
Desde o exato momento em que a segunda metade do ano começou, primeiro de Julho portanto, venho evitando adquirir novos itens colecionistas o máximo possível. Assim, de lá para cá, só comprei mesmo esse quarteto de coisas escaneado na atual postagem.
A primeira aquisição da leva foi em parceria do ''Mr. Dice'' (AKA Gabriel Caroccia), o representante oficial da Dado Group no Brasil. Estávamos num sebo de SP fuçando a seção dos CDs de 5 Bozos, e lá o Dado trombou o debut do The Creatures (projeto da Siouxsie Sioux, do Siouxsie and the Banshees - de quem até possuo o single não tão bom assim Fear of the Unknown, já da fase derradeira dela), intitulado Feast e importado do Japão.
Já o seu malfadado narrador encontrou um estranho CD single com uma capa para lá de esquisita: um espantalho com roupa de caubói. Pensando ''que porra é essa?'' eu peguei o CDzinho nas mãos e vi que se tratava duma tal Joanna, AKA Joanna Zychowicz, e a canção era chamada Dirty Country Girl. Óbvio que, como exímio colecionador de singles que sou, tive que adquirir essa caceta - principalmente se levarmos em consideração que essa mina e essa música são tão mega-desconhecidas que nem constam no YT. E, apesar do CD-S ser importado da Itália, parece mesmo que ela é polonesa (e se identifica como ''Johanna'' no início da canção), por mais que cante em inglês aqui. E, apesar do ''Country'' no título da música, a sonoridade é puramente pop. E, como o single é de 2000, e não encontrei nenhum registro de qualquer outra coisa na '''''discografia''''' dessa muié, então ela pode sim ser considerada uma cantora pop contemporânea, uma área que me interessa bastante por causa das épocas áureas da Miley, da Demi, da ''Tay'', da ''Katheryn'' Perry (na sensacional fase pop punk emonóide), da Gaga, da Rihanna, da Emily Osment, da Lily Allen, das coisas coisas boas da às vezes insuportável Charli XCX, da época boa da Lana Del Rey, da versão teen dessa última, a Billie Eilish, e de tantas outras. Bem, pelo menos eu vejo as coisas dessa forma: as popstars contemporâneas são aquelas cantoras que debutaram de 2000 adiante. Ou seja, pelo menos na minha categorização, essa Joanna para lá de obscura se encaixa sim. E olha que curioso: numa das raras imagens que encontrei dela online, ela está usando a mesmíssima roupa do espantalho na capa do single :)
Já na Quarta 21 eu voltei nesse mesmo sebo, porém em ''carreira solo'' nessa ocasião. E, como já estava faz um tempinho pensando em fazer a minha própria coleção de Goosebumps pela Abril, acabei trombando e adquirindo lá o # 8 da série, Terror na Biblioteca, por R$ 3. Isso é muito curioso, já que, quando eu tava adquirindo as GBs pro Alex, a # 8 também foi a primeiríssima edição que comprei, juntamente daquela GBs importada de Portugal, com a capinha lisérgica que até dá barato. E aqui vai uma pequena trivia: até onde sabemos, pelo menos três editoras diferentes publicaram GBs no Brasil. A primeira foi a Marques Saraiva, que iniciou a publicação de GBs em território BR aparentemente em 1996. Aí, cerca de dois anos depois, a Abril fez a sua publicação de GBs por aqui. Aí, tempos depois, foi a vez da Fundamento editar a série de RL Stine no nosso país. E, após fuçar GBs em dezenas e mais dezenas de sebos diferentes, cheguei a essa conclusão: as edições da Fundamento são sim bem fáceis de serem encontradas. Já as da Abril é possível encontrar com uma certa dificuldade. Mas as da Marques Saraiva... Bem, aí são extremamente difíceis de encontrar já que, de todos os lugares que fui, só encontrei mesmo uma única edição, e logo no ''Museu do Laser Disc''. E, é claro, as capinhas de GBs são maravilhosas e até parecem VHSs de terror dos anos 80.
Enfim...
Aí fui num sebo ali próximo, no mesmo dia, e acabei adquirindo a minha terceira (!!!) edição diferente de Miles to Go (AKA Hannah Montana e Eu), uma das biografias da Miley. Assim como as duas edições anteriores, essa terceira também custou 10 mangos. A minha primeira versão foi a nacional mesmo, comprada em 2018 num sebo ali perto, num garimpo em parceria do Gio ''Boca-Lixeiro'' Mendes. Já a segunda, importada dos EUA e com a capa dura, foi adquirida em Porto Alegre, no começo de 2019. E agora peguei essa terceira, também importada dos EUA porém sem capa dura. Existem algumas diferenças entre as três versões, mas deixarei pra falar disso caso eu faça um post sobre as biografias da Miley um dia (também tenho aqui a She Can't Stop). E, ainda sobre Miles to Go, como ela ainda era ''dimenó'' na época, não vou falar que ela tava uma baita ninfetinha gostosa pra caralho na capa do livro.
De resto, nesse mesmo sebo aproveitei pra trocar ideia com o atendente do recinto, e ele me contou uma história da vez em que o Angeli se encontrou com o Maluf. Como o Angeli sempre fazia humor massacrando o Maluf, ele se surpreendeu ao ver o Maluf o agradecendo por toda a divulgação. Foi aí que ele se tocou da burrada que fez, ajudando a popularizar um sujeito para lá de desprezível. E, em tempos mais atuais, foi esse mesmo tipo de humor escrachado que ajudou a popularizar e eleger o Bozotário através das suas aparições em atrocidades como SuperPop, Pânico e CQC. É bem nessas mesmo: se tratando de tipos como Maluf e Bozo, não dá para ser bonzinho e dar espaço e também não dá para fazer críticas leves e bem humoradas sobre eles. Só existem dois tipos de tratamentos para eles: ignorando completamente (se possível) e, se não for possível ignorar, os expondo de forma minuciosa, mostrando o quanto eles são filhos da puta inescrupulosos que não merecem apoio algum.
Avançamos agora para a noite da última Segunda, 2 de Agosto.
É, dois dias atrás eu pisei em um certo sebo do centro de SP que eu não frequentava desde o dia 3 de Julho, quando estive lá em parceria do Gio ''Fantasma da Boca'' Mendes.
É, lá estava eu na noite de Segunda, olhando as pilhas de VHS e não encontrando porra nenhuma. Até que, lá pelas tantas, quando já estava quase caindo fora, trombei uma fita bastante inusitada: uma bagaceira pós-apocalíptica oitentista chamada O Lobo do Deserto (Lone Runner - o nome até lembra ''Road Warrior'') dirigido pelo nosso chapinha ''Roger'' Deodato. Óbvio que a comprei, e por míseros 4 Bozos - sendo que, no adorável (?) ML (que está mais para ''IML''), está custando 90 mangos.
Bem, com essa fita, tenho agora seis VHSs do diretor de Cannibal Holocaust - que, segundo relatos variados (inclusive do renomado YouTuber Getro), saiu sim em VHS ''alternativa'' no Brasil. Poderia até ter mais fitas dele, se não tivesse vacilado e deixado passar pedras preciosas como Mutações Sangrentas (relançamento d'A Face), Grite por Socorro e As Três Faces do Mal.
E é bem interessante adquirir essa Deodato agora, pouquíssimo tempo depois do meu sonho para lá de bizarro em que eu trombava a Cannibal Holocaust pirata num garimpo dentro de um avião (!) e também do surgimento daquela fotinha de Cut and Run numa VHS que pode, talvez, ser uma fita bootleg.
E o elenco d'O Lobo do Deserto é bem interessante: Miles ''Ator'' O'Keefe (que contracenou com o Sean ''Jackass Bond'' Cornory em A Espada Vingadora, outra fita que comprei esse ano), John Steiner (que também atuou pro Deodato no divertido Contagem de Cadáveres - que, segundo uma lenda urbana, teria sido co-dirigido pelo David Hess), Savina Gersak (que fez a potencial vítima de um serial-killer em Carona para o Inferno, road-movie de suspense com esse já citado psycho sendo vivido pelo canastrão Mark Hamill - ele mesmo, o Lil Kunt Scumwanker de $tar War$, AKA Pior Franquia da História do Cinema Mundial) e também Ottaviano Dell'Aqua, ator-dublê que é simplesmente o zumbi do poster do Zombie do Fulci!
OK, já falei demais aqui. Até a próxima, CÃObada.
PS: Inacreditável que o Sebo do Messias ainda esteja vendendo a primeira temporada de The Blacklist em Blu-ray com BDs que estavam simplesmente grudados um no outro, PQP... Bola fora total do Messias por estar comercializando algo nesse péssimo estado. Tomara que ninguém perca dinheiro comprando essa tralha arrebentada.
