sábado, 19 de junho de 2021

Retornando à Loja Onde Fui ''Cancelado'' em Janeiro (Co-Estrelando Gio ''Lixeiro da Boca'' Mendes)




 

 

O título original desse post era o seguinte:

''Retornando à Loja Onde Fui ''Cancelado'' em Janeiro e Condensando os Últimos Rolês de Garimpo em uma Só Postagem''

Mas já avisarei de antemão que terei sim que fazer uma segunda parte, onde abordarei os outros rolês-garimpos dos últimos dias.

Seguindo com os garimpos atrás de Goosebumps by Abril (pro Alex), material da ''dupla'' Fake Number / Lipstick (as duas bandas mais legais do emo BR, ambas com vocal feminino - Elektra e Mel, respectivamente), material do Berlin e, é claro, fitas VHS, fiz mais algumas caças recentemente. Caças essas que, na maioria dos casos, foram feitas em parceria do Gio Mendes.

E, entre essas buscas, acabamos indo na loja onde o seu maltratado narrador foi ''cancelado'' em 15 de Janeiro desse ano, graças a todo aquele imbróglio nonsense envolvendo aquelas NMEs com The Nirvines na capa. Ou seja, já eram mais de cinco meses que eu não ia lá. E posso dizer que os velhinhos lá ou não me reconheceram, não se lembraram de mim ou simplesmente não se importaram. Já que, em momento nenhum, tentaram cobrar os 10 Bozos que falaram que eu teria que pagar para eles caso retornasse lá.

Uma vez lá dentro, tentei localizar o CD de compilação do Berlin com canções de 1979 a 1988 (que o Dado havia trombado lá em 29 de Janeiro desse ano), por mais que esse CD seja meio retardado por não trazer a sensacional Dancing in Berlin, uma canção muito mais querida pelos fãs do que a xaropice suprema chamada Take My Breath Away, presente na trilha sonora daquela ''obra-prima'' da Sétima Arte chamada Top Scum. Aliás, esse CD é tão estranho que resolveram incluir nele a obscura For All Tomorrow's Lies, um filler do disco Love Life que nunca nem foi lançado como single e também não recebeu clipe.

Mas, o procurei em tudo que é parte até dizer chega, e não o localizei em lugar algum. E, na seção de compactos, também não achei nada do Berlin.

Mas, na seção de CDs variados (todos guardados dentro de vitrines, já que os caras lá tem um medo do Cão de levarem um roubo no rabo), avistei a lombada de algo bastante inusitado: a versão maxi-single e digipack de um single do Thursday, Signals Over the Air. Thursday foi uma das primeiras bandas da ''emolândia'' a atingir o mainstream e, mais especificamente, foi uma das bandas mais bem-sucedidas do screamo mainstream. Inclusive, o vocalista da banda, Geoff Rickly, foi o produtor do debut do MCR, da época em que nossos bissexuais favoritos também eram screamo e ainda eram meros Joe Nobodies - que não faziam a menor remota ideia de que, dentro de alguns anos, se tornariam o grupo mais famoso de toda a emolândia mundial...

Mas tem um problema aqui: essa música Signals Over the Air CHUPA BOLAS DE MACACO. Inclusive, até algum tempo atrás eu tive todos os clipes do Thursday baixados, mas até fiz questão de deletar os mais fracos, entre eles essa xaropice aí do terceiro disco deles. E, para piorar tudo mais ainda, os dois B-sides da bagaça (Division Street e A Hole in the World) também são desanimadores e ainda aparecem aqui em performances acústicas - algo que sempre piora tudo mesmo.

Foi aí nessa época, inclusive, que eles passaram a serem chamados de boy band do screamo, antes mesmo de outros grupos igualmente outrora competentes (The Used, Avenged Sevenfold, Bring Me the Horizon) receberem a mesma classificação.

Aliás, os caras do Thursday - ou seja lá quem escolheu seus singles e clipes dos dois primeiros álbuns - são burros pra caralho, já que, mesmo na melhor época da banda (os dois primeiros discos), simplesmente ignoraram o que havia de melhor na fase áurea do grupo. Afinal, a melhor canção do debut (a assombrosa Ian Curtis) e a melhor do segundo LP (Autobiography of a Nation, simplesmente um dos maiores clássicos de toda a história do emocore / screamo) jamais saíram como singles ou ganharam clipes.

Portanto, com tudo isso dito, por mais que eu gostaria muito de ter um single do Thursday na minha coleção, Signals Over the Air não seria nunca a escolha certa. (E é triste pensar que, por mais chata e idiota que seja, Signals nem é a pior canção do Thursday lançada como single. Esse título merece ir para a horrível Cross Out the Eyes, do segundo álbum, que termina da forma mais vergonhosa possível, com toda aquela gritaria forçada pacaray - que só não é mais forçada do que o EP supostamente pesado ''da'' Fresno, a pior banda da história do emocore mundial.)

OK, esse foi o meu PURE MASSACRE dedicado ao pior do Thursday :) A banda tem umas coisas muito legais sim, mas esse single aí está entre as piores coisas que eles já fizeram na carreira. Bola fora total.

Mas, para compensar, trombei sim dois singles interessantes lá de clássicos do Lado B da MTV, e que marcaram a minha adolescência: Single Girl do Lush e 100% do Sonic Youth. Mas, ao olhar o estado de 100% (que estava com uns riscos bem feiosos), o deixei para trás sem pensar duas vezes. Certamente seria uma compra 100% arriscada. Ainda pior foi o discurso do maluquinho da loja para eu e o Gio, sobre a política de trocas da loja: o cidadão lá tava com medo de que eu e/ou o Gio poderíamos comprar algum CD da loja e, dias depois (após copiá-lo para nós!), voltar lá falando que o treco não tava funcionando direito; e, assim, exigir uma troca. Nonsense total. Por que diabos alguém passaria por todo esse esforço para copiar músicas que dá para baixar facilmente net afora?????

As coisas piorariam ainda mais na hora de pagar e cair fora daquela porra. Se, por um lado, o Gio não teve problema nenhum ao fazer as duas compras dele lá (um best of da Siouxsie and the Banshees e uma compilação de B-sides do Sepultura - que ainda era Sepultura e não havia se tornado o Sepultado comandado pelo AndreAss ''Bozominion Arrependido'' Kisser), comigo as coisas foram um pouquinho diferentes.

Lá do lado dos CDs tinha uma tabela dizendo que os singles simples eram R$ 10 e os duplos R$ 18. E o próprio velhinho lá já havia me dito que, no pagamento em dinheiro, rolava um desconto de 15 %.

Pois bem.

Eu vou no caixa e mostro o single dos ícones do dream pop Lush. Aí o xaropão lá diz ''R$ 24''.

E eu falo: ''Como assim? Lá diz R$ 10.''

Aí o corno vai lá, olha a tabela e diz ''R$ 18''.

E eu digo ''mas aqui diz R$ 10''. Daí um cara da loja diz pro outro que lá diz que os singles nacionais são R$ 10 e os gringos R$ 18; sendo que, na realidade, a tabela não falava nada de nacionais ou importados. Simplesmente dizia que singles simples eram R$ 10 e duplos R$ 18.

Aí o Zé Ruela me diz ainda ''OK, vou te fazer por R$ 10, mas agora eles irão aumentar de preço''. E ainda não gostou que eu pedi aqueles 15% de desconto que ele mesmo havia me dito que teria no pagamento em dinheiro. No final, ele disse que não tinha moedas suficientes para o troco, e o single saiu por R$ 8.65.

Quer saber? Esses Zé Bucetas estavam complicando tudo e, ao refletir agora, eu deveria sim ter deixado o single pra trás, pegado minha mochila e caído fora de lá sem comprar porra nenhuma. Por mais que Lush seja uma banda que eu sempre gostei e quis ter single, não vale a pena não ter que ficar negociando com esses arrombados que tentam dificultar a porra toda.

Mas, OK, sobre o single em si agora.

Um dos B-sides dele é mais uma das trocentas canções chamadas Shut Up, assim como as também notórias faixas homônimas do Pretty Boy Floyd, da Kelly Osbourne, do Simple Plan e do Blink - essa última, uma rara boa canção do período esculhambado deles, após a entrada do batera bobalhão lá que estragou a banda.

O meu primeiro contato com Lush foi em 2003, vendo o clipe da faixa For Love no Lado B. Mas Single Girl (que, muito felizmente, não é uma das canções feminazi deles / delas) é de outro álbum, Lovelife (que até possui a melhor música do Lush, Heavenly Nobodies), o terceiro da banda. E eu até tenho esse CD Lovelife original desde 2004, quando o comprei importadão por R$ 5 no finado Sebo da Luz. E é curioso pacas isso: o terceiro álbum completo do Lush (desconsiderando o EP, que os imbecis da Wikipedia consideram como se fosse um full length) se chama Lovelife, enquanto o terceiro full do Berlin se chama Love Life. Pode ter sido uma homenagem ao Berlin, já que o Love Life dos mestres da new wave tinha sim uma pequena canção chamada Fall, possivelmente uma das primeiras coisas já gravadas se tratando de dream pop.

OK. Apesar dos malas lá terem enchido um pouco o meu saco na saída, foi sim uma boa aquisição esse single do Lush. E eu tava pensando aqui: é o meu segundo single com ''Single'' no nome, já que, no final do ano passado, eu havia adquirido o ''single chamado Single'' da Natasha Bedingfield.

OK, CUNTinuo depois, cambada.

 



 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

(Mais de) Três Anos e Meio 100% Sóbrio... And Counting (FUCK ALCOHOL. FUCK DRUGS.) / Dicas Pessoais de Como Atingir a Sobriedade e Mandar o Álcool e as Drogas Tomarem no Olho do Toba: Um Ensaio Livre


 

 

De certa forma, esse post é uma sequência desse outro post aqui:

https://7noites7.blogspot.com/2019/12/dois-anos-sobrio-relembrando-o-ultimo.html

OK, não sei bem como iniciar esse post. Simplesmente sairei escrevendo coisas livremente e vamos ver se, assim, encontrarei uma forma de conduzi-lo.

Foi no dia 4 de Novembro de 2017, um Sábado, às 16H, que eu, aos 32 anos de idade, mandei a dobradinha álcool / drogas tomar no olho do cu em definitivo e para sempre. Desde então estive completamente sóbrio e, para falar a verdade, nunca nem me senti tentado a voltar ao meu antigo estilo de vida, regado ao álcool constante.

Se, por um lado, ficar constantemente enchendo a cara durante a adolescência e a casa dos ''twenties'' tem lá o seu apelo, assim que você completa 30 tudo isso começa a ficar meio imbecil, dando uma sensação geral de decadência e estupidez.

Além do mais, nos meus últimos anos de bebedeira o álcool só estava intensificando todos os meus tormentos. Beber até era empolgante a princípio, mas daí virava algo totalmente infernal. E o tormento dele durava muito mais tempo do que aquela breve euforia inicial.

Caralho, não estou sabendo fazer esse post direito ou encontrar as palavras realmente adequadas.

Mas vamos continuar tentando aqui.

Para quem estiver tentando ficar sóbrio eu daria a seguinte dica: ficar completamente bêbado uma última vez e, durante essa experiência, refletir bastante se o que você realmente quer mesmo é ficar sóbrio. Caso seja mesmo isso, então você pode iniciar a sua vida sóbria a partir do dia após essa última chapação alcoólica. (Se bem que no meu caso não teve um real planejamento: eu simplesmente fiquei de saco cheio de tudo aquilo e mandei tudo aquilo se foder.)

E tem também uma outra dica que eu daria, que, pelo menos comigo, foi algo essencial. A partir do momento que você inicia um estilo de vida ''clean & sober'', é extremamente importante abandonar certos hábitos dos seus dias de alcoólatra. Como, por exemplo, parar de frequentar certos lugares que você costumava ir nos seus tempos de cachaceiro inconsequente e também parar de andar com fucking assholes scumbags terminais com os quais você costumava estar junto nos seus dias retardados de bebum. No meu caso, parei de ficar perambulando pela Paulista e, mais especificamente, nunca mais fiquei dando sopa do lado do Shopping Center 3. Fuck those places. E, se tratando das más companhias, cortei em definitivo o contato com pessoas desagradáveis do passado como os Bozominions de direita Shakra (que tenta - em vão - largar o goró e o ''Beck'' desde mil novecentos e bolinha) e ''Rod Zero'' (o bobalhão metido a hipnotista que sumiu com as nossas demos de hard-punk de 2008) e também um Bozominion de esquerda (sim, pode não acreditar mas eles existem) que é o RSC. Inclusive, esse último consegue ser, de longe, o pior desses três aí - por mais que, politicamente, nós tivéssemos um posicionamento supostamente parecido.

Como vivemos numa sociedade onde existe um culto aos tipos mal caráter, esse trio aí de cima sempre teve um certo apelo ''cool'' (seja lá o que isso signifique) e sempre foi visto por algumas pessoas como caras descolados e os caralhos. Não é de se surpreender. Até existe aquela clássica canção semi-instrumental do Annihilator chamado Schizos Are Never Alone. Mas nesses casos podemos dizer SCUMBAGS ARE NEVER ALONE, no sentido deles terem um apelo geral garantido, já que, aos olhos da sociedade, é bacana ser o tipo espertalhão e mal-intencionado que machuca os outros (seja por maldade ou por estar pouco se fodendo - são uns imprestáveis de qualquer forma) e segue vivendo dessa forma. Assim como o sujeito que citarei no final desse post, essa galera aí não tenta mais te enganar no momento que você deixa claro para eles que você está bem ciente dos joguinhos deles, e que essas táticas não funcionarão mais contigo. Assim que eles perceberem que não podem te enganar, eles poderão desistir de tentar - ou então ficarem agressivos e tentarem de atacar de maneiras mais diretas e descaradas.

É, sei lá se estou conseguindo me expressar direito nessa postagem.

Enfim, chegou um momento em que eu fiquei tão de saco cheio do álcool e das pessoas que eu via ao redor enchendo a cara, que eu simplesmente mandei tudo isso tomar no cu, e parei com essa porra toda em definitivo. Afinal, o álcool é superestimado sim.

E não me arrependo nem um pouco. Ficar sóbrio foi uma das poucas coisas realmente boas que fiz na vida, uma das pouquíssimas das quais eu realmente me orgulho. (Ter conseguido superar um certo ''trauma'' aí referente a minha primeira visita a Europa é outra coisa da qual eu realmente me orgulho. Foram quatro anos e meio para superar aquilo e, durante esse tempo, eu achava seriamente que permaneceria traumatizado e perturbado para sempre. Mas, graças aos garimpos de VHS e às músicas antigas da Miley, de 2006 a 2013, eu encontrei táticas realmente fortes que me fizeram superar esse trauma que eu achava ser capaz de me destruir um dia. Eu achava seriamente ser impossível conseguir superar o que aconteceu na minha primeira ida a Europa, em Maio de 2012. Anyway... Quem aí leu certos posts antigos meus do Facebook sabe do que estou falando. É: talvez seja mesmo possível superar absolutamente qualquer coisa, no fim das contas. É isso aí.)

Sei lá se consegui me expressar direito nessa post. Tomara que sim. Alguns de vocês podem achar esse blog agressivo e tal, mas eu realmente gostaria de ajudar as pessoas com essa postagem aqui. Seria o máximo se alguém que estiver tentando ficar sóbrio encontrar alguma inspiração através dessa publicação em questão. Tomara mesmo que esse post sirva para alguma coisa positiva.

Bem...

A única coisa pior do que ter uma recaída, e voltar a beber e/ou me drogar, seria mesmo se eu fizesse uma live de VHS no YouTube e chamasse para participar dela o Albino Albertim. Aí eu certamente mereceria ser cancelado para sempre. (Para quem esteve vivendo numa caverna nos últimos 10 anos ou mais, AA é o sujeito mais mal caráter e desonesto do BBB VHS, famoso por lesar e prejudicar dezenas e mais dezenas de colecionadores de VHS Brasil afora. Vê-lo participar de live do YT, fingindo ser um sujeito gente boa e bem-intencionado, é tão ofensivo quanto ver o Bozo chamar a COVID de ''gripezinha'' ou ver os Raimundos se reunindo a favor do mesmo Bozo. Ô meio nojento do caralho esse BBB VHS.)

PS: Apesar de nunca ter tido uma única recaída desde o momento em que fiquei sóbrio, é importante sim nunca, jamais subestimar o álcool. Existe sim uma única coisa nesse mundo que faz com que eu me sinta minimamente, remotamente tentado a voltar a beber e/ou me drogar. Se trata das minhas músicas favoritas do Motley Crue: 'Take Me to the Top', 'Bastard', 'Knock'em Dead, Kid', 'Wild Side', 'Red Hot' (infinitamente superior a qualquer coisa da banda Red Hot... - que, segundo rumores, poderia ter tirado seu nome dessa música, mas vai saber), 'Don't Go Away Mad, Just Go Away' (que plagia claramente trechos diversos duma canção duma certa banda feminina nipônica aí de iniciais PP...), 'Tonight We Need a Lover', 'Save Our Souls', 'Kickstart My Heart', 'Live Wire', etc, etc, etc, etc. Sei lá, tem alguma coisa nessa porra dessa banda do caralho que inspira a decadência e te faz querer ser um vadio derradeiro se acabando de formas diversas. Portanto, sempre que vou ouvir Motley, tenho que ter um certo cuidado, já que essa banda se tornou meio maldita na minha vida. De certa forma é sim a banda mais perigosa do mundo - ao menos para mim. (...) Mas aí vem uma outra dica que eu daria para quem se sentir tentado a voltar a beber: pensar em todos os estragos que o álcool te trazia quando você chapava todas. OK, espero ter ajudado. Hail sobriety. Fuck booze & drugs.

 




 

sábado, 5 de junho de 2021

''The Pines'' II & III em 2021: Tio Marcio e Seu Dado Escapulindo dos Trombadas + O Meu Retorno Solo a Essa Mesma Área (Participações Especiais de Gabriel ''Mr. Dado Group & Tevelândia'' Caroccia e Gio ''SadyManíaco'' Mendes)


 

 

29 / JANEIRO (SEXTA) & 31 / MAIO (SEGUNDA)

(...)

II (29 - JANEIRO)

Após o rolê-garimpo de 15 de Janeiro desse ano, já descrito aqui, em que eu e o Dado fomos naquela loja onde adquiri aquelas quatro NMEs com The Vines na capa, eis que nós dois voltamos a essa área de SP no dia 29 de Janeiro. E, como não sei onde deixei o rascunho do relatório geral que escrevi naquele dia, terei que basear o relato na memória mesmo. Que o Dado então se sinta livre para adicionar alguma observação ao post.

Não lembro mais se o Dado comprou algum CD ali nos três sebos irmãos do começo do rolê.

Mas lembro que, enquanto eu fui num sebo ali próximo, o Dado foi sozinho para essa loja aí das NMEs onde eu fui meio que ''cancelado''. Afinal, ele tinha coisa pra olhar lá e também ia comprar pra mim um CD que encomendei dele: White Lillies Island, o segundo álbum da Natalie Imbruglia, importado, que saiu por meros R$ 18. Por mais que esse disco não tenha uma única canção que realmente se destaque, a ''Nat'' tem no debut duas das melhores canções do pop feminino mundial de maneira geral: as imbatíveis Big Mistake e Wishing I Was There (''WISHIN' AHH, WISHIN' AHH, WISHING I WAS THERE. WISHIN' AHH, WISHIN' AHH, WISHING I WAS STILL WITH YOU.''), duas faixas desgraçadamente viciantes. Admito sim que, até meados de 2019, assim como 99% da população mundial, eu só conhecia dela mesmo o gigantesco hit Torn, um ''cover do cover'', já que sua versão verdadeiramente original é da Escandinávia e cantada em língua incompreensível. Mas, ao trombar o single Big Mistake naquele ano e ouvir a faixa em questão e também Wishing I Was There, eu surtei legal e decidi que colecionaria toda a discografia dela, incluindo álbuns de estúdio e singles. Aí comprei esse single Big Mistake (R$ 10, obviamente importado), o debut Left of the Middle na versão nacional (R$ 5, o primeiro CD que comprei em 2020) e esse mesmo debut na versão importada (R$ 5, o último CD que comprei em 2020 - e não, isso não foi nada planejado) e, agora em Janeiro de 2021, graças ao apoio do Dado, consegui o segundo álbum de estúdio da ''muié''. Ao contrário do debut, que é um clássico, esse segundo disco só é recomendado aos fãs hardcore dela, já que mesmo nas melhores faixas (That Day, Wrong Impression, Sunlight) não consegue atingir a genialidade. Um álbum apenas OK no fim das contas.

E, ao me trazer esse CD dentro do sebo em que eu o esperava, o Dado se tocou de que havia esquecido a mochila dele na loja onde ele comprou o CD da Nat. Antes dele voltar lá para recuperar a mochila, ele comentou comigo que tinha uma compilação do Berlin lá, uma coletânea de singles do período 1979-1987. Nem para eu ser veloz o suficiente de encomendar esse CD também, já que estávamos ali na cara do gol e ele teria que voltar lá de qualquer forma. Bem... Vacilo meu.

E, novamente, não lembro se o Dado comprou algum CD nesse dia. GC, se manifeste aí caso você lembre de algo nesse tema.

Aí, quando nós íamos pro McCancerDonors, para também fazermos uma Operação Torrent (com o Dado me passando filmes variados via torrent, do HD externo dele pro meu laptop), eis que sofremos uma tentativa de assalto.

Beirava as 6 da tarde e ainda estava bastante claro, e era uma área bastante povoada, e, mesmo assim, dois ''elementos'' já vieram de longe na mais pura maldade. Não lembro se usavam máscara ou não, mas acho que estavam sem máscara mesmo. Ao perceber que já estavam ''no veneno'', fui caminhando pra rua mesmo, já que não tinha carro vindo. Um deles perguntou se nós tínhamos uns trocados ou algo assim, e eu fiz sinal negativo com a cabeça e consegui despistá-lo indo pra rua. Mas o Dado ficou pra trás, foi abordado pelos dois juntos e, sei lá como, conseguiu ''escapulir'' da dupla de scumbags numa boa. O Dado tem mesmo dessas: às vezes parece que ele tá desligado e tal, mas o fella tá mais atento do que você pode imaginar. Prova disso são as vezes em que, cercados por VHS em todos os lados, várias fitas literalmente caíam em cima de mim vezes diversas (!), mas o Dado sempre conseguia desviar desses terremotos VHSsianos. Sei lá: acho que, de tanto conviver com gatos, o Mr. Dado aprendeu a ser tão ágil e ninja quanto eles. Vai saber.

(...)

III (31 - MAIO)

Após não pisar nessa área aí toda nos meses de Fevereiro, Março e Abril, eis que acabei voltando lá no exato último dia de Maio. Além de ir em alguns sebos, fiquei de encontrar o Gio na região mais tarde.

No primeiro sebo que fui, acabei encontrando três Blu-rays interessantes o suficiente para justificar uma aquisição, por mais que, no presente momento, eu não tenha mais como rodar / assistir Blu-ray nenhum - ''valeu'' aí por essa, LG (''Life's Good''). Eram eles: Sete Dias sem Fim (nacional, R$ 12), RedBelt (importado, R$ 14) e The Hunger Games (duplo e importado, R$ 14). Bem, o primeiro ali eu cheguei a parcialmente ler o livro no qual foi inspirado (não consegui terminar por causa do prazo na biblioteca) e meio que quero assistir esse filme já faz algum tempo. O segundo eu cheguei a ver o trailer tempos atrás, que parecia bem interessante. E o terceiro eu já estou mais do que na hora de finalmente conferir e, além do mais, a ''J-Law'' é gostosa pra caralho e eu sou capaz de assistir quase qualquer coisa com ela. Além disso, são três edições bem apetitosas se tratando das transfers e dos extras, e os preços foram bem bacanas também: os 3 BDs juntos por 40 Bozos.

Já no segundo desses três sebos irmãos eu não encontrei nada que me chamasse a atenção.

Mas no terceiro desses sebos da mesma franquia, eu acabei encontrando o primeiro item realmente sensacional do dia, e por apenas 5 mangos ainda. Se trata simplesmente de um dos maiores clássicos das bandas coloridas em geral. Mais do que isso: é o debut auto-intitulado daquela que, para mim, foi a melhor banda emo BR e também a melhor banda feminina que o Brasil já teve. Claro que me refiro ao Lipstick no seu CD de estreia, de 2007, que originou três videoclipes: Cada Segundo Que Eu Tinha, Temporal (que eu acho muito mais legal que a canção homônima da Pitty - por mais que aquela faixa seja da única época boa dela, que é o disco Admirável Chip Novo) e, é claro, o clássico dos clássicos Na Na Na.

Por mais que a versão original de Na Na Na, do obscuro Wonkavision, seja muito legal, a versão do Lipstick é imbatível. (Uma coisa curiosa: em 2007 eu gravei uma participação do Lipstick na MTV Brasil em que, ao anunciar Na Na Na, a vocalista Mel dizia ser cover do Wonkavision. Mas, no exato instante em que ela dizia ''Wonkavision'', rolava um problema no áudio da VHS. Assim, eu sempre achei que ela dizia ''Locomotion''. Foi só muitos e muitos anos depois que eu descobri que o nome da banda era Wonkavision.) De todas as canções existentes chamadas Na Na Na, a acho muito superior às músicas homônimas de artistas ingleses (Status Quo, Cozy Powell, Kaiser Chiefs - essa do Kaisers, inclusive, é bem xaropeta, por mais que se trate duma banda geralmente animal) e também à Na Na Na do Pentatonix.

Portanto, de todas as canções chamadas Na Na Na (ou Na Na Na Na, ou Na Na...), a única que realmente está a altura da Na Na Na do Lipstick / Wonkavision é a canção homônima do My Chemical Romance já na sua fase colorida, do horroroso álbum Danger Days: The True Lives of the Fabulous Killjoys, de 2010. E, sobre esse assunto, eu tenho aqui uma teoria conspiratória sobre a única faixa que se salva no pavoroso quarto álbum do MCR...

É possível sim que a Na Na Na do Lipstick tenha influenciado a Na Na Na do MCR.

Acontece que em 2008 o MCR fez a sua única passagem ever pelo Brasil. E por mais que, hoje em dia, o Lipstick seja perfeitamente obscuro e esteja inegavelmente apagado e condenado às masmorras do esquecimento (sendo lembrado apenas pelos ''miguxos'' do passado e pelo seu humilde narrador), em 2008 a banda até que era famosinha, e Na Na Na tinha sim uma certa rotatividade na MTV e nas rádios. Portanto, é sim possível que Gerard e companhia tenham escutado a Na Na Na do Lipstick de alguma forma nessa passagem pelo Brasil, e que isso tenha influenciado a canção homônima deles. Afinal, por mais que essas outras Na Na Na que eu citei repitam ''Na Na Na'' algumas vezes, as músicas dessa dupla ''emonóide'' - Lipstick e MCR - repetem ''Na Na Na'' um zilhão de vezes e de maneira mais ou menos parecida. Assim sendo... Será que Lipstick, acidentalmente (e, talvez, até de maneira inconsciente), influenciou a banda mais famosa e bem-sucedida de toda a história da emolândia mundial? Ou será que o seu alucinado narrador está viajando legal? É bem provável que nunca saberemos a verdade sobre isso. Mas, seja como for, a Na Na Na do Lipstick é sim tão maravilhosa quanto a igualmente clássica e homônima música do MCR.

E, PQP, fazia anos que eu procurava material físico do Lipstick e essa foi a primeira vez que encontrei algo da banda. Revisitando esse disco agora me traz lembranças sobre o quanto essa banda foi especial, fazendo um mix de pop rock, pop punk e pitadas de hard rock a la Hey Monday - por mais que Lipstick seja anterior ao grupo da Cassie.

E o mais engraçado de tudo é que eu até cheguei a ver um SHOW do Lipstick lá no auge da banda, em 2007 ou 2008, no Centro Cultural São Paulo. Por mais que Lipstick seja a única banda nacional dessa era emo que eu dei valor na época mesmo, esse show aí foi algo totalmente acidental: eu e o ''finado'' guitarrista do meu antigo projeto de banda (ele mesmo, o que virou um Bozominion totalmente xarope) estávamos 110% bêbados nesse dia e fomos pro CCSP com o intuito de seguir tomando todas lá dentro do recinto. Uma vez lá dentro, teve início um show do Lipstick. Eu não fazia a menor ideia de que teria esse show. E posso dizer que as minas mandaram muito bem ao vivo também. Após o fim da apresentação, elas tiraram fotos e deram uns autógrafos. Eu e o meu ex-amigo ficamos ali perto acompanhando tudo, enquanto ficávamos mais e mais chapados, tomando vinho vagabundo (Cantina do Vale e Cantina da Serra). Lembro da Mel (que, curiosamente, não é a vocalista original da banda - mas boa sorte para quem tentar localizar alguma gravação do Lipstick com a cantora inicial) olhar pra gente com uma aparência ''WHAT THE FUCK?!'' E o lado engraçado da história é que, por mais que eu não parecesse ser um fã da banda nem de longe, aqui estou eu, uma década depois após a morte do emo na mídia, enchendo a bola do Lipstick.

OK, esse foi o meu post especial do Lipstick :) Acho que me empolguei aqui, hahahaha. A meta agora é conseguir o segundo e último disco da banda, Roquenroll, de 2010.

Beleza, voltando aqui então.

No mesmo sebo, também por R$ 5 a unidade, encontrei a trilogia da guerra comandada pelo Masaki Kobayashi. Ele mesmo, o diretor de dois dos maiores clássicos do cinema japonês: Kwaidan (As Quatro Faces do Medo) e Harakiri (AKA Suicídio). Essa mesma trilogia até saiu aqui em DVD pela Obras-Primas, mas, caso eu fosse comprar o box nacional, certamente iria gastar mais. Optei, portanto, em comprar essa mesma trilogia pela Janus, a frequente parceira da Criterion - aqui em carreira solo.

E, ainda nesse sebo aí, peguei também o BD americano do primeiro Missão: Impossível (Brian De Palma), por R$ 10. Ainda não assisti o sexto capítulo dessa saga, mas, por mais que o segundo e o terceiro chupem muitas bolas (um é dirigido pelo John Woo já totalmente vendido ao sistema, e o outro pelo imbecil mór chamado JJ Abrams - pior do que Spielberg só mesmo esses caras tipo Jerk Jerk Abrams, Chris Columbus e Duffer Brothers, otários que querem ser Spielberg), até reconheço que as partes 1, 4 (que eu também tenho em BD - Lea Seydoux forever) e 5 são assistíveis / toleráveis / relativamente interessantes. E também tem o carisma natural do Tom Cruise, o que garante que essa franquia M:I, mesmo com todos os seus muitos defeitos, seja muito melhor do que a franquia do 000 / Jackass Bond. Não que seja difícil ser melhor do que aquelas tralhas pavorosas do espião imbecil a serviço da rainha arrombada da Inglaterra, mas até que M:I 1, 4 e 5 tem lá os seus méritos e mereçam sim cotações medianas.

Após adquirir esses itens, segui para o próximo sebo. Pouco após chegar lá, coloquei a mão no bolso e percebi que havia esquecido minha caneta e minhas anotações no sebo anterior. Isso foi interessante já que, na minha ida anterior a esse sebo, o Dado percebeu que havia esquecido a mochila dele na loja lá das NMEs.

Assim, caí fora dali e voltei no sebo anterior, o que deu uns 7-8 minutos de caminhada. O atendente lá deve ter levado um choque ao encontrar minhas anotações e dar de cara com o meu rascunho do PURE MASSACRE do Panacão Doente / Bullshit Heart (Mel Gaybson, 1995). Deve ter sido engraçada a reação dele ao encontrar um pedaço de papel que, bem no topo, estava escrito ''CUZÃO VALENTÃO'', seguido de ''CORAÇÃO COVARDE'', ''CORNÃO ABORRECENTE'' e outros apelidos carinhosos que eu dei ao pior filme que já ganhou o Oscar de melhor filme.

Anyway. Assim que voltei a esse sebo, tive uma sensação de que eu não estava de volta ali em vão, e que poderia trombar algo especial estando de volta naquela região. Foi quando o maluquinho do sebo me disse que, ali no sebo principal desses três (aquele em que eu peguei aqueles três BDs), havia uma seção só de compactos. Decidi voltar lá então.

Com preços que variavam dos 5 aos 8 reais (ao contrário dos preços cobrados nas galerias do centro da cidade, que cobram valores muito, muito maiores do que esses nos compactos), fui fuçando um a um entre as centenas de compactos do reduto.

Continuei sem encontrar nada do Berlin, mas encontrei sim algo extremamente interessante que acabou sendo o primeiro compacto da minha coleção e também o segundo item genial adquirido naquele dia.

Foi simplesmente o compacto da canção-tema do Tempo de Massacre, o primeiro faroeste do mestre Lucio Fulci, estrelado por Franco Nero e George Hilton - e que possui um plot twist legal pacaray, hahahaha. E o melhor de tudo é que ainda se trata duma edição promocional e invendável do disquinho. E ainda saiu por míseros 5 pilas. (Aliás, qual será que foi o melhor western do Fulci: Tempo de Massacre, Os Quatro do Apocalipse ou Sela de Prata?)

CD do Lipstick e compacto de tema de filme do Fulci, no mesmo dia, e por 5 reais cada. Legal pacas.

Aí fui encontrar o Gio, que ainda me entregou duas encomendas que eu havia reservado com ele: o livro Viva la Vida Tosca, biografia extremamente interessante do João Gordo, e o box azul Morto Não Fala, terror não tão incrível assim do Dennison Ramalho, que é a única edição da Versátil que eu fiz questão de comprar após o início de toda essa suposta ''Festa do Catálogo'' aí. Como já expliquei que, no atual momento, não estou mais conseguindo rodar Blu-ray (mais uma vez ''agradeço'' a LG por isso), fiz questão de ainda nem tirar esse box do lacre.

Bem, é isso, cambada. Até o próximo post.