quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Procura-se Babá (2008)

Antes de 2016 eu nunca havia ouvido falar de Sarah Thompson, uma espécie de Alicia Silverstone morena, que esteve em dois filmes de terror da década passada que só fui assistir agora.


Primeiro a vi atuar ao lado de Jeffrey ''Herbert West'' Combs e Michael ''Pluto'' Berryman em Brutal (2006), horror bem fraquinho sobre um serial-killer aterrorizando uma cidadezinha dos EUA.


Mas, felizmente, o segundo que assisti com ela foi uma grata surpresa: Procura-se Babá / Procura-se uma Babá (Babysitter Wanted), horror de veia setentista realizado em 2008, onde ela atua ao lado de outro ícone do gênero, Bill Moseley, mais famoso por ter aparecido em dois O Massacre da Serra-Elétrica - 2 e A Lenda Continua.


A trama do filme: após rápidas introduções, entre elas um acontecimento que serve como explicação básica do quanto Flash of the Blade, do Iron Maiden (a banda cristã mais famosa da história do metal), também é puro white metal disfarçado (eles tem que ocultar o cristianismo, afinal não podem perder os fãs ''adoradores do Cão''), acompanharemos Angie (Thompson) indo passar uma noite como babá numa casa no meio do nada, onde não demorará para receber uma série de trotes anônimos e amedrontadores. Ela está encarregada de cuidar duma criança meio freak (que me lembrou do pivete surtado do The Babadook), e será vigiada por um stalker from hell - que pode ou não estar por perto.


O que, a princípio, parece um segundo remake do clássico Mensageiro da Morte / Quando um Estranho Chama (só faltava o maníaco dizer: ''Você checou a criança?''), acaba recebendo um ''plot twist'' que PQP... OK, não vou estragar o prazer de quem não assistiu o filme, mas devo dizer que fiquei boquiaberto com o que vi: está entre as surpresas mais geniais do gênero.


A partir dali, as tensões e violências aumentarão mais e mais, culminando num final que recebe a ponta de Scott Spiegel (diretor do clássico slasher Violência e Terror / Intruder, e truta do Sam Raimi).


Um prato cheio para quem acha que já viu de tudo. Recomendadíssimo.

O MASSACRE DO SADY ELÉTRICO



''Eu quero que você foda todo mundo. Eu quero que o mundo se foda.''

E o massacre continua...

Algumas palavras sobre mais uma pérola do Sady, ex-jogador de futebol, atual presidiário e eterna lenda do cinema brasileiro em geral, e da Boca do Lixo em particular:

Após citar muito brevemente (mais na seção de comentários, é verdade) o alegre (pros padrões Sadybabyanos) O Ônibus da Suruba, além de comentar o cruel No Calor do Buraco, chega a hora de confrontar outra atrocidade (de toques geniais à sua própria maneira) cometida por Sady Baby: Emoções Sexuais de um Jegue (1986 - ou seria 1987?), ou, se preferir, ''o filme do ataque Leatherfaciano''; provando que você não precisa ir ao Texas para encontrar um massacre a base de moto-serra: ''tio'' Sady pode providenciá-lo pra você aqui no Brasil mesmo.

Novamente com a co-direção de Renalto Alves, Emoções já inicia de forma impecável, dizendo ao que veio. O que podemos falar duma desgraça que já começa com Sady comendo um osso que arrancou da boca de um cachorro?

Sady é o bandidão Gavião, um aidético que fugiu da prisão e que, uma vez mais, irá se misturar a toda sorte de freaks escrotos, numa jornada de violência, ofensas (tem uma parte em que Sady desfere uma sequência de murros na barriga duma grávida; mas as mulheres da trama não se sentem enojadas com Sady - pelo contrário até, já que demonstram prazer ao serem estupradas por ele) e choques gratuitos (ou não?), nojeiras variadas, sexo doente (literalmente), bissexualismo (com mais homossexualismo do que costume), animais falantes e, claro, músicas sem direito autoral. Tudo marca registrada do diretor-ator. (Claro que a parte das trilhas picaretas não é exclusividade de Sady, já que, na gringa, caras como Tsui Hark, Luigi Cozzi, Bruno Mattei e Andreas Schnaas, entre outros, também aproveitaram o uso das músicas sem copyright. A diferença primordial é que Sady usa MUITAS músicas, sem repetir a mesma canção, e durante toda a projeção.)

O objetivo da vez é caçar seu pai, que engravidou sua mulher enquanto Gavião era comido na prisão: ''CADÊ O PAÇOCA, CARALHO? AQUELE VELHO FILHO DA PUTA.''

Como outros já apontaram, o sexo nos filmes do Sady, além de não excitar, acaba sendo algo repulsivo, e atrapalha o fluxo narrativo. Como em No Calor do Buraco, somos presenteados aqui com uma longa orgia bissexual durante a segunda metade de Emoções. Pensando bem, os dois filmes são bem parecidos, quase que variações um do outro em partes diferentes: em ambos há um trauma carregado por Sady (o assassinato da família em Calor, o porte de AIDS em Emoções), que servirá como motivo/desculpa para o mesmo se dedicar em sua missão de destruir os infelizes que cruzarem seu caminho. Se lá o grande destaque era o Sady tacando fogo nos incautos pervertidos, aqui a menção especial vai para o ataque com moto-serra, acabando com a alegria de outros incautos pervertidos: ''EU VOU MOSTRAR PRA VOCÊS QUEM É AIDÉTICO. É O SANGUE. O SANGUE.'' Nota: Podem reparar que o ator que faz a vítima nessa cena está desesperado DE VERDADE, graças às técnicas cruéis de realismo que Sady usa nas sequências violentas (algo parecido com a cena do maçarico no final de Emoções). Leatherface é brincadeira de criança perto do nosso patrimônio nacional chamado Sady Baby, o mestre do udigrudi.

Tanto nos fatores bons quanto nos ruins, este trabalho de Sady é mais um autêntico antídoto para rebater as caretices intragáveis da Globo Filmes, perita em fazer cinema televisivo sem nenhum culhão, questionamento, criatividade ou qualquer outra qualidade.

Para a alegria dos corajosos e malucos por natureza, Emoções Sexuais de um Jegue também se encontra disponível no XVideos.

Para terminar, posto aqui os comentários mal-humorados do Guia de Vídeo da Nova Cultural, sobre a produção lançada em VHS pela Reserva Especial (zero estrelas, obviamente):

''Foragido da justiça ataca povoado. Produção lastimável que desperdiça algumas moças bonitas. Há, sim, o coitado de um jegue e um cavalo que deveriam ser protegidos pela Sociedade Protetora dos Animais.''




 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)

Retrospectiva Indiana Jones Parte I


Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (1981)

AKA Os Caçadores da Arca Perdida

(Raiders of the Lost Ark)


Cotação: PÉSSIMO


RESISTÊNCIA A DOR = FILME NÃO RECOMENDADO PARA MAIORES DE 10 ANOS


É provavelmente a única vez em que dei PÉSSIMO pra um filme e, mesmo assim, senti que estava sendo generoso com ele.


Não tinha uma sessão de cinema tão dolorosa desde 2014, quando revi Starless Whores Episódio 4: No Hope e conferi a horrorosa produção nigeriana Herança Mortal, o primeiro (de acordo com o IMDB) dos mais de 80 (!!!) trabalhos dirigidos pelo tal Andy Amenechi. O cinema seria um lugar melhor sem as atribuições dos senhores Amenechi, Spielberg e Lucas - mas ei, pelo menos ninguém nunca ouviu falar de Amenechi, enquanto os outros dois incompetentes são tidos como gênios (???) mundialmente desde a década de 1970.


Sobre Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida (Raiders of the Lost Ark, 1981), a primeira das quatro lastimáveis aventuras de Indiana Jones no cinema, devo dizer que é complicado traduzir duas horas de dor e tédio em palavras. Mas vamos lá.


É difícil ter mais de 10/11 anos e pegar leve com essas coisas fantasiosas e malditas desprovidas de inteligência. Há ainda a trilha sonora de John Williams, ajudando a empurrar uma sensação geral de nostalgia fácil, que é insuportável. Ou seja, a marca de Steven ''Peter Pan'' Spielberg (aliada a outros paspalhos envolvidos na produção, como o Mestre do Ridículo George Lucas, e os não menos incapazes Lawrence ''Grand Canyon'' Kasdan e James ''Vivos'' Marshall - só diretor ruim, portanto) está presente em cada mínimo detalhe de Os Caçadores: absolutamente cada instante da desgraça é contaminado por uma infantilização geral, que parece chamar o espectador de otário por perder tempo irrecuperável assistindo tamanha baboseira. Temos lutas dignas de cartoons, e árabes torcendo pelo ''Indy'', além do mesmo caminhando livremente por territórios dominados pelos nazistas - que, inclusive, nunca aproveitam as chances de despachar ''nosso'' arqueólogo fucking asshole e mal caráter, mas, ao mesmo tempo, bem-intencionado. Exceto a falsa transgressão e tentativa fracassada de ambiguidade depositadas em Jones, tudo em Os Caçadores é reduzido a caricatura. E tais sequências, tão porcamente concebidas, só seriam rivalizadas pelo Rambo junto do Rambo Jr. desviando dos tiros dos soviéticos, na busca pelo Richard Crenna, em Rambo 3.


O mais triste é ver, no elenco, atores que vinham de coisas sensacionais. Temos Paul Freeman, vindo do impressionante Alucinações do Mal; Karen Allen, vindo do excelente Parceiros da Noite; e Denholm Elliott, vindo do magistral Enxofre e Melaço. Todos queimando o filme ao lado do palhaço master Harrison Ford - minhas desculpas aos palhaços.


Ford interpreta Jones exatamente como fez com Han Solo, dois personagens bastante parecidos e bastante insuportáveis. Indiana Jones, Han Solo, James Bond, Jason Bourne, Ethan Hunt e outra figura fantasiosa/escapista barata, o Jack Bauer, pertencem ao mesmo universo no mundo da ficção: o dos chauvinistas que cometem erros constantes, mas que nunca pagarão por esses deslizes. Eles podem ferrar tudo, entrar mal, sofrer eventualmente, e ficar em sérios apuros... Mas sempre sobreviverão para destruir todos inimigos, e partir em novas aventuras nonsense, pois a estupidez não pode parar.


Há ainda uma série de referências tolas e bobinhas a grandes mistérios da humanidade, como a Arca da Aliança e, ao que indica, até mesmo ao poço de Oak Island - tudo abordado com as criancices de sempre da marca Spielberg. Igualmente imbecil é a visita que Indiana fará a Área 51 no quarto episódio.


A ideia inicial era resenhar os 4, mas não faço ideia de como terei ânimo para ver as partes 2, 3 e 4 depois dessa dolorosa sessão de horror que foi o primeiro. Na marca dos 50 minutos (que mais pareciam 50 horas), tive que pausar para poder respirar um pouco. Aí batalhei para encontrar forças sub-humanas, para então encarar mais uma hora e cinco minutos do Spielberg filho da puta me tratando como idiota.


Assistir Os Caçadores da Arca Perdida foi, no fim das contas, algo como morrer e ir pro inferno.


Como pode ALGUÉM filmar uma porra dessas, e, pior ainda, como pode ALGUÉM curtir uma porra dessas? Quem diz curtir Indiana Jones só pode estar trollando e/ou mentindo. Me recuso a acreditar que, no fundo, alguém realmente gosta dessas tralhas indefensáveis.


Como disseram uma vez no fórum Metal Sludge sobre a horrenda banda farofa Firehouse:


''Essa banda não deve existir de verdade, e sim ser uma espécie de pesadelo coletivo. Se alguém realmente gosta disso no mundo, então a humanidade merece ser extinta imediatamente, porque não há esperança.''


Exatamente o mesmo pode ser dito de Indiana Jones.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

CRISIS & FEAR FOR THE PARASITES

Mindless gutless puppets

É um misto de maldade com estupidez e covardia. Tipos assim não deveriam existir. Já que existem, não deveriam continuar existindo.

Cuzões filhos da puta não fazendo nada de produtivo. Eternas crianças idiotas sem nenhuma inteligência, e sem nada a somar.

May a helluva lotta suffering come your way.

Hope you die on the streets today. Hope you die in a deadly way.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Fuck the Irons (AKA Up the Irons Ass)

'' ''Cuz you're Easy Breezy & I'm Japaneezy'' - The worst lyrics ever written by anyone, anywhere, in the entire history of music.''

Cara, de boa, Flight of Icarus consegue ser pior:

''IN THE NAME OF GOD, MY FATHER, I FLY''

Incrível: a dupla Buça Dickinson / Steve Headless consegue ser mais vergonha alheia que o Eli Roth metralhando o Hitler.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

BEM-VINDO AO MUNDO DA AIDS

''PORRA, BATMAN... OS CARA MÓ LIXO.''

Baixando o nível legal...

A imagem da anti-hipocrisia (como pode ser comprovada em sua participação no horrendo Superpop, onde Sady foi cercado por imbecis, e viu sua reputação de ''versão branca do Mr. Catra'' ser explorada de maneira desastrosa), encontrada no mais politicamente incorreto dos cineastas politicamente incorretos, o mestre do extremo Sady Baby, rendeu, em 1985 (na verdade, as fontes variam entre 1985 e 1987), aquele que para alguns é o seu melhor filme: o média-metragem No Calor do Buraco (59 minutos de duração na cópia da Century - tudo acontece de forma rápida e direta ao ponto, sem perder tempo), pornô exploitation co-dirigido pelo seu parceiro habitual Renalto Alves. Lançado em VHS pela saudosa Century, tal fitinha é, assim como todas as outras dirigidas e/ou estreladas por Sady, um precioso item de colecionador disputado a tapas, murros, bicudas e tiros pelos freaks anormais que habituam o francamente assustador meio de colecionismo de VHS tupiniquim.

Sady (mais uma vez empenhado em refletir a doença da sexualidade em si, por trás e em frente das câmeras) vive Alemão, um psicótico desequilibrado que, para vingar a morte da família, irá destruir tudo que cruza o seu caminho, em repelentes sequências de forte ''sadysmo'' (''AHHHHHH, SE FUDEU.''), como a armadilha pré-Jogos Mortais da introdução, ou o ataque a um lugar bisonho chamado ''Xeiro'' (!!!) de Sexo, onde nosso anti-herói queima geral com seu maçarico. Tudo isso entre trepadas - nada excitantes - de toda a espécie (incluindo zoofilia, e até necrofilia, obviamente encenada: ''DAR UMA TREPADA COM UMA PESSOA MORTA É UMA SENSAÇÃO ARREPIANTE.''), mais wrestling na lama, e situações igualmente bizarras envolvendo bêbados inconsequentes - e personagens com nomes ''carismáticos'' do tipo Sarampo e Macaco. E, é claro, não podemos nos esquecer de outra marca registrada de Sady: a presença das trilhas sonoras picaretas, sendo que rola até Sultans of Swing durante uma suruba que inclui homossexualismo!

É óbvio que quem se ofende facilmente deve manter distância deste filme (e de toda a filmografia do Sady), já que a desgraça já inicia com Alemão preparando uma cova para algum infeliz e declarando: ''Um preto a menos no mundo.''

Mas, na realidade, o espectador não deve se sentir degradado com o cinema amalucado e escatológico de Sady, pois não há, de maneira alguma, uma tentativa de trazer algum grau de realismo às perversidades das ''tramas''. Tudo acontece de maneira quase surreal, num universo de deboche, alegria e liberdade, onde todos tem a permissão para ser o que quiser. Ao menos é assim que me sinto diante das insanidades sem precedentes de Mr. Sady Baby. Mas, seja como for, apesar de interessante, No Calor do Buraco (também disponível completo no XVideos) não é tão divertido quanto O Ônibus da Suruba.

PS: Ahh, e quase esqueci de comentar. Para contrastar com o sadismo Sadybabyano (''EU VOU QUEIMAR ESSA PORRA.''), somos brindados com a participação especial do notório masoquista Diabo Loiro, que aqui recebe uns boquetes de ambos sexos! Em seguida, faz os seus famosos números de auto-destruição, completando o freakshow geral.

A seguir, os comentários sobre a produção no Guia de Vídeo Nova Cultural, onde, novamente, não recebeu nenhuma estrela:

''Depois de ter a mulher estuprada, capataz se torna um matador com requintes de perversidade e acaba fugindo para São Paulo. Mulheres feias e pseudo-atores recrutados nas ruas da zona da Boca do Lixo dirigidos, pessimamente como sempre, pelo ex-jogador de futebol Sady - um dos mais prolixos e incompetentes cineastas paulistas de sexo explícito.''

E uma detalhada análise cena a cena do filme:

http://filmesparadoidos.blogspot.com.br/2012/02/no-calor-do-buraco-1987.html

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Locadora de São Paulo (1980s)

Uma locadora de São Paulo no final dos anos 80. Quais serão os tesouros que se escondem nessas imagens? É bacana ver ali o poster d'Os Bárbaros, do Ruggero Deodato - e, o interessante, é que esse poster é maior que os outros!

Capturas retiradas d'O Ônibus da Suruba (1989). Seria lindo demais ver isso com a imagem nítida - só teremos tal prazer quando a Versátil lançar ''A Arte de Sady Baby'' (edição dupla em digistack exclusivo, com 4 cards limitados). Sei lá, poderia rolar algum tipo de crowdfunding pra possibilitar tal edição...

Queria ter todas VHS do Sady Baby e do Anão Chumbinho. Mas só tenho duas do Chumbinho (sendo uma sem capa) e zero do Sady.

Enfim, eis o link do Luz! Câmera! Exploitation! sobre o filme (que está completo no XVideos):


https://www.youtube.com/watch?v=xje1mzWZ6Jw

PS: Quantas vezes teria O Ônibus da Suruba saído em VHS por aqui, e por quem? O Videobook credita uma cópia da Fox (que, obviamente, não é a major, e sim essa daqui: http://redutovhs.blogspot.com.br/search/label/Fox%20Home%20Video; picaretagem pouca é bobagem). Já o Guia de Vídeo Nova Cultural registra um lançamento pela Sexy Bom (selo da Reserva Especial para filmes com sexo explícito), sob o título de O Ônibus do Sexo 2 - mas, pelos comentários, se trata claramente de O Ônibus da Suruba.