quarta-feira, 27 de maio de 2020

Guitardo Songs & Oswaldo Potenza: Filmes XXX da Era do VHS (REACT TIME REDUX: A Infância Fodida do Titio Marcio, AKA O Primeiro Pornô a Gente Nunca Esquece)






Algo me diz que vou me odiar fortemente por fazer esse post aqui, já que estarei revelando coisas que, talvez, deveriam permanecer obscuras. Será o post mais macabro de todos os 300+ que já fiz aqui até hoje, desde Setembro de 2015.

OK. Estou respirando fundo aqui, e dizendo para mim mesmo que essa é uma história boa demais para cair no ostracismo. E os asseguro de que tudo escrito aqui é verdadeiro e realmente aconteceu, lá na metade dos anos 90.

Por muitos e muitos anos achei que essa postagem seria impublicável, por motivos que ficarão bem óbvios assim que vocês lerem tudo escrito abaixo. E, por motivos mais óbvios ainda, não citarei o nome de ninguém, já que ninguém ali merece ser exposto nessa publicação. E não, não existe absolutamente ninguém daquela época com quem eu ainda mantenho contacto.

O ano: meados de 1995 ou 1996.

Os envolvidos: eu e os demais pirralhos da minha antiga vizinhança, da época em que o selo de VHS Melrose (Chupacabra) era logo do lado da minha casa.

Vamos então a esse relato do qual venho mantendo sigilo total durante duas décadas e meia, ou quase isso. (Cautela ou exagero? Ou simplesmente ética? Ética essa que será quebrada agora.)

OK, agora o Titio Marcio contará uma história para vocês. E usarei o mesmo esquema do Guitardo Songs de se referir a figuras do passado somente pela inicial.

Quando eu tinha entre 9 e 11 anos de idade, um dos meus amigos da época era o RB.

Ele, inclusive, será o protagonista dessa história.

Segundo o que ele disse na época, toda essa confusão para lá de bizarra começou assim:

Como o B estava começando a se interessar por música naquela época (ele deve ser o único fã de Celine Dion que já conheci até hoje - a única pessoa que conhece alguma música dela além da canção do Titanic e do cover de AC / DC), ele, em um belo dia, decidiu dar uma bisbilhotada na coleção de VHSs musicais dos seus pais.

Passando por coisas diversas, ele chegou em uma fita que dizia ''Rolling Stones'' no adesivo. Como ele já havia escutado alguma coisa dos Stones, e gostado, ele optou por assistir essa fita em questão.

E, ao dar play na VHS, com o que ele se deparou a seguir?

Rolling Stones o caralho.

Aquela fita contava com um vídeo pornô dos PAIS DELE TREPANDO, WHAT THE FUCK?!

PUTA.

QUE.

PARIU.

Mas, ao invés de ficar horrorizado com o conteúdo dessa VHS, adivinha o que ele fez a seguir? Ele simplesmente contou a história para todos os moleques da vizinhança.

Se isso já não fosse chocante o suficiente, imagina o que ele fez a seguir?

PASSOU A CONVIDAR TODA A PIRRALHADA DO PRÉDIO PRA IR NA CASA DELE ASSISTIR O VÍDEO DOS PAIS DELE METENDO.

CA-RA-LHO.

Vocês podem achar que é mentira, mas digo pra vocês que não tem nada de mentiroso nesse relato.

Enquanto alguns pivetes subiam com ele pra assistir a fita, na evidente ausência dos pais dele, ficava pelo menos um outro pivete do lado de fora da casa, vigiando atentamente, para ver se os pais dele estavam chegando. Olha a insanidade terminal do negócio.

E, entre todos esses moleques, lá estava o seu assustado narrador; cuja única referência prévia de mulher pelada era a - já citada anteriormente - Playboy da Adriane Galisteu. Sim, lá estava eu tendo a minha primeira experiência com um vídeo pornô, ao assistir o vídeo da mãe do meu amigo agindo como uma autêntica pornstar - para o choque de todos os espectadores ali presentes.

Como bem disse o cineasta XXX Valter José (o meu colega de entrevista do Fora de Sintonia, e diretor do já comentado por aqui O Bordel), ao podcast da X-Plastic, o primeiro contato com um vídeo pornô faz mesmo a gente ''sair com a cabeça girando e o olho todo esbugalhado'' - foi algo assim que ele disse.

Eu nem sabia como bater punheta nessa época, e tudo aquilo era estranho demais para mim. Me lembro que, em uma certa ocasião, havia, tipo, uns dez pré-adolescentes ali reunidos para ver esse vídeo pornô amador.

E, dessa forma, o tempo foi passando, enquanto seguíamos usando esse esquema de sempre deixar um ou dois vigias do lado de fora, enquanto rolavam as sessões do vídeo XXX estrelado pelos pais do B.

Até que...

Bem, em um certo dia, um dos garotos ali presentes, por um motivo que nunca consegui descobrir, resolveu contar aos pais do B sobre essa história toda.

Resultado: o B foi espancado pelo pai, e nenhum de nós jamais voltou a assistir a fita em questão. Será que ela ainda existe? Ou será uma fita ainda mais inalcançável do que o quarto giallo dirigido por Lucio Fulci?

Só sei que os ali presentes jamais esquecerão dessa fita.

Ela ficou tão forte no imaginário dos ali envolvidos que, anos depois, na minha fase de pseudo-desenhista de HQs, eu e um outro dos adolescentes daquele período, começamos a desenhar uma história baseada nesses acontecimentos todos. Não lembro como, mas a trama do quadrinho tinha alguma coisa a ver com maconha (dizia logo no começo que era ''baseado'' em uma história real, com o cigarro de maconha desenhado logo abaixo do ''baseado'') e também com alienígenas - já que era a época do ET de Varginha, do Chupacabra, do Arquivo X, do Independence Day e do MIB. Uma coisa que me lembro muito bem dessa HQ é que, no lugar da VHS ter um adesivo dos Rolling Stones, tinha um do Manowar, e, ao dar play nela, o protagonista se deparava com um pornô gay! Não me lembro de mais nada que acontecia nessa HQ, já que ela, nem de longe, foi tão inesquecível quanto a VHS mostrando os pais do B trepando.

Bem, desculpa por fazer esse post, B.

(Incrível pensar que, coincidentemente e ironicamente, eu terminei de escrever esse post aqui ao som de Uncle Tom's Cabin do Warrant: ''I know a secret... I know a secret that I just can't tell. (...) Neither one believing what the other could see. (...) Keep our mouths shut, that's what we're gonna do. (...) WHERE THEY SAY IT GOT NO BOTTOM, SAY IT TAKE YOU DOWN TO HELL.'')


 

Post Dois em Um: PARTIAL MASSACRE = Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza (1971, um Giallo Menor de Dario Argento) & PURE MASSACRE = Versátil Hype Vídeo e Certos YouTubers do Brasil



7 Noites em Claro: o blog mais iconoclasta e profano do Brasil, sem rabo preso com nada nem ninguém.

OK, vamos lá.

Já aviso de antemão: Dario Argento, Luigi Cozzi e Ennio Morricone serão ofendidos nesse post ''blasfemo''. Se você não aguenta ver seus ídolos italianos sendo devidamente esculhambados, retire-se imediatamente.

E, mais adiante na postagem, também massacrarei alguns influentes YouTubers do Brasil, além de alfinetar profundamente o ''melhor'' selo existente no nosso mercado de home video.

Continua aí? OK então. Não venha reclamar depois, e dizer que não avisei.

METRALHADORA NELES ENTÃO, E VOADORA NA SUA FUÇA.

Após o genial O Pássaro das Plumas de Cristal / As Plumas de Cristal (1970), a estreia de Dario Argento, o diretor fez uma trinca de filmes que não são obras-primas nem aqui e nem na casa do caralho: o OK giallo O Gato de Nove Caudas (1971), a atípica - e obscura - comédia 5 Days of Milan (1973) e esse giallo aqui para lá de mediano: Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza (1971). Esse trio infeliz é a prova de que, após O Pássaro... e antes de sua obra-prima máxima Prelúdio para Matar (1975), Argento se encontrava em uma triste e precoce decadência artística.

ALGUNS SPOILERS ADIANTE.

Por onde começar a falar dos problemas de Quatro Moscas? Vejamos.

ROTEIRO COM MOMENTOS DE DÉBIL-MENTAL + HUMOR TOLO

Para início de conversa, o roteiro tem problemas bem retardados, na linha de outro giallo superestimado pacaray: O Ventre Negro da Tarântula (que também possui uma fraca trilha sonora de Ennio Morricone - ''nossa, ele falou mal do Morricone, como pode isso?''). Temos desde os vacilos gerais em avançar na investigação policial (algo que está ainda muito mais evidente em O Gato de Nove Caudas e no já citado O Ventre Negro da Tarântula - ambos os filmes tem aquilo de ''já sei quem é o assassino, mas vou esperar ser morto antes de fazer essa revelação'') até as INÚMERAS tentativas fracassadas de se fazer humor. Puta que pariu... PORRA, ISSO É UM GIALLO DE DARIO ARGENTO E NÃO UMA COMÉDIA, CARALHO. Incrível que não se tocaram disso durante sua realização.

ATUAÇÕES FRACAS

Michael Brandon (do excelente Desaparecida na Noite, onde contracenou com a minha musa master Shannen Doherty), Mimsy Farmer (que trabalhou com caras como Lucio Fulci e Ruggero Deodato, entre outros), e Bud Spencer (o ''bodão'' da dupla Trinity), assim como o resto do elenco, entregam atuações bem sonolentas e sem inspiração. Sim, é comum assistir um giallo em que os atores mandam suas performances pra puta que pariu, e tão pouco se fodendo se conseguirão convencer o espectador ou não. Mas Quatro Moscas consegue surpreender - no mal sentido - nesse quesito da atuação, com absolutamente nenhum dos envolvidos no elenco mandando bem nessa área. Argento bem que deveria ter dado umas bofetadas nessa galera e mandado um ''acorda aí, filho da puta''. Mas ei: quem garante que ele também não estava dormindo ao dirigir essa porra? Será preciso muito mais do que quatro moscas chatas para acordar essa galera... Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza: um filme claramente dirigido e estrelado por dorminhocos.

TRILHA SONORA MORTA

Morricone já tinha mandado mal pra caralho em O Gato de Nove Caudas, e - com as colaborações de Bixio e Bruno Nicolai - conseguiu um resultado ainda pior aqui em Quatro Moscas, o filme que fecha a Trilogia dos Bichos. Quando a gente pensa nas trilhas que o Goblin faria com Argento a partir de Prelúdio para Matar, aí Morricone cai mais ainda na comparação. Morricone já havia falhado em tentar criar alguma atmosfera com a sua trilha d'O Gato... e, aqui em Quatro Moscas, conseguiu chupar mais bolas ainda, com um trabalho simplesmente morno. (Só não é pior do que a trilha que ele fez para O Ventre Negro da Tarântula, que parece música de pornô softcore a la Cine Privé. O ''maestro'' fez tanta composição na vida que, às vezes, simplesmente mandava um ''foda-se'' e fazia o negócio de qualquer jeito. Sei lá, acho que ele leu os roteiros dessas três decepções e chegou a conclusão de que esses filmes não mereciam uma trilha sonora muito dedicada.)

PERIGO COM SOLUÇÕES ANTI-CLIMÁTICAS

Existem duas sequências de suspense e morte em Quatro Moscas que poderiam e deveriam ser geniais. Mas acabam sendo broxantes. Primeiro, bem lá no começo do filme, quando o protagonista acaba esfaqueando seu stalker. O momento exato da facada acontece sem nenhuma intensidade, não trazendo um ''punch'' à cena. E, mais adiante, numa sequência inicialmente brilhante, em que uma personagem é perseguida em um labirinto dentro do parque. (Esse cenário e essa situação podem ser vistas como precursoras da perseguição final d'O Iluminado. O que nos leva a indagar, novamente: teria Stanley Kubrick assistido alguns gialli na sua vida?) Essa cena é simplesmente genial, com uma tensão cavalar... Até certo ponto. Tudo vai pro saco quando um casal mala, do outro lado do portão, na rua, decide ''ajudar'' a dama em perigo. Primeiro, o imbecil do homem tem a ''brilhante'' ideia de tentar escalar o muro - algo que, logo de cara, já se mostrava impossível. E, a seguir, ele tem a ideia igualmente sensacional de IR BUSCAR UMA ESCADA. PUTA QUE PARIU, QUEM ESCREVEU O ROTEIRO DESSA PORRA? (Na verdade, o Argento, o Luigi Cozzi e um outro infeliz foram os roteiristas dessa bagunça. Pensar que precisaram de TRÊS caras para escrever ISSO. Un-fucking-believable.) E daí, para piorar tudo ainda mais, a morte da mulher acontece de forma offscreen. Argento deu aqui uma excelente aula de como se destruir uma sequência de perseguição inicialmente atmosférica pra cacete. E, com isso, voltamos ao problema do roteiro de retardado mental. Por falar nisso, o final também tem momentos de evidente chupação de bolas, com o camarada do protagonista demorando uma eternidade para o ajudar.

Bem, é isso. Me sinto mais leve agora.

A minha cotação para Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza:

** de ***** (regular)

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Material Extra: Sobre a Trilogia dos Bichos no Mercado Brasileiro de Home Video

1. O PÁSSARO DAS PLUMAS DE CRISTAL (1970)

O debut de Argento foi lançado como As Plumas de Cristal na VHS da Poletel, e rebatizado como O Pássaro das Plumas de Cristal no DVD da saudosa Aurora, lá por volta de 2005 ou 2006. Esse título mais longo foi mantido pelos xaropes da Versátil Hype Vídeo, quando essa distribuidora para lá de hypada o incluiu no box em DVD A Arte de Dario Argento, alguns anos atrás. Esse box consiste em dois combos em DVD: O Pássaro... e O Gato de Nove Caudas no disco 1, e Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza junto de Terror na Ópera no disco 2. Nem para os ''gênios'' lançar O Pássaro... e Ópera em Blu-ray a essa altura do campeonato. Patético. (E dá-lhe canais fraquíssimos do Your Toba, como Cinema Ferox e Josy Vargas, bajulando cegamente essa empresa que é o maior engodo do home video brasileiro. Canais como esses - e também CineMarden - prestam um gigantesco DESSERVIÇO ao encher a bola duma empresa que só pisa na bola. Por que não usam seus canais do YT para cobrar lançamentos dignos das distribuidoras brazucas em BD, caralho? Lamentável. Canais assim não merecem nenhum mísero inscrito.)

2. O GATO DE NOVE CAUDAS (1971)

Desconheço algum tipo de lançamento do filme em VHS no Brasil, seja de forma selada ou ''trepada''. (Curiosamente, o Phenomena do Argento saiu em VHS de forma pirata-oficial como ''Trepadeiras''. Será que, na ocasião, seus responsáveis estavam trollando a DIF Vídeo, que tinha o hábito de chamar as fitas ''alternativas'' de ''trepadas''?) Já em DVD O Gato de Nove Caudas foi inicialmente lançado pela nostálgica Platina, lá na viradinha dos anos 2000 para a década seguinte. Ou seja, numa época em que ainda fazia sentido lançar DVD; época essa em que a Versátil não dava a MÍNIMA para o cinema de horror e afiliados. Por falar na abominável VHV, eis que esses chatos acabaram lançando sua própria versão em DVD d'O Gato... no frustrante box já citado na parte acima, sobre O Pássaro das Plumas de Cristal.

3. QUATRO MOSCAS SOBRE VELUDO CINZA (1971)

Também desconheço algum tipo de lançamento do filme em VHS no Brasil, seja fita selada ou ''paralela''. Já em DVD teve o já citado box para lá de broxante dos nossos anti-ícones da VHV. Agora uma pequena trivia: como O Pássaro das Plumas de Cristal foi inicialmente lançado em DVD aqui pela Aurora (que é a edição que eu possuo), e O Gato de Nove Caudas teve o seu primeiro lançamento em DVD nacional pela Platina (que também é a edição que eu possuo), havia um rumor no ar - lá pro final de 2011 e comecinho de 2012 - de que o Ernesto Barros (o cara por trás da Aurora e da Platina) criaria uma nova empresa de home video, na qual lançaria o Quatro Moscas. Teria sido muito curioso se isso tivesse acontecido mesmo, já que o primeiro filme da Trilogia dos Bichos saiu pelo primeiro selo de DVD do Barros, enquanto o segundo filme saiu pelo segundo selo de DVD dele; portanto, caso tivesse se concretizado, o terceiro filme teria sido lançado pelo terceiro selo do maluco.

E, para variar, os três filmes estão disponíveis em Blu-ray lá fora, em edições especiais. Bem que, pelo menos, O Pássaro das Plumas de Cristal poderia ser lançado em BD por aqui. E aí Versátil, dá para vocês lançarem O Pássaro..., Phenomena e Ópera em Blu-ray no Brasil, ou será que tá difícil? Seriam sim lançamentos muito bem-vindos, desde que vocês não pisem - novamente - na bola, com boxes azuis bagunçados do tipo Cronenberg Essencial, Fellini Essencial e o mezzo-esculhambado Carpenter Essencial, que vocês cuspirão no mês que vem. (Pensar que vocês passaram QUATRO ANOS sem lançar BD - e, quando voltam a lançar, já recomeçam fazendo algo meio zoado.)

Bem, alguém tinha que dizer essas coisas, já que os puxa-sacos do YT jamais fazem nada de produtivo nessa questão, e nunca irão cobrar edições minimamente decentes da VHV.




segunda-feira, 25 de maio de 2020

PARTIAL MASSACRE = Breves Observações Sobre o Filme ''Favorito'' do Ivan Ferrari: O SEGREDO DA CABANA / THE CABIN IN THE WOODS (Filmado em 2009 e Lançado em 2011)





''O chame de The Cabin in the Woods, O Segredo da Cabana, A Cabana na Floresta, A Casa na Floresta ou Cativeiro da Morte. Esse filme é uma porcaria de qualquer forma, com o nome que for.''

SPOILERS FORTES ADIANTE.

Recentemente revi, novamente, The Cabin in the Woods (de Drew Goddard), lançado oficialmente no Brasil em vagabundos DVDs e Blu-rays (pela Universal) como O Segredo da Cabana, e disponível de forma ''extra-oficial'' (pelo selo Tiozinho da Esquina Home Video) com o nome de Cativeiro da Morte.

O continuo achando um filme mediano na melhor das hipóteses, com seus poucos altos e muitos baixos.

Considero o quinteto de jovens protagonistas simpático o suficiente, assim como também gosto da trama principal do filme, com esses cinco infelizes indo parar na tal ''Cabin in the Woods'', onde enfrentarão o tal ''Exército de Pesadelos'' da história. O quinteto em questão é formado por um então desconhecido Chris ''Thor'' Hemsworth (o ex-cunhado da Miley, que fez de tudo possível para afastar seu irmão Liam dessa ''doida drogada''), uma loira gostosa (Anna Hutchison), uma ruivinha ainda mais da hora (Kristen Connolly), o estudioso vivido por Jesse Williams e o maconheiro interpretado por Fran Kranz (que já havia feito um maconheiro em Rise: A Ressurreição, AKA Rise: A Predadora de Vampiros) - aliás, Cabin / Woods acaba fazendo uma curiosa apologia a maconha, que é o único elemento realmente transgressor do filme.

Mas, por outro lado, a relevância do negócio cai bastante em todas as vezes que corta para a sala de controle, com a dupla sem nenhum carisma (vividos pelos chatos Bradley Whitford, de Corra!, e Richard Jenkins, de Vítimas de uma Paixão), interrompendo a relativa empolgação da trama principal, com suas piadinhas sem graça e declarações idiotas. O filme certamente seria muito mais ágil sem essa participação xaropeta da equipe na sala de controle.

Sem contar que, sempre que estamos nessa porra de sala de controle (onde acontecerá uma referência clara ao HP Lovecraft), a impressão que se passa é a de que o filme quer nos mostrar o quanto ele é inteligente, original, surpreendente e ousado. Mas só consegue ser autoindulgente, bobalhão, metido a besta e um tanto enfadonho.

E os problemas não param por aí.

Eis algumas outras infelicidades da produção:

1) A chata participação da mala master Sigourney Weaver, a insuportável Ripley da superestimada franquia Alien. (Ela também teve uma aparição ''especial'' parecida naquele filmeco sci-fi chamado Paul: O Alien Fugitivo, uma tranqueira metida a engraçadinha.)

2) O sangue para lá de artificial em CGI.

3) A morte da vagabunda, que acontece offscreen.

Mas se bem que, no fim das contas, temos lá nossas compensações com o final do barato, onde o mundo inteiro vai pro saco. Situação essa que é comemorada ao som do então fodástico Nine Inch Nails com a sua clássica Last, do ótimo EP Broken.

A minha cotação para The Cabin in the Woods:

** (2 de 0 a 5 - regular, portanto)

PS: Para piorar tudo, nem para a Universal o lançar decentemente no Brasil. Nos EUA o filme existe em um ótimo Blu-ray, com extras muito apetitosos e capinha lenticular. Já o BD brasileiro é peladão, além de não ter efeito nenhum na capa. A única coisa que tem é a infeliz e pretensiosa frase ''o filme de terror mais inteligente dos últimos tempos''. Patético.

(...)

By the way, eis os posts em que estou trabalhando, e que deverão ir ao ar nessa semana ou na próxima:

Brainscan: Jogo Mortal (Um dos Filmes Mais Nostálgicos Já Feitos)

Caças Colecionísticas Variadas em Plena Era COVID-19

Halloween H20: Vinte Anos Depois (O Filme Mais Nostálgico da Minha Vida) (NOTA: Faz muitos anos em que tento criar esse post da maneira correta e parece que, finalmente, estou prestes a conseguir isso.)

A Melhor Edição da Academia Brasileira de Tretas (REACT TIME)

PURE MASSACRE = ''Eu Queria Não Saber Inglês para Não Entender as Letras Ridículas do Dio'': As Piores Letras de Bronha Jackass Dildo (AKA Ronnie James Dio) Volume 1

PURE MASSACRE = $tar War$: A Enganação Scumwanker (O Pior Filme de uma Franquia Que Só Possui Piores Filmes)

Violet Soda: Don't Like This Live (REACT TIME)

Warrant & Eu

XXX em DVD (REACT TIME)

XXX em VHS (REACT TIME REDUX: A Infância Fodida do Titio Marcio) (NOTA: Esse será o próximo post do 7NEC. Depois dele, virá o react ao pornô em DVD.)



 

sexta-feira, 22 de maio de 2020

PURE MASSACRE = Referência Infeliz ao Han Só no Loló no Único ''Hit'' do Skycycle



People dying
For no reason at all

Age is no difference
Or if you're large or small

Families being torn apart
Doesn't have to be this way

Some people just have no heart
It's happening every day

PURE MASSACRE

PURE MASSACRE

Machine guns pumping
Hearts thumping
Death is all around

People crying for freedom
No one hears the sound

PURE MASSACRE

PURE MASSACRE

There's people crying
There's people dying
But someone's taken it all

Yeah

Machine guns pumping
Hearts thumping
Death is all around

People crying for freedom
No one hears the sound

PURE MASSACRE

IT'S GONNA BE...

A PURE MASSACRE

Yeah

OK, após essa intro hostil, vamos ao tema da postagem.

Skycycle foi uma banda indie obscura com a qual eu tive o meu primeiro contato no longínquo ano de 2002, através do longa-metragem animado Scooby-Doo na Ilha dos Zumbis, que contava com duas canções desse grupo na sua trilha sonora: a metálica It's Terror Time Again e o rockinho The Ghost Is Here. Ao cavar mais naquele momento, me deparei com o semi-hit Last Girl on Earth, que seria sim uma canção bacana, não fosse esse trechinho lamentável aqui:

''And, in my darkest hour, I wanna feel so heroic.

Even a mile from Han Solo would be fine with me.''

PUTA QUE PARIU.

Caralho, nem sei por onde começar.

Para início de conversa, não tem nada de heroico em Han Só no Loló, em Harrishole Ford ou em qualquer outra coisa do patético universo $tar War$. Nada mais do que um personagem besta pra cacete (assim como TODOS os outros dessa saga deprimente), interpretado por um canastrão imbecil desprovido de qualquer versatilidade ou ousadia (sempre topando os mesmos projetos esperados de sempre, e nunca arriscando porra nenhuma) em uma franquia totalmente infantilizada, onde a avalanche de efeitos especiais surge para tentar disfarçar todas as deficiências do roteiro, das atuações e de tudo mais que envolve os filmes Gueixas nas Estrelas. (Aliás, respeito infinitamente mais o atual quinteto formado por Robert Pattinson, Elijah Wood, Daniel Radcliffe, Shia Labouf e a minha sex symbol suprema Kristen Stewart do que o Asshole Ford. Esses cinco jovens atores, ao estourarem com franquias enormes do cinemão mainstream, passaram a fazer uma série de suicídios comerciais esquisitões, mandando Hollywood tomar no cu de vez, over and over again. Certo eles.)

Ou seja, os fãs de $W não são nada mais do que nerds cuzões e retardados (que prestam um enorme desserviço ao apoiar esses lixões blockbusters de Hollywood, cujo maior objetivo é espalhar suas atrocidades ''cinematográficas'' numa quantidade seriamente absurda de salas e, assim, acabar com qualquer tipo de cinema autoral feito mundialmente) que, como são dominados pela estupidez, covardia e a mais absoluta falta de culhões na vida real, precisam se espelhar em um personagem totalmente caricato e sem profundidade, vivido por um dos atores mais detestáveis dos últimos 45 anos do cinema, para tentarem se sentir heroicos. Querem ser o Han So Loser, virar um cavaleiro Jerk-Dork, figurar ali ao lado dos estrumetroopers e, por fim, dar o cu pro igualmente caricato Dork Viader.

E dá-lhe sabre de luz ânus adentro (''Rasga Ânus: Uma Escória $tar War$'') dessa galera odiosa que cultua essas desgraças de Han So Low, Lukunt Scumwanker, Princesa Lerda, Chewbabacca, Nada Mestre Yoda e demais paspalhos da série $W. O sujeito que é fã dessas porcarias e se diz cinéfilo é, simplesmente, um gigantesco poser do caralho.

Foda-se essa franquia do caralho.

E foda-se seus fãs.

(...)

Material Bônus: Relembrando Skycycle

Apesar dessa menção ridícula ao personagem de Starless Whores interpretado pelo Indiana Jackass em pessoa, e duma fraquíssima versão de God Only Knows (originalmente dos Beach Boys), além de algumas presepadas xaropetas como a vergonhosa Don't You Worry About the World?, até que Skycycle teve lá seus momentos de dignidade.

Como já disse, tirando a referência ao Han So Lame, Last Girl on Earth até que é sim uma cançãozinha agradável.

Além da maior parte dela, eu recomendaria outras seis canções desses rockers rejeitados pela história e condenados às masmorras do esquecimento.

As já citadas It's Terror Time Again e The Ghost Is Here, relativamente cultuadas (graças ao fiel escudeiro do ''SAL-SI-CHA''), são sim muito legais. Terror Time, aliás, é, muito provavelmente, a melhor canção do grupo. É um hard N heavy que destoa legal do catálogo do grupo. (Quem for procurar alguma canção parecida com ela, entre as outras do Skycycle, certamente quebrará a cara e ficará decepcionado. Isso é, se é que você conseguirá ter acesso a todas as outras faixas do Skycycle - algo que era razoavelmente acessível lá na primeira metade dos anos 2000.)

Antebellum também se destaca facilmente. Um rockão muito bão. ''Let it ride, don't be so boring. Every day, the same old story. Get out, just get out in time.''

Help Yourself é outra que eu escutei muito na adolescência.

E, para fechar, tem duas que parecem ter desaparecido em definitivo da internet: Suburban Song e Where Did She Go? Achei, inclusive, que jamais conseguiria voltar a escutar essa dupla. Mas, para a minha absoluta surpresa, fucei o meu email e descobri que, em 2006, eu salvei lá as MP3s dessas duas, mais várias outras faixas esquecidas do Skycycle. As baixei e percebi que, sim, elas continuam bem legais até hoje.

Ou seja...

Skycycle = uma banda bacana sim, porém arruinada pela citação a um dos personagens mais inúteis da história da cultura pop, criado pelo desnecessário George Lickass, o supra sumo dos imbecis: ''cineasta'' que, ao perceber que não sabe dirigir filmes, desistiu da carreira de diretor de cinema em definitivo. (Bem que poderia ter desistido antes mesmo de começar, já que essa franquia é tão vexaminosa quanto a carreira do nada saudoso Ronnie James Dio / Bronha Jackass Dildo.)


segunda-feira, 18 de maio de 2020

Guitardo Songs & Oswaldo Potenza: Filmes XXX da Era do VHS (REACT TIME)

Este resumo não está disponível. Clique aqui para ver a postagem.

RMH (Rock / Metal / Hard) em Casa: Mídia Física Vs. Streaming (REACT TIME)



''Seu blogueiro imbecil, você gosta de cantoras pop, de emo e de grunge. Qual é a sua moral pra fazer react de canal de hard N heavy, caralho???!!! E não venha falar mal de Iron ou de Slayer pra cima de mim!''

AVISO / SPOILER: ESSE NÃO É UM POST DE VHS.

Curioso comentário que encontrei em um vídeo do Carlos ''RMH'' Chiarone nos seus tempos de Lokaos:

''Carlão, nos anos 90, a gente dependia de você e da sua Animal Records. Agora é o contrário, né?''

Vamos então ao vídeo do react, postado recentemente no canal do RMH no You Tube:

https://www.youtube.com/watch?v=IyVElfyEDx4

Achei que o vídeo em questão, apesar de interessante, trouxe uma abordagem tendenciosa e até mesmo superficial em alguns pontos.

Em nenhum momento foi dito o quanto a mídia física pode ocupar muito espaço - algo que é um fator para lá de negativo.

E em nenhum momento foi dito o quanto a mídia física pode ser frágil, além de, vez ou outra, nem mesmo trazer a porra das letras no encarte. PQP, tenho aqui a coleção principal (álbuns full-length e o principal EP) da Miley em CD e, caralho, é preciso dizer isso: os álbuns Meet Miley Cyrus (2007) e Bangerz (2013), além do EP The Time of Our Lives (2009), NEM POSSUEM AS LETRAS NA PORRA DO ENCARTE: VAI TOMAR NO CU, INDÚSTRIA FONOGRÁFICA. Aí, nesses casos, mesmo tendo os produtos originais, é preciso recorrer a internet para conseguir as letras das músicas. Não é ridículo isso?

E outra coisa: colecionando mídia física, a gente corre o risco de ter uma coleção despadronizada. Vejamos, novamente, o caso da Miley. O debut Meet Miley Cyrus é um CD duplo, junto da trilha sonora Hannah Montana 2. Já o Breakout (2008) é um lançamento normal, assim como o Can't Be Tamed (2010). (Nesse último caso, também o possuo na edição Deluxe: CD + DVD. DVD esse um tanto retardado, devo admitir, já que traz um show da tour anterior, sem absolutamente NENHUMA música do Can't Be Tamed!) Como já foi dito, o EP The Time of Our Lives, assim como o Meet MC e o Bangerz, nem possuem as letras no encarte, o que é uma gigantesca frustração. Aí, para finalizar, nós temos o Younger Now (2017), em um lançamento digno, seguindo o padrão Breakout e Can't Be Tamed.

Ou seja, um dos álbuns vem numa edição dupla com uma trilha sonora que a Miley fez para a segunda temporada de Hannah Montana. Enquanto isso, três dos CDs vem sem as letras, enquanto outros três vem com as letras. (Sendo que, pelo menos, duas dessas músicas - Simple Song do disco Breakout e Robot do disco Can't Be Tamed - ainda possuem alguns erros nas letras dos encartes.)

E a bagunça não para por aí.

Para piorar tudo de vez, o suicídio comercial da mulher, o Miley Cyrus & Her Dead Petz (2015) NÃO EXISTE EM CD EM PARTE ALGUMA DO MUNDO!!! Ou seja, não importa o que a gente faça: simplesmente não é possível ter a coleção completa da Miley em CD original, porque o pior disco dela (que alguns birutas consideram o melhor - ou dizem isso para ser do contra e trollar todo mundo) nem mesmo está disponível em CD oficial.

Tudo isso dito acima serve para ilustrar a minha opinião de que, em pleno 2020, se tornou um tanto indigno, cansativo e frustrante colecionar discos originais. Sinceramente, fora do universo dos singles em CD (que eu venero por motivos que nem sei explicar direito - deve ser algum tipo de autismo ou anomalia, sei lá), eu só me preocupo ainda em colecionar CDs daqueles artistas que me são muito especiais: algumas coisas muito incríveis de J-Pop 80 e 90, a trinca de deusas do pop formada por Miley, Demi (Lovato) e Taylor (Swift), My Chemical Romance (e tudo envolvendo seus integrantes em outros projetos musicais - e só na música mesmo, já que sempre manterei absoluta distância das HQs dos irmãos Way e daquela baboseira The Umbrella Academy, da Nerdfux), Hey Monday, The Vines e eventuais CDs físicos do Violet Soda. Nem mesmo os álbuns essenciais do Yeah Yeah Yeahs (os dois primeiros) e Manic Street Preachers (os três primeiros - fase Richey, portanto) me interessam ter original. E olha que eu tive sim a chance de ter esses cinco últimos CDs citados aí por preços toleráveis, principalmente os dois primeiros do YYYs e o primeirão do MSP. (Nesse caso específico, por que diabos eu gastarei grana, tempo e dor de cabeça para adquirir os CDs dessas duas bandas, que viriam a queimar o filme legal nos discos seguintes, além de insistir em continuar na ativa chutando cachorro morto? Por que diabos eu vou querer disco de banda decadente e mercenária, por mais que essas duas tenham sido geniais um dia?)

Só sei que, atualmente, prezo o espaço acima de tudo. E, se tratando de coleções de discos, quero focar apenas no que é mais interessante para mim. Não vejo sentido em gastar $$$, espaço e dedicação com CDs que não vejo um real motivo de ter, e quero sim me desfazer duma caralhada de coisa comprada nos anos 90 e 2000, quando eu era mais bobinho e sem foco.

E tem outra coisa: a indústria fonográfica é sacana pra caralho, e existem casos de artistas que faturam uma mixaria (ou nada mesmo) da venda de CDs. Puxando pela memória, eis dois casos que foram bastante comentados, lá nos anos 2000, de artistas que ganhavam uma porcentagem absurdamente minúscula da venda de seus CDs: Quiet Riot e NX Zero. Cadê agora aquele papo de ''ahh, nós temos que comprar os produtos originais para apoiar os artistas''??? Sim, em alguns casos de bandas indie e tal, pode até ser o caso. Mas, na maioria das vezes, não há nenhuma verdade nisso.

Sem contar que o CD é algo que custa um valor irrisório para ser fabricado, mas os filhos da puta insistem em vendê-lo por um preço alto. Se tratando de importados então, aí os preços acabam sendo pornográficos, já que, nesses tempos de desgoverno do JaHitler Bozotário - e sua trupe de criminosos imbecis - e dólar na casa dos seis reais, a facada nas bolas do povo é sem dó mesmo.

A real é que a indústria fonográfica deu um tiro no próprio pé, e quer que a gente, que sempre foi maltratada por ela, ajude a pagar a conta do hospital. Essa é a grande realidade, como diria o bipolar Datena. Por que diabos eu irei desembolsar uma grana preta para encher o bolso de executivos espertalhões que estão pouco se fodendo para a música???

Vinil então eu não tenho nenhum interesse em adquirir porra nenhuma. Praticidade zero em formato que pode ser um grande fardo, além de custar o preço do olho do cu. (Não que os CDs custem pouco hoje em dia - muito pelo contrário até, em muitas ocasiões.)

Inclusive, quero me desfazer de tudo que tenho de vinil, exceto dois debuts adquiridos na minha adolescência, que marcaram profundamente a minha vida, e que eu ainda considero obras-primas: Too Fast for Love (1981), do Motley Crue, e Dirty Rotten Filthy Stinking Rich (1988), do Warrant. De resto, são algumas dezenas de vinis para, definitivamente, passar adiante, sem dó nem piedade. (Incluindo aí o terceiro do Warrant, o semi-abominável Dog Eat Dog, que só possui uma música genial: a depressiva porém ''VanHaliana'' All My Bridges Are Burning. Aliás, o Jani Lane foi um cara tão maníaco-depressivo que, nessa canção, ele fala do quanto o dinheiro não traz nenhuma felicidade; sendo que, logo ali na faixa anterior do disco, Hollywood (So Far, So Good), ele fica ostentando todas as suas riquezas conquistadas através da vida de rockstar!!! OK, me desculpem por essa digressão.)




MATERIAL EXTRA / P.S.

Sobre isso da importância de ter o produto original para, um dia talvez, receber o autógrafo do ídolo nele, só posso dizer que, pessoalmente, não vejo propósito nisso. Afinal, não tenho nenhum interesse de conhecer as pessoas que adoro na música.

Vejamos...

Miley: pessoa altamente complicada e difícil de se lidar. (E, é claro, eu sei que ela nunca vai dar pra mim.)

O casal gay reprimido ''Frerard'' (Gerard Way e Frank Iero) do MCR: ex-viciados em drogas (''ex''?) com tantos distúrbios, traumas e conflitos internos quanto o Dave Mustaine.

Craig Nicholls do The Vines: autista tripolar doido de pedra, além de extremamente antissocial e um tanto psicótico. (Esse cara não suporta ninguém que já passou pelo The Vines, e todos que já passaram pelo The Vines não o suportam. The Vines = a única banda em que os integrantes se odeiam mais do que os caras do Ratt ou as duplas Buça Dickinson / Steve Headless e Tom Araque / Kelly King!!!)

Cassadee Pope do Hey Monday: por mais que eu a ame (a verdadeira Wondergirl), tenho que reconhecer que ela seja uma possível oportunista que, assim que o emo saiu de moda, foi fazer um chatérrimo som country na sua frustrante carreira solo - supostamente na linha country pop da Taylor Swift, mas sem um pingo da qualidade dos quatro primeiros discos da ''Tay-Tay''. (E, é claro, assim como a Miley, eu sei que a Cassie também nunca vai dar ''as coisas'' pra mim. No Cass and no ass - and no puss - for me.)

(Já o quarteto do Violet Soda até parece ser muito gente boa. Mas é melhor não arriscar, hehehe. Afinal, não quero pôr em risco a profunda paixão e gratidão que tenho por essa banda magistral.)

A verdade é que eu não quero conhecer os meus ídolos da música nem a pau. Tenho a perfeita consciência de que isso poderia sim resultar em experiências traumáticas, além de me fazer parar de ouvir a música deles. (Tipo a ocasião em que o saudoso Kid Vinil, o maior fã dos Manics que o Brasil já conheceu, teve uma PÉSSIMA receptividade ao trombar o vocalista daquela banda em fim de carreira. O cara tratou o Kid como se ele fosse um stalker viciado em drogas; e o Kid nunca conseguiu se recuperar dessa situação horrorosa. Lamentável. Bem, quem mandou dar valor aos Manics pós-Richey, né?)

A propósito...

Guitardo, caso você esteja lendo isso, fiquei curioso pacas agora: você gostaria de conhecer o Mark Knopfler pessoalmente? E, quando você viu o show do Slash solo, você chegou a trocar ideia e/ou tirar foto com ele? Caso a resposta seja não, seria algo que te interessaria fazer? E, tirando a Pitty pré chupação de bolas, você chegou a conhecer outros dos seus heróis da música?

VHS Review: NO LIMITE DA REALIDADE / TWILIGHT ZONE: THE MOVIE (1983, de George Miller, John Landis, Joe Dante e Steven Is Pig)





(Filme recentemente visto por mim pela primeira vez em uns 20 anos.)

A antologia de fantasia e horror No Limite da Realidade / Twilight Zone: The Movie (na linha de Histórias Maravilhosas) vale uma conferida pelo prólogo (com direção de John ''Thriller'' Landis, do clássico Um Lobisomem Americano em Londres) e pelos segmentos 1 (Landis também) e 4 (com direção de George Miller). Já o segundo (dirigido por Estrume Spielberg) e o terceiro (de Joe Dante, cineasta que tem lá seus infelizes momentos Spielbergianos, como é o caso aqui) merecem ser evitados - principalmente o segundo, é claro.

PRÓLOGO: SOMETHING SCARY

Trama road-movie e noturna, com humor, mistério e horror. Albert Brooks é o motorista, enquanto Dan Aykroyd é o seu passageiro. Os dois ouvem música no rádio do carro (Creedence na cabeça) e, a seguir, fazem um divertido jogo de adivinhação de músicas de seriados de TV.

Prólogo bastante divertido, e muito, muito superior aos broxantes segmentos 2 e 3.

SEGMENTO 1: TIME OUT

Bozominion dos anos 80 (interpretado por Vic Morrow) é misteriosamente transportado para momentos sombrios da história, onde sofrerá na pele o horror vivido por vítimas de atrocidades cometidas pela eterna estupidez humana. Ele simplesmente passa a tomar no cu time and time again, para deixar de ser trouxa.

Ótimo episódio, com um constante clima de pesadelo, que foi marcado pela trágica - e bizarra - morte de Morrow (e mais duas crianças, em cena obviamente cortada da edição final) durante as filmagens, transformando No Limite da Realidade em mais um dos filmes malditos da história.

E reparem na pequena participação do ótimo ator negro Steven Williams (dos desastrosos Jason Vai para o Inferno: A Última Sexta-Feira e It: A Coisa: Capítulo 1), dentro do bar.

SEGMENTO 2: KICK THE CAN / PURE MASSACRE

Em um asilo para idosos, um personagem com ares de mágico permite que um grupo de velhinhos tenha um último revival de suas juventudes, através de ingênuas brincadeiras noturnas no recinto.

É hora de respirar fundo e tentar não enlouquecer agora.

É difícil falar de Spielberg sem surtar de ódio, mas tentarei ser o mais profissional possível ao abordar esse filho da puta desgraçado, que deveria ter sido proibido de trabalhar na indústria cinematográfica a partir de 1976. Tudo de realmente horrível que acontece no mundo da cultura pop e do cinema (e, principalmente, do áudio-visual mainstream / blockbuster) é culpa da dupla Steven Spielberg / George Lucas, os dois sujeitos mais imprestáveis e odiosos que já surgiram nesse meio.

Seis anos após colaborar com George Lickass no maior crime já cometido contra a Sétima Arte em toda a sua história mundial ($tar War$ Episódio 4: Não Há Esperança - sendo que, no mesmo ano, 1977, SS também dirigiu o igualmente abominável Contatos Imediatos do Débil Mental), dois anos após o indescritivelmente detestável Indianal Jones e os Cabaços da Arca Perdida (filmeco já devidamente massacrado nesse blog, e que ainda recebeu três sequências tão inacreditavelmente ruins quanto), estrelado pelo eternamente incompetente Asshole Ford, o Han Só no Loló em pessoa, e um ano após a dobradinha de desgraças formada pelo nada fenomenal Podregeist (também já massacrado no 7NEC - esse daqui, muito curiosamente, até teve duas sequências que conseguem ser menos piores do que o filme original) e pelo igualmente patético ET: O Extra-Cretino, eis que Steven Is Pig ataca novamente, com esse episódio simplesmente insuportável.

Suas marcas registradas estão todas aqui: os personagens retardados, a utopia demasiada, a nostalgia forçada, uma versão mentirosa do mundo e a trilha sonora afetada e emocionalmente chantagista que está sempre presente; cortesia de Jerry Goldsmith em seu pior momento, dando uma de John Williams. (O mais chocante ainda é pensar que o tema dessa desgraça de Kick the Can foi originalmente composto para o ótimo Psicose 2, uma das melhores sequências já feitas. Certamente teria arruinado aquele filme.)

Spielberg é mesmo tudo de ruim. Tirando Tubarão, não gosto de nada que esse imbecil tenha dirigido. (Mas até admito que, em respeito ao Guitardo, darei uma nova chance aos dois primeiros Jurassic Park. Apesar de não ter boas lembranças deles, quero sim fazer essa nova avaliação dessa dobradinha aqui.)

E posso dizer que foi extremamente difícil assistir essa porcaria aqui dele até o final. A minha vontade era a de dar stop no VCR, e ir bater punheta para um maravilhoso poster meu de 1992 da Drew Barrymore, que acabei de reencontrar. Ou praticar ''tiro ao alvo'' no meu papel de parede da Maya Hawke, a única coisa boa vinda de Stranger Fags. Ou então ver, pela milésima vez, a compilação da Kristen Stewart sendo comida em Na Estrada, no XVideos. (A verdade é que, se eu ganhasse um real cada vez que prestasse uma homenagem a ''Kris Stew'', eu já estaria milionário.)

Se esse segmento fosse um longa-metragem, eu certamente teria desistido. Indescritivelmente chato pra caralho. Simplesmente insuportável, e eu não via a hora disso acabar.

Mas OK, admito que nem tudo está absolutamente perdido: o excelente Scatman Crothers (o Dick Hallorann d'O Iluminado) é o protagonista aqui. Sua forte presença em cena impede que o espectador destrua a TV durante a exibição desse lamentável segundo segmento da antologia.

No mais...

Scumbag Spielberg, como diria naquela música do Megadeth, posso te dizer o seguinte:

''I'll get even with you. I'm gonna get even. That's what I'm gonna do.''

SEGMENTO 3: IT'S A GOOD LIFE / PARTIAL MASSACRE

Numa casa, misterioso garoto com poderes especiais mantêm um completo domínio de todos os adultos ao seu redor.

Apesar das situações débeis e do protagonista mirim ser chato pacaray (''criança chata'' = pleonasmo), esse segmento para lá de Spielbergiano (dirigido por Joe Dante, das porcarias Gremlins 1 e 2) tem lá os seus momentos de glória, graças aos ótimos e delirantes efeitos especiais.

A gostosíssima Kathleen Quinlan (de filmes como A Fera Urbana, Breakdown: Implacável Perseguição / Perseguição Implacável e O Enigma do Horizonte) lidera o elenco, como a forasteira que acaba se fodendo e indo parar na casa do moleque mala. Só sei que, se eu tivesse os poderes mentais desse pirralho idiota, certamente os usaria para fazer com que a ''Kat'' Quinlan me fizesse uma série de favores sexuais pelo resto da minha vida. PQP, como essa mulher estava absurdamente gostosa em A Fera Urbana...

No fim, acaba sendo um episódio bem fraco, porém com algumas compensações - como a sempre simpática ponta do eterno coadjuvante Dick Miller, logo no começo.

SEGMENTO 4: NIGHTMARE AT 20.000 FEET

Passageiro com fobia de avião surta legal durante uma viagem aérea.

Simplesmente o melhor episódio da antologia. DE LONGE.

O sempre genial John Lithgow (veterano dos filmes de Brian de Palma e que, recentemente, foi visto no digno remake de Cemitério Maldito) destrói tudo nesse segmento dirigido por George Miller, da tetralogia Mad Max.

Ao contrário do Nightmare at 20.000 Feet original (que era estrelado pelo canastrão William ''Capitonto Kirk'' Chatoner, o namorado do Spockunt na atrocidade conhecida como $tar Treko), a tensão aqui é nível hard, e ainda conta com uma ótima surpresa no final. Foda demais. Nem parece coisa do mesmo realizador de baboseiras terminais como Além da Cúpula do Trovão e Estrada da Fúria.

VEREDITO FINAL

Recomendo fortemente o prólogo e os segmentos 1 e 4 - principalmente esse último. Mas, definitivamente, não aconselho que vocês percam tempo vendo os dois segmentos do meio, principalmente o do Spielburden.

De 0 a 5 estrelas...

Prólogo (John Landis): 3.5

Episódio 1 (John Landis): 3.5

Episódio 2 (Steven Spielbicha): 0

Episódio 3 (Joe Dante): 1.5

Episódio 4 (George Miller): 4.5


sexta-feira, 15 de maio de 2020

Resumo de Show: Dirty Rotten Imbeciles / D.R.I. (15 de Março de 2020)



Inicialmente esse post seria bem mais ambicioso, mas optei por deixá-lo mais curto e ir direto aos assuntos centrais. Também para ver se eu consigo fazer um relato mais resumido e dinâmico de alguma coisa, ao invés de ficar escrevendo pra caralho aqui.

''Por que isso?''

Bem, é um misto de várias coisas: preguiça em fazer um post mais elaborado e completo (na verdade, eu nem queria entrar online hoje...), o desgaste de me dedicar tanto a posts que - exceto o apoio sempre bem-vindo do brother Guitardo Songs - geram praticamente nenhum feedback (devo ser um completo idiota por me dedicar tanto a esse blog que, além de obscuro, ainda deixou de ser indexado pelo Google um ano atrás - cortesia do Fabiano Bittar Archetti, parceiro frequente do Rafael Jader e do Mourão; o trio por trás do agora finado blog Casa do VHS), o fato de que já se passaram dois meses completos desde o evento aqui relatado (e, assim, as coisas não estarem mais tão frescas na memória quanto naquela época), e também um outro detalhe importante: durante o seu acontecimento, eu não listei o setlist do D.R.I., o que revelaria ser um grande erro. Sim, é verdade de que teve duas ou três músicas que eu não reconheci durante o show - ou que eu simplesmente desconhecia mesmo. Mas, mesmo assim, eu deveria ter listado o setlist inteiro enquanto o show ocorria, colocando um ponto de interrogação no lugar dessas 2-3 músicas misteriosas. (Ainda sobre isso do 7NEC não obter feedback, principalmente da comunidade do VHS... Bem, especificamente sobre isso, a falha é minha. Admito. Afinal, é bastante utópico tentar criar discussões em um meio onde é muito mais importante ostentar e proteger golpistas do que debater o VHS em si.)

Enfim, vamos lá.

O evento em si ocorreu no Carioca Club, em 15 de Março de 2020, exatamente uma semana após um line-up questionável do ex-relevante Black Flag fazer uma apresentação um tanto criticada por lá. (E também uma semana após o maravilhoso show do maravilhoso Violet Soda, que eu vi no Fabrique Club, e já relatei aqui nos mínimos detalhes. VS esse que, aliás, fará uma aguardada live amanhã no You Tubug.)

Com uma discotecagem que incluiu clássicos de bandas como Sepultura (ainda com o Max, antes de virar Sepultado), Metallica (ainda com o Cliff Burton na formação, antes de se venderem ao mainstream e virarem popstars intragáveis na década de 90 e adiante), Megadeth (antes de se queimarem com o Risk e os discos posteriores), Motorhead, Pantera, Anthrax, Black Sabbath e coisas que eu não gosto como Kreator e Slayer (ainda preciso fazer um post bem detalhado dizendo absolutamente tudo que penso sobre esses farsantes do Slacker / Is Lamer), o Overload Beer Fest contou com cinco bandas brasileiras de abertura, antes dos americanos do D.R.I. chegarem quebrando tudo.

Cerberus Attack, Manger Cadavre?, Desalmado, Surra e Periferia S.A. fizeram shows competentes, e todas com discursos massacrando o Capitão Corona. Inclusive, o Desalmado foi a banda com os discursos mais fortes, articulados e politizados das cinco. Foi lindo demais. ''O underground é anti-fascista.'' Hail.

Das cinco bandas de abertura, eu tinha apenas um conhecimento superficial do Periferia e do Surra, mas jamais havia escutado as outras três.

Cerberus Attack fez uma apresentação bastante energética, que se encontra disponível na íntegra no Your Toba.

Manger Cadavre? conta com uma vocalista bastante furiosa e que, talvez, poderia ter sido a escolhida para virar a nova frontwoman do Nervosa.

Não sei se os discursos políticos pesaram para essa decisão, mas o show do Desalmado, de maneira geral, foi o que mais me agradou entre as bandas brazucas.

A seguir, os integrantes do Surra pararam o show em um certo momento, para pedir que dois caras parassem de tretar no público. ''Se quiserem brigar, briguem lá fora.'' Sobre o Surra em si, recomendo fortemente o excelente clipe da faixa Ultraviolência, que reflete bastante esses nossos tempos sombrios de Mijair Coronaro querendo que o povo morra de COVID-19.

Já o setlist do Periferia S.A. contou com sons deles e também do Ratos de Porão: ''Vamos fazer uns covers de nós mesmos.'' Mas, infelizmente, não contou com duas das músicas mais legais do Periferia: as impagáveis O Ataque das Testemunhas de Jeová e Padre Multimídia.

OK, sobre o show principal agora...

Das minhas dez canções favoritas do D.R.I., um ícone do hardcore / thrash metal (crossover, portanto), só não tocaram as blasfemas e incríveis God Is Broke e No Religion.

Já as minhas outras prediletas entraram todas no setlist:

Abduction

Acid Rain

Beneath the Wheel (infelizmente com a letra diferente da versão original de estúdio)

I Don't Need Society

The Five-Year Plan (a última canção do show)

Suit and Tie Guy

Thrashard (''like a wild indian from outer space... DRUNK AND HIGH ON WEED'')

Violent Pacification

Essas oito foram os grandes momentos para mim, com os destaques absolutos indo para Beneath the Wheel (provavelmente a música mais famosa da banda, cujo clipe passava com certa regularidade nos programas da MTV dedicados à música pesada), a assustadora Abduction (que, na versão original, usa a voz das crianças de maneira muito mais relevante e provocadora do que em Another Brick in the Wall do Pink Floyd), a sempre atual Acid Rain (mais atual do que nunca nesses tempos de Coronavírus - falando em vírus, tive que me desviar duma tiazona bêbada, chata e bagaceira durante a execução desse clássico aqui, que ficava zanzando igual uma mosca ao meu redor), a magnífica Violent Pacification e a maravilhosa The Five-Year Plan, talvez a melhor da banda.

Algumas outras canções que lembro de terem tocado no show: Manifest Destiny (''essa faixa é sobre o estupro que os europeus fizeram da América Latina''), Madman (letra em que os irmãos Brecht, fundadores da banda, esculhambam o pai nazista deles - que os apelidou de ''Imbecis Sujos e Podres''), Syringes in the Sandbox (se não me engano, o último clipe gravado pela banda), The Application (a primeira do show), Couch Slouch, Equal People, Who Am I? (a única música da banda que posso dizer que não curto) e outras.

No mais, é incrível como Kurt Brecht continua cantando bem pacaray, mesmo beirando os 60 anos. Impressionante. Ele e o guitarrista Spike Cassidy são os únicos integrantes originais no line-up atual desse grupo com quase 40 anos de estrada.

E uma coisa legal pra caralho que precisa ser reportada aqui: o ingresso para o evento todo custou míseros 60 reais mais um quilo de alimento não perecível. E isso não foi meia-entrada, e sim o preço oficial do primeiro lote. Um preço sensacional e que, nesses tempos de dólar a 6 reais, ficará ainda mais incrivelmente raro de se ver.

Bem, acho que é isso. Ainda sobre shows e postagens atrasadas, eu deveria tomar vergonha na cara e resenhar aqui o show da Lily Allen que conferi em Junho do ano passado...

E a seguir no blog 7NEC...

Guitardo Songs & Oswaldo Potenza: FILMES ADULTOS DA ERA DO VHS (REACT TIME)