RAPID FIRE

1989 = FUTURE FORCE

1990 = LOST PLATOON

1990 = THAT'S ACTION!

1990 = THE FINAL SANCTION

2012 = NIGHT CLAWS

2013 = DEADLIEST PREY

OK, por hoje é tudo. E espero que, nessas minhas caças terminais por VHS, eu ainda encontre alguma preciosidade Prioriana no caminho - alterna de preferência.

E, para quem quiser conferir outras das minhas postagens de Prior, eis os links:

Link KILL ZONE + MANKILLERS + DEATH CHASE

https://7noites7.blogspot.com/2021/05/deadly-prior-no-serenade-no-fire.html

(...)

Link DEADLIEST PREY

https://7noites7.blogspot.com/2015/11/deadliest-prey-2013.html

(...)

Link RELENTLESS JUSTICE

https://7noites7.blogspot.com/2020/08/5-anos-completos-sem-david-prior-fitas.html

Bem, esse foi um post muito ambicioso, que levou um tempão sendo planejado e, daí, mais um tempão sendo escrito. Espero que tirem algum proveito dele.

Até a próxima, cambada.

PS: O Filmow diz que, no Brasil, Killer Workout se chamou Aerobicídio: Massacre na Academia. Que porra de título é esse? Título de cinema? Exibição da TV aberta? Exibição da TV paga? Fita pirata? O quê? Eles bem que poderiam ser mais específicos já que esse, Sledgehammer e o doc da AIP são os únicos Prior pré-2000 dos quais não temos notícias de um lançamento em VHS nacional selada.

 








 

domingo, 30 de janeiro de 2022

PURE MASSACRE = Teatro de Sangue, AKA Blood Theatre, AKA Movie House Massacre (1984): O Terceiro Pior Slasher Que Já Assisti na Vida Inteira (Bônus: Titio Marcio Tentando Entender a Supervalorização de Fitas de Filmes Indefensáveis.)


 

 

''Cotação: BOMBA! Um trash no pior sentido do termo. Confuso e sem a mínima direção, ritmo narrativo ou roteiro coerente. Imperdoável amadorismo que ainda desperdiça a impagável Mary Woronov.'' - Guilherme de Martino no Guia de Vídeo: Terror (Editora Escala)

De tanto que o Ivan Ferrari recentemente malhou esse slasher oitentista, fiquei curioso para, finalmente, o assistir pela primeira vez. E posso dizer que, mesmo sabendo de antemão da sua horrenda reputação, ainda assim fiquei aterrorizado com a ruindade dessa desgraça: Teatro de Sangue não é um péssimo filme não. Ele teria que melhorar MUITO para se tornar péssimo. Isso daí só não é o pior slasher já cometido porque não é humanamente possível ser pior do que a dobradinha Return to Sleepaway Camp (que jamais deveria ter existido) e Halloween 5: A Vingança de Michael Myers (que também nunca deveria ter sido feito). Mas, depois daqueles dois atentados terroristas contra o cinema slasher, Teatro de Sangue é o que há de pior nesse ramo - de longe.

A sinopse: um cinema (e não um teatro - o ''theatre'' do título original não se refere a teatro, e é, na verdade, diminutivo de ''movie theatre'', sala de cinema portanto) que possui um histórico de desgraças é reaberto nos ''tempos atuais'' (os anos 80, é claro). E, obviamente, o passado irá se repetir através de um assassino totalmente sem graça (e que tem a identidade revelada imediatamente, eliminando a possibilidade do ''whodunit'') que sairá despachando o elenco dessa porcaria das maneiras mais toscas, porcas e amadoristicamente filmadas que você puder imaginar - de fazer ''hacks'' sem talento como Al Adamson, Herschell Gordon Lewis e Andy Milligan parecerem mestres da Sétima Arte na comparação.

Não se deixe enganar pela curta duração de 1H15Ms: essa atrocidade aqui dá a impressão de ser mais longa do que o clássico Out 1 do Jacques Rivette - lendário filme da nouvelle vague francesa com 13 horas de duração. Afinal, nada de interessante acontece em Teatro de Sangue: atuações nulas (apesar da cultuada Mary Woronov, completamente perdida nessa bomba), tentativas fracassadas de fazer humor e ainda mais fracassadas de criar suspense (apesar da trilha sonora bacaninha, a única coisa que curti no filme fora a presença da Woronov), culminando nas já citadas mortes a la filmagem infantil.

Ainda mais chocante é pensar no hype que a fita possui, chegando a custar uma grana preta net afora. Agora que assisti isso daqui (ou melhor, agora que sobrevivi isso aqui), estou certo de que eu jamais pagaria mais do que R$ 20 nessa VHS sob hipótese alguma. E só chegaria a esse valor de 20 reais por causa da minha tara (até algo irracional, admito) por slashers, ainda mais oitentistas, ainda mais desconhecidos ou quase isso.

E OK, a capa da fitinha da Screen Life é bonita (mas não tanto quanto a big box do filme lançada nos EUA sob o título Movie House Massacre - título bem mais interessante do que Blood Theatre, diga-se de passagem), mas, no instante em que um filme atinge um nível tão grotesco assim de ruindade, os fatores 'raridade' e 'arte de capa' recebem uma queda natural na avaliação geral. (Isso me lembra Paraíso da Sacanagem, fita obviamente hypada por estrelar o Sady Baby. Antes de assistir AQUILO, eu estava sim disposto a pagar algo próximo de 100 reais naquela fita. Mas, após assistir aquela DESGRAÇA NÍVEL EXTREMO, tenho a certeza de que eu jamais pagaria mais de 20 reais naquela fita. Aliás, aquele é o único filme do Sady que posso dizer que eu odeio. Nem a presença dele ou o gore ou a música roubada de Laranja Mecânica me fazem dar algum tipo de valor adicional a Paraíso da Sacanagem, uma produção originalmente digna que foi COMPLETAMENTE arruinada pelos enxertos de sexo explícito degradante, que, inclusive, nem fazem sentido na trama.)

Bem, a real é que... Não sei se conseguirei explicar isso, mas tentarei. A real é que não consigo entender isso de endeusamento geral de fita X ou Y. Ainda mais algo tão nichado como Teatro de Sangue, filme que deve ter meia dúzia de fãs no mundo inteiro. Isso de endeusamento, ou hype, ou idolatria é algo que reflete um gosto pessoal, e se torna um tanto nonsense quando é adotado por uma quantia de pessoas. Bem... Não sei se estou conseguindo me expressar direito, mas o que quero dizer é que cada indivíduo deveria decidir por conta própria qual fita é valiosa na sua vida. Isso da Teatro de Sangue ser encarada como uma fita ultra-valiosa e tal, duma maneira geral, é algo que não faz o menor sentido para mim. OK, a fita pode ser rara, mas o filme é absurdamente horroroso, possivelmente até pior do que o Paraíso da Sacanagem ali do Sady (Sady esse que pelo menos é uma figura lendária, ao contrário do Rick Sloane, diretor de Teatro, sujeito que não é lendário nem na casa dele), o que, a meu ver, retira muito do valor da fita. Se ao menos fosse algo inusitado ou exótico (tome por exemplo O Mistério no Colégio Brasil, que tem o apelo extra de ser um slasher brasileiro - sem contar que O Mistério... é uma obra-prima perto de Teatro)... Mas nem isso Teatro é: é somente mais um slasher - entre trocentos - feito nos EUA nos anos 80. Nada torna isso daqui levemente especial sob qualquer perspectiva.

Por favor, se alguém achar que essa fita vale mesmo três dígitos, pode deixar ali nos comentários a sua opinião. Estou tentando entender isso, portanto sintam-se livres para discordar de mim e dizerem as suas opiniões. Já na minha opinião, é totalmente insano cobrar ou pagar 100 reais para cima nisso daqui. Não é porque alguém, em algum lugar, eventualmente esteja disposto a pagar esse valor nessa fita que imediatamente significa que ela vale tudo isso. A loucura de um ou outro gato pingado não justifica que uma fita dessas seja alçada ao título de Santo Graal do VHS.

Enfim: também incrível é pensar que Teatro de Sangue foi lançado numa edição especial em Blu-ray nos EUA, com dois (!) comentários em áudio, introdução de 9 minutos, Q & A de 14 minutos e até mesmo uma transfer que recebeu cotação máxima no Blu-ray.com - além de um filme bônus, o segundo longa do Sloane, que também vem com comentário em áudio. Se bem que não chega a ser realmente surpreendente se pensarmos que, nos EUA, qualquer slasher já feito possui algum culto ou apelo desde o berço.

E, nessa mesma linha aí, eu posso recomendar Midnight Movie, feito nesse século. De maneira geral, é um slasher legalzinho, mas, comparado com Teatro de Sangue, MM é uma obra-prima genial. É sério: estou simplesmente chocado com a extrema ruindade de Teatro de Sangue, e acho que, tirando Return to Sleepaway e o quinto Halloween, eu nunca irei encontrar um slasher pior do que esse ou ao menos tão ruim quanto. Isso daí só vale a pena ser assistido por gente completamente fanática e completista por filmes desse naipe. Pessoas comuns devem fugir com todas as forças. (E pensar que nem mesmo o massacre que o Ivan já havia feito disso daqui conseguiu me preparar para a desgraceira que estava por vir ao dar play nessa abominação...)

(...)

A seguir no 7 Noites em Claro: finalmente, FINALMENTE o post dedicado a David A. Prior que venho planejando desde Setembro do ano passado, e que recebeu novas ideias de atualizações mês passado e também agora em Janeiro de 2022.

PS: Estava pensando aqui. Outra explicação para alguém querer cobrar ou pagar um preço altíssimo em Teatro de Sangue seria o fato de que o filme é sim relativamente obscuro... MAS só poderia justificar um preço alto assim se estivéssemos numa época pré-internet, sem ter a praticidade de assistir ao filme online (ele está completo no YouTube, aliás). Se bem que, refletindo aqui, naquela época em que a internet ainda não havia se popularizado seria muito mais fácil trombar essa VHS nos sebos e afins, já que havia uma disponibilização infinitamente maior do formato naquele período. Ou seja: por qualquer ponto de vista que eu for adotar, continua não fazendo sentido uma fita de um filme tão incrivelmente péssimo causar um barulho tão alto. Mas sintam-se livres para discordar de mim nos comentários, caso alguém aí ache que fitas como Teatro de Sangue, Chillers: Passagem para o Inferno, Massacre (The Slumber Party Massacre 2 - essa daqui é até um caso mais grave, já que saiu sim em DVD no Brasil) e outras tranqueiras atômicas merecem sim custar um valor muito alto só por serem raras, de terror e terem capas bonitas ou lindas. Já eu sou do pensamento de que o filme tem que ser minimamente interessante para justificar um hype na fita e, desses três exemplos aí, Chillers é o único filme remotamente aproveitável da trinca - mesmo também sendo um péssimo trabalho. (E, é claro, quando se trata duma tranqueira boa, tipo Prior, Andrea Bianchi, Bruno Mattei, Fred Olen Ray, etc, aí é um outro assunto. Esses caras aí são ''so bad it's good''. Mas Teatro de Sangue, Paraíso da Sacanagem e Massacre são ''so bad it's bad'', beirando o inassistível. Mas que fique bem claro: não sei se é realmente possível gostar de Teatro de Sangue e dos outros filmes que eu massacrei ali, mas, para quem eventualmente gostar deles, beleza: é compreensível que dê um super valor a essas fitas em questão. O que eu não consigo compreender nem a pau é quando se dá valor para algo - não só VHS - em termos somente de raridade ou de um hype que foi construído com o passar dos tempos. Para encurtar tudo, o que estou tentando dizer é o seguinte: eu jamais conseguiria ter um grande interesse numa fita de um filme que não me diz nada. Posso entender o lance completista, se você estiver tentando fechar um certo diretor ou até mesmo um certo selo - se bem que mesmo nesses casos eu não acharia OK pagar um valor anormal no momento que o filme fosse inaceitável - mas um caso específico como Teatro de Sangue, um filme extremamente, absurdamente péssimo, é algo que está além da minha compreensão. A real é que a extrema ruindade desse filme mexeu com a minha cabeça e vem me causando estragos irreversíveis. Ô filme ruim da porra. ''Valeu'' por essa ''dica'' aí, Ivan!)

 


 

O Cinema Obscuro e Atrapalhado do Zé Ruela Gregory Gieras Parte 1: Sussurros da Morte / The Whispering (1995)


 

 

Mais um post que servirá como uma espécie de ''show de abertura'' para o grande evento do dia, que será a postagem dedicada ao mestre David A. Prior - postagem essa que NÃO terá nenhuma imagem de VHS, e focará em coleções fora o formato.

Não deverei tomar muito tempo com essa postagem aqui, dedicada ao obscuro filme de terror Sussurros da Morte, lançado pela VTI - já em sua fase final - numa rara VHS que, até hoje, nunca consegui trombar. E olha que a procuro desde, hum, 1999 :)

Foi mais ou menos naquela época, dos meus primórdios como fã de terror e colecionador de VHS, que gravei o filme de um Intercine ou Corujão da Vida. Apesar de não ser um bom trabalho no fim das contas, Sussurros tem sim alguns bons momentos, que merecem ao menos serem citados.

A trama envolve um detetive (o ex-popstar - ou ex-aspirante a popstar - Leif Garrett, do mediano slasher Psicose para Matar, AKA Bloody Pompoms) que investiga uma série de supostos suicídios. Ao mesmo tempo, tem que lidar com o trauma de ter perdido a irmã na infância (cacetada, igual no Censor ali do post anterior!), em uma tragédia que pode ou não ter sido um suicídio.

A sinopse de Sussurros definitivamente é interessante, e o filme tem lá suas preocupações em debater - e tentar entender - os motivos que levam alguém a tirar a própria vida. E até consegue, parcialmente, ser bem sucedido nessa área.

Só que aí tem os problemas da película. E eu nem saberia por onde começar a destrinchá-los.

Com a possível exceção da intérprete d'A Mulher, que é sim um tanto ''creepy'' e eficiente, o elenco inteiro está canastrão pacas, não convencendo em absolutamente nenhuma cena. Para piorar, os diálogos são simplesmente retardados:

''Would you like to fuck me?''

''Excuse me?''

''I said: would you like a cup of tea?''

E, pegando a deixa do diálogo acima, aí está outro problema do filme: essa tentativa de thriller erótico, que, além de não adicionar absolutamente nada (já que as cenas de putcharia são dignas das piores tralhas já exibidas no Cine Privé), ainda atrapalha toda a possibilidade de se criar uma trama detetivesca de horror que seja minimamente interessante. Aí, para acompanhar essa presepada toda, temos uma trilha sonora simplesmente vergonhosa, condizente tanto com o aspecto noir bagaceiro de Sussurros quanto com a sua ambição erótica fracassada.

Conclusão: uma boa ideia mal aproveitada, mas que, mesmo assim, rende lá os seus bons momentos, como na abertura razoavelmente macabra e na cena do enterro de um personagem secundário. Assim sendo, é melhor conferir filmes mais ou menos similares, como o germânico O Rei da Morte (Der Todesking), do mesmo doido varrido que fez Nekromantik, ou o chinês Assassino sem Sombra (The Detective), dos Pang Brothers - além do já resenhado por aqui Do Além (From Within), filme de 2007 que pode ou não ter sido parcialmente chupado no hit Corrente do Mal (It Follows), de 2015. (E uma coisa interessante que fui reparar agora: na minha antiga cópia com o filme gravado da TV não tinha a abertura com a frase na tela e a primeira morte. Já começava com o professor e os alunos se encontrando no parque. Mas definitivamente não consigo me lembrar se foi eu que perdi essa intro, sei lá por que, e comecei a gravar o filme de forma atrasada; ou se, realmente, a Globo cortou essa cena inicial naquela exibição específica. É, não tenho como saber. E outra coisa: o filme estava extremamente apagado na minha memória. Eu só lembrava de um trecho desse já citado encontro no parque, de uma pequena parte do final e, é claro, da sequência do enterro, que é provavelmente o ponto alto de Sussurros da Morte.)

P.S. OFF TOPIC: Post escrito ao som do EP Mentes Inquietas (2007) do Hori. Sim, a antiga banda do Fiuk e, não, o seu humilde narrador não está louco da cabeça: esse EP aí é um clássico absoluto do emo nacional (as duas últimas faixas são apenas OK, mas as três primeiras são EXCELENTES, incluindo o '''''hit''''' Pronto pra Atacar, uma das minhas cinco canções favoritas do emo BR), antes da banda se vender pro sistema no álbum completo de alguns anos depois. E, PQP, esse EP do Hori é extremamente raro. Simplesmente não há sinal dele em lugar algum, seja fonte física ou mesmo internet. Talvez seja até mais fácil eu conseguir a VHS Premonição do que esse EP em CD. Vai ver só é possível mesmo conseguir o CDzinho original na casa do próprio Fiuk. (Já o álbum completo do Hori é facílimo de encontrar, tanto na versão comum quanto na estendida. O comprei na versão especial por R$ 2.50, lacrado ainda - já que deve ter sido um encalhe do caralho... Das 16 faixas só curto 3: Verdade, Quem Eu Sou e, em menor escala, o cover de Só Você. De resto, aquele álbum poderá induzir o ouvinte ao suicídio tipo acontece no filme abordado nessa postagem.)

 



 

sábado, 29 de janeiro de 2022

O Primeiro Post do Fim de Semana... PARTIAL MASSACRE = Censor (Como na Clássica Canção do Public Enemy: ''DON'T... DON'T... DON'T BELIEVE THE HYPE.'')


 

 

Passei por algumas complicações pessoais e técnicas que me impediram de postar antes no 7NEC. Mas quero iniciar uma pequenina série de posts do FDS que deverá, finalmente, terminar em grande estilo, com a postagem dedicada ao mestre David A. Prior, um dos três principais deuses do VHS para mim, ao lado de Lucio Fulci e Sady Baby.

OK, vamos iniciar tudo então com o massacre parcial desse hypado terror britânico ambientado na era do video nasty, na década de 1980. Com ecos de produções melhores como o seriado nacional Magnífica 70 e o filme sueco Evil Ed, Censor acompanha a vida da nada carismática e fucking boring Enid, uma censora de filmes extremos. Ao mesmo tempo que começa a ser atormentada pelas imagens violentas que assiste cotidianamente no seu trabalho, Enid também precisa lidar com o misterioso desaparecimento de sua irmã, um caso nunca resolvido. Para piorar tudo, ainda tem um serial-killer à solta, possivelmente influenciado por filmes extremos.

Censor começa bem, nos prometendo um filmão atmosférico e tenso, além da interessante ambientação na era de ouro do VHS, dessa vez com o frescor britânico e - ainda bem - longe daquela roupagem limpinha tão habitual das produções norte-americanas.

Mas eis que, exatamente aos 35 minutos de duração, todo esse início promissor vai pra casa do caralho graças a UM DOS JUMPSCARES MAIS RIDÍCULOS E VERGONHOSOS DA HISTÓRIA DO CINEMA MUNDIAL. É sério: o treco é tão vexatório que parece filme da Nerdfux dirigido pelo ''finado'' James Wan. Só vendo pra crer no extremo baixo nível e desespero da bagaça.

Bem, ali ficou claro para mim que seria impossível Censor prestar no fim das contas. É, eu deveria saber que, com mulher na direção, o negócio provavelmente não iria prestar mesmo... (Afinal de contas, até hoje, em todas a história do cinema mundial, não surgiu nenhuma grande mulher cineasta.)

Mas a desgraça não termina ali.

Na marca dos 53 minutos temos outro momento de vacilo total por parte de Censor: uma cena simplesmente previsível, desleixada, genérica e pavorosa, que nos faz imaginar como diabos pode ter sido deixada no corte final. É de bater a cabeça na parada, tamanha a ruindade do bagulho.

E as atrocidades continuam.

Em 1H11Ms temos uma possível homenagem a trechos icônicos de filmes muito superiores, como os clássicos oitentistas O Dia das Mães, AKA O Dia das Mães Macabro, AKA Os Herdeiros do Mal (Mother's Day, 1980) e Retrato de um Assassino (Henry: Portrait of a Serial-Killer, 1986). Com a diferença de que, aqui em Censor, a sequência em questão simplesmente não funciona nem a pau e beira a comédia involuntária. (Pensar que, mesmo com menos grana e em um filme da TROMA, esse tipo de situação foi filmada com mais garra...)

Aí, para despencar tudo de vez privada adentro, temos instantes finais na pior linha ''David Lynch dos pobres'', com a diretora nos dando umas soluções totalmente na vibe ''o espectador que se foda: o meu filme é arthouse e qualquer explicação que eu der será satisfatória'', além de meio que tentar refilmar o clipe Black Hole Sun, do Soundgarden, da forma mais desastrada possível.

Bem, já que o filme gosta de tirar sarro dos filmes de terror com ''Don't'' isso e ''Don't'' aquilo no título (''Don't Answer the Phone'', ''Don't Go in the House'', ''Don't Look in the Basement''), tudo que eu posso dizer sobre Censor, no fim das contas, é o seguinte:

DON'T BELIEVE THE HYPE.

 


 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Dezembro Alternativo = Pesadelo na Rua do Tiozinho da Esquina, AKA Titio Marcio Perdido Entre o Mundo dos Sonhos e o Mundo das Alternas (Freddy em Dose Dupla)




 

 

Eis mais duas das 77 alternas sem capa que adquiri em Dezembro. Antes sem capa do que com capa custom (capas custom essas que estão entre os piores acontecimentos de 2021 dentro do BBB VHS), ou então xerox colorido de capas alternas reais - gerando reações que figuram facilmente entre as coisas mais indescritivelmente constrangedoras já postadas no YourToba desde a criação da plataforma mais de 15 anos atrás. (Constrangimento esse nível extreme, a la Nazi Moura '''''prevendo''''' que o Bozo seria um bom presidente pro Brasil ou o Ignorante - junto do pai dele - falando que a ditadura militar brasileira foi uma época boa.)

Normalmente poderia não ser muito interessante falar sobre Freddy em VHS, mas, como se tratam de fitas alternativas (ou ''trepadas'', como alguns chamavam nos anos 80), esse é um papo que pode render alguns rumos inusitados.

Bem, antes de mais nada, vamos tecer alguns pitacos relâmpagos - ou não tão relâmpagos assim - sobre os filmes em si.

A HORA DO PESADELO 2: A VINGANÇA DE FREDDY (1985)

Sequência OK do original de Wes Craven, de um ano antes, que ia muito bem até se queimar completamente nos ridículos instantes finais, onde as armadilhas da Nancy contra o Freddy transformavam tudo num terrir de péssima qualidade. E, para piorar, ainda tinha aquelas situações puramente nonsense com a mãe dela. Bem, essa sempre foi mesmo uma marca registrada do ''gênio'' (yeah, right) Wes Craven, um cara que sempre teve o costume de pisar na bola em maior ou menor escala, estragando as coisas até mesmo nos seus poucos filmes de grande potencial. Mas, é claro, todo mundo te ama quando você está morto.

Esse Freddy 2 também alterna entre momentos mais sombrios e outros mais voltados para a palhaçada, como a festa do final que é - obviamente - interrompida pelas travessuras do Mr. Krueger. Por mais questionável que seja a qualidade dessa sequência, uma coisa é certa: ela consegue ser menos vexatória do que os instantes finais do ''clássico'' original. Mesmo porque poucas coisas conseguem ser piores do que a Nancy enfrentando o Freddy no ''mundo real'' da parte 1, e preparando suas ''boobytraps'' a la Os Trapalhões para derrotar o vilão onírico. (Na realidade, o ''mestre'' Craven conseguiu sim se ''superar'' alguns anos antes de morrer. Afinal, o slasher dele A Sétima Alma, AKA My Soul to Take, conseguiu ser muito mais deplorável do que os momentos finais do Freddy 1. Inclusive, aquela porra é um dos cinco piores slashers que já assisti na vida inteira. ''Parabéns'' por essa, Craven!)

Bem, falando em vergonhas alheias gerais, ainda pior do que tudo foi ver o protagonista de Freddy 2, o Mark Patton (que recebeu um documentário alguns anos atrás), falando que, com Freddy 2, se tornou o primeiro scream queen masculino da história. Tá bom... O Anthony Perkins já era isso DUAS DÉCADAS E MEIA ANTES. Sinceramente culpo as redes sociais, indo do Orkut (que não me gera nenhuma nostalgia) até as atrocidades atuais tipo TikTok (incrível que conseguiram criar uma rede social que consegue ser pior do que o Facebook) por toda essa alienação, esse emburrecimento geral, essa preguiça generalizada e essas informações erradas vindo de todos os cantos. Estamos, cada vez mais, inseridos numa sociedade cada vez mais sem interesse ou curiosidade de pesquisar as coisas, mesmo com todas as facilidades modernas. Essa declaração aí do Patton é um exemplo perfeito disso, e foi tipo aquilo lá dos realizadores de Condado Macabro falando que aquele slasher meia-boca é o primeiro slasher brasileiro já feito. PQP, un-fucking-belUweBoll mesmo. (Como diabos tem a coragem de dizer que um slasher dos anos DOIS MIL E DEZ é o primeiro feito no Brasil, quando esse subgênero já vinha sendo explorado no nosso cinema desde, pelo menos, a década de MIL NOVECENTOS E SETENTA?????)

Anyway, filme OK (talvez inspirado no estilo ''homocida'' de Parceiros da Noite, de 1980), mas vamos agora pra porra da parte 4.

A HORA DO PESADELO 4: O MESTRE DOS SONHOS (1988)

Eis o meu favorito da franquia depois do terceiro - terceiro aquele que é o VERDADEIRO equivalente americano a Hausu, uma roleta-russa surrealista e delirante de empolgar ao extremo os fanáticos por ''drug-movies''. Chupa, Craven: os filmes mais fodásticos da saga do Freddy não são seus.

Pois bem: Renny Harlin, após realizar sua estreia através do algo ambíguo e bastante interessante Arctic Heat, AKA Born American (lançado em VHS pela Hunter como Nacionalidade Americana e pela Look como Férias para a Morte), um filme que começava alfinetando a Rússia (e quase gerou uma guerra entre aquele país e a Finlândia na época, hahahaha) para, mais adiante, tecer lá suas críticas aos EUA (mas que, de qualquer forma, serviu como passaporte para o Harlin, que, assim, saiu da Escandinávia para poder filmar em território americano), o cineasta viking conduziu dois filmes americanos de terror no ano de 1988: Prison (AKA Duro de Prender, AKA Condenação do Além) e esse quarto Freddy, que segue a linha alucinante do terceiro em grande estilo: a cena do Freddy testando as habilidades de artes marciais de um dos personagens é impagável, e só não é mais fodástica do que a cena do ''welcome to primetime, BITCH'' do terceiro. Puta que pariu, essa dobradinha Freddy 3 & 4 é sensacional mesmo. Pena que tudo que vem antes e depois dessa dupla deixa a desejar em níveis diferentes - principalmente os que vieram depois...

E é triste pensar que Harlin, a seguir, se perderia em filmes chatos de ação como Duro de Matar 2 e outras porcarias. Mas, por outro lado, ele até conseguiu se redimir vez ou outra, como no thriller policial Cleaner (não lembro o título BR e, graças a chuva from hell de ontem e também aos incompetentes da Net-Claro, estou sem internet no momento que escrevo essa postagem - portanto não tenho como verificar o título BR do filme agora) e também no ótimo slasher Mindhunters, AKA Caçadores de Mentes, que possui twists de alto nível e situações muito intensas.

VOLTANDO AQUI...

OK, pitacos introdutórios feitos, vamos bater um papo agora sobre o mundo dos sonhos se encontrando com o mundo alternativo das fitas piratas do milênio passado.

Pois bem: além dessas duas alternas que peguei mês passado (que, assim como todas as demais 85 fitas que adquiri em Dezembro, também custaram R$ 5 cada), sei de mais dois casos de Freddys piratas circulando por aí. E é engraçado que, no meu caso, essas Freddys piratas estão sem capa, mas, nos outros dois casos que sei da existência, acaba sendo o contrário: elas estão em capas avulsas, sem sinal das fitas. Se trata de uma outra edição do segundo pirata, via M&C, e também do terceiro filme, que o Ivan Ferrari conseguiu algum tempo atrás a capa avulsa e perdida em um sebo aí do nosso Brasilzão.

Aí me pergunto: será que alguém aí sabe mais alguma coisa referente ao Freddy em fita pirata?

Ao adquirir essas duas minhas, fui dar play nas fitas para ver se pintava algo inusitado. No letreiro do quarto filme aparece apenas ''O Mestre dos Sonhos''. Mas, no letreiro do segundo, tive uma surpresa e tanto. O título em português que aparece é o seguinte:

PESADELO NA RUA ELMO 2: A REVANCHE DE FREDDY

Só esse título totalmente WTF já valeu a aquisição. PQP, ''Rua Elmo'' foi foda. Sensacional. (E fico imaginando se aparece um outro título nacional na versão da M&C...)

Dessa forma, ficamos sabendo de TRÊS títulos diferentes para o segundo filme no Brasil. Além dos dois aqui citados, o oficial e o alternativo dessa versão, temos que lembrar que, nos cinemas da época, o filme passou como Pesadelo 2: A Vingança de Freddy.

E, por falar em títulos variados, a capa avulsa do terceiro filme pirata está como ''A Hora do Pesadelo 3: Os Guerreiros do Sonho''. Diferente portanto dos dois subtítulos oficiais aqui: ''Os Guerreiros dos Sonhos'' e ''Guerreiros Oníricos''. (Outro detalhe que muda no terceiro filme é o fato de que, em algumas versões, lá no começo do filme, após acordar de um pesadelo, a personagem da Patricia Arquette liga o rádio e, numa versão, escuta Into the Fire do Dokken e, em outra, escuta uma canção instrumental.)

Anyway, eu poderia até incluir o scan da Freddy 3 pirata aqui, mas, como tenho a regra de só postar scans completos de fitas minhas, não farei isso. Além do mais, não sei se o Ivan iria gostar de ver scan dele circulando net afora. E o mais grave de tudo: hoje em dia não dá mais para compartilhar scans integrais de alternas porque está rolando uma nova moda aí, que é tirar xerox colorido dessas capas - disponibilizadas online - e fazer vídeo as mostrando e falando que as mesmas são capas reais de alternas. Portanto, não recomendo que mais ninguém compartilhe capas alternas na totalidade net afora. (E isso trás de volta aquilo que disse agora pouco, dessa galera viciada em rede social que está mais preocupada em ostentações vazias e propagação de fake news do que em realmente cultuar e debater as coisas. É naquelas: pega um diretor como David Prior, por exemplo, que só eu, o Ivan e mais um ou outro gato pingado tem interesse em verdadeiramente pesquisar e conversar sobre. O povo em geral está pouco se fodendo pros filmes dele - mas essa mesma galera tem um enorme fetiche pelas fitas dele, em nome do hype da raridade e do exibicionismo raso. Bem... É por essas e outras que quero total distância de TODAS as redes sociais, principalmente dos leilões pega-trouxa em que fortunas são cobradas por fitas aleatórias e pretensamente raras - fitas essas que são eventualmente adquiridas pelos novatos incautos de plantão, que talvez não saibam que, nos sebos afora, dá para conseguir VHS de qualidade por um dígito. É, toda essa galera aí acaba sendo uma grande referência para esse meio - uma grande referência do que não deve ser feito.)

Com isso dito, postarei apenas dois pequenos trechos da sinopse da contracapa de Freddy 3.

E até a próxima postagem da série Dezembro Alternativo, cambada. (Por falar nisso, a minha única VHS adquirida em 2022 até o momento também é uma alterna sem capa. Normalmente eu não teria interesse de pegar VHS musical, mas, como se trata de uma das bandas que mais curto dos anos 80, em fita aparentemente inédita de forma selada, a adquiri sim. Qualquer hora dessas farei esse post aí.)

 



 

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

REACT = Debate com Regis Tadeu e Paulo Baron: O Que Esperar de 2022







 

 

Retorno aqui para fazer um react ao primeiro debate de 2022 entre o Regis e o Baron.

4Ms: Baron falando que pegou COVID e, por isso, está isolado.

41Ms: os dois - e principalmente o Baron - comentam sobre os shows do KI$$ no Brasil, mais ou menos em breve. Parte bem interessante Cão certeza, por mais que eu jamais iria nesse show mesmo em tempos não-pandêmicos e se o ingresso estivesse a preço de puta da área trash de Sampa. Bem, essa é uma banda que eu nunca consegui entender o apelo.

46Ms: a dupla responde um superchat sobre o Laser Disc, formato que sempre foi pra lá de nichado, e só não é mais deixado pra escanteio do que o Betamax e o HD DVD.

51Ms: a primeira vez que vejo RT e PB falando sobre o The Wildhearts, banda inglesa muito legal que chegou a tocar junto dos Manics ainda na era Richey. Aliás, até tem uma música dos Wildhearts, que não lembro o nome, que cita o desaparecimento do Richey na letra. Esse trecho dos Wildhearts foi interessante para me fazer pensar que não tenho nada da banda na minha coleção. Até cheguei a trombar duas edições diferentes do CD P.H.U.Q. (''Fuck You''), uma inglesa e uma japonesa (os dois países em que eles fizeram algum sucesso...), uns 15 anos atrás, mas, como não curto muito esse disco (que não possui nenhum dos grandes clássicos deles como Sick of Drugs, Caffeine Bomb, TV Tan, Suckerpunch, Greetings from Shitsville, Nothing Ever Changes But the Shoes, etc), o deixei passar, mesmo custando uma ninharia - 14 mangos o CD japonês, com apresentação especial, e 5 pilas o CD inglês, numa edição mais simples. Mas, enfim, Wildhearts é legal pacas. Sempre curti bastante. (Aliás, nos meus tempos de '''''rockstar''''', eu até fazia cover de Caffeine Bomb. Era um desafio do caralho, já que essa música é muito embaçada de cantar, com aquele vocal estilo Raimundos das antigas mas em inglês. Lembro que levei um tempo razoável até conseguir decorá-la na íntegra e conseguir cantá-la na totalidade, lá em meados de 2007.)

1H07Ms: Pela primeira vez na vida vejo o Regis citar a Juliana Hatfield, mina que curto bastante desde a época em que eu era menor de idade. Até tenho dois CDs dela na minha coleção, sendo um tardio (anos 2000) e o outro da época áurea, o Become What You Are, de 1993. Aliás, esse CD é curioso pelo fato de que escolheram a PIOR música do tracklist para lançar como um dos três singles: a xaropeta Spin the Bottle. De resto, é um disco interessantíssimo, com uma faixa - Mabel - que foi chupada na trilha sonora do primeiro V/H/S, além de coisas sensacionais como Supermodel, This Is the Sound e a Nirvanesca I Got No Idols. Puta disco animal. E tem outra: a Juliana Hatfield (cujo irmão ''low profile'' esteve nos primórdios do Helium) está no topo da minha wish list de singles desde mil novecentos e bolinha, já que eu JAMAIS consegui encontrar o singlezinho da maravilhosa Everybody Loves Me But You, cujo clipe passava às vezes no finado programa Lado B da extinta MTV Brasil. Essa é simplesmente uma das minhas músicas favoritas de todos os tempos. Caralho, quanta nostalgia lembrar do quanto eu adorava essa heroína do rock indie.

Juliana Hatfield >>>>> James ''Anti-Vacina'' Hetfield

1H07Ms: Imediatamente após a citação relâmpago a JH, o Regis fez uma piada sobre David Bowie que eu NÃO ENTENDI PORRA NENHUMA, mas que fez o Baron quase passar mal de tanto dar risada. É, esses caras ficam tão chapados de Cachaça Única que resultam em momentos como esse, hehehe.

1H14Ms: o Baron faz um PURE MASSACRE nessa presepada dos políticos querendo - livremente e sem pagar porra nenhuma - escolher músicas variadas para usar em campanha política. Realmente, deplorável essa porra.

1H29Ms: RT e PB, mais uma vez, descendo a lenha no King Diamond e no Mercyful Fate. Foi interessante que o Baron disse que, certa vez, encontrou o Diamond em pessoa, e disse pra ele que não curte o som dele - ao que o KD reagiu numa boa, falando que não tem problema nenhum. Isso até me lembrou a vez em que o Fake Number, então no auge, foi no programa de rádio do Pânico, e uma minazinha lá do programa - cujo nome eu não lembro - disse pra banda inteira que não gostava do som deles, e que era som só para adolescente ouvir.

1H34Ms: uma das partes mais interessantes da live, com um espectador perguntando se eles possuem algum disco que, de tão absolutamente raro, mais ninguém no Brasil tenha. Aí o Baron disse que chegou a ter um compacto do Def Leppard ainda da época que se chamava ''Deaf Leopard'', e que o mesmo ainda estava autografado pela banda... Mas que, daí, algum féla da puta máximo roubou esse compacto dele. Caraca, fiquei me sentindo mó poser, porque EU NEM SABIA que, bem em início de carreira, o Def Lep chegou a ter o nome escrito com a grafia correta. Incrível - e olha que eu adoro os três primeiros discos desses caras, antes deles se tornarem uma das piores atrocidades da história da humanidade em todos os tempos. Mas, enfim... Eu estava pensando aqui se, na minha coleção, eu teria algum disco que, de tão absurdamente raro, ninguém mais no Brasil o tenha. Bem, é óbvio que, como o Regis disse ali, não dá pra saber isso ao certo. É claro. Mas, sei lá, eu tenho aqui três CDs inacreditavelmente obscuros e desconhecidos de bandas que não fizeram nenhum mínimo sucesso nem nos seus países de origem. São eles: o debut do Reg-Wink, banda feminina japonesa ultra-hiper-mega-obscura que tentou pegar carona no sucesso de alguns grupos femininos nipônicos que faziam muito sucesso por lá na década de 80 (P2, Lindberg e, em menor escala, Show-Ya e Pink Sapphire; aliás, uma vez quase tretei com um japonês de verdade na Galeria do Rock porque ele me disse que, na época, Lindberg era maior do que P2, ao que eu respondi falando que ele tava viajando legal, e que Lindberg jamais foi tão famoso quanto P2, muito menos maior do que as deusas do JPop 80); o debut do Bates Motel, grupo punk-gótico canadense a la The Lords of the New Church (Lords esse que está na minha primeiríssima - e única por enquanto - VHS adquirida em 2022), que contava com o John Bates, o primeiríssimo vocalista do Annihilator, a banda canadense de metal mais bem-sucedida de todas; e o maravilhoso single Velvet Flame do Plastic Tears, banda finlandesa de hard-glam dos anos 90. Esse último é o grande destaque desse trio, já que as três músicas presentes no single são excelentes, e bem diferentes uma da outra: a faixa-título, que é uma bela balada, True Love Never Dies, um rockinho a la anos 50 muito bacana, e a pesada, sleaze e fodástica New York Thunder, com um refrão animal. Ahh, e as três possuem clipes bem legais. Diria até que, depois da dobradinha formada por Hanoi Rocks e Sinergy, Plastic Tears é a banda que eu mais curto da Finlândia.

1H49Ms: o Regis fazendo o seu milésimo massacre de Paramore. Bem, o que eu penso sobre Paramore? Tem duas músicas absolutamente maravilhosas, CrushCrushCrush e Anklebiters, que é Avril Lavigne total. Além dessas duas, tem três outras bem legais: Hello Cold World, Ignorance e That's What You Get. De resto... CHATO PRA CARALHO. CHUTA QUE É MACUMBA. Na verdade, tenho a teoria de que Paramore faz esse sucesso todo porque todo mundo quer comer a vocalista, e não por causa da música em si. Mas, é claro, das quatro bandas mais famosas da história da Emolândia mundial (nessa ordem de popularidade: MCR em primeiro lugar, Fall Out Boy e Paramore empatados em segundo, Panic at the Disco a seguir), é claro que sempre irei preferir Paramore do que Panicat the Jizzco. Mas é claro também que sempre irei preferir os vários ''clones'' de Paramore do que o próprio Paramore: o meu amado Fake Number, o meu amado Hey Monday, o também sensacional City of the Weak e outras bandas bacanas como Fit for Rivals (a vocalista até lembra a Elektra visualmente, haha), Icon for Hire, The Nearly Deads, a variação screamo Flyleaf e outros nomes menos cotados.

2H39Ms: a dupla fala rapidamente sobre os sebos de São Paulo. Hail sebos.

É isso por hoje. E foi ótimo essa live me lembrar do quanto eu curtia Juliana Hatfield e Wildhearts, dois nomes que sempre foram bem difíceis de encontrar em sebos. Single dessa galera então, nem sonhar - não os encontrei nem nas ocasiões em que fui na Galeria do Rock inteira, perguntando de loja em loja.

PS: Post escrito ao som dos discos In for the Kill, do Toxic Rose, e Blink-182 auto-intitulado. O primeiro não me conquistou de primeira, mas vem crescendo em mim. Gosto principalmente das faixas Angel Down e New Breed. Já o quinto do Blink foi o último disco audível do grupo, que, a seguir, se tornou algo quase tão irrelevante do que a filmografia do George Lucas - composta por quatro lixos $tar War$, uma tranqueira sobre juventude que força uma nostalgia barata e uma chatice suprema sci-fi de futuro fascista. Bem, esse Blink self-titled tem a fodástica Feeling This, as bem bacanas Violence e Obvious (nada a ver com a canção homônima do Hey Mon) e mais uma ou outra que se salva. Mas, em compensação, também tem umas desgraças que, um dia, talvez serão massacradas num post sobre as piores canções do Blink. Por exemplo, as insuportáveis Down (que, muito bizarramente, virou clipe - vai entender) e a metida a gótica All of This chupam bolas até sair sangue.

OK, até a próxima, cambada.