quarta-feira, 13 de abril de 2022

PARTIAL MASSACRE = Alice Querida Alice, AKA A Comunhão, AKA Comunhão (Alice Sweet Alice, AKA Communion, AKA Holy Terror, AKA The Mask Murders): Super Superestimado Slasher de 1976




 

Exibido na TV brasileira como Alice Querida Alice (cuja dublagem é inclusa no DVD da Continental) e lançado vezes diversas por aqui tanto em VHS (pela Mac e pela Opção - sendo que, no letreiro da fita da Mac, o título aparece como ''A'' Comunhão) e em DVD (pela Continental / Wonder Multimídia, ex-Opção, e também pela Versátil Hype Vídeo, na coleção Slashers - quando aquela série ainda era lançada no formato digistack e ainda não havia sido vergonhosamente despadronizada pela própria VHV, que passou a lançar esses boxes em estojo amaray), Alice Sweet Alice é um plágio descarado de Inverno de Sangue em Veneza (1973) que, nem de longe, poderia sonhar em chegar aos pés daquela obra-prima devastadora dirigida por Nicolas Roeg.

Com um ritmo demasiadamente lento, poucos bons momentos (que, juntos, renderiam um bom curta-metragem) e a absurda duração de 1H47 (sendo que Alice seria enfadonho mesmo se tivesse apenas 1H20), o filme de Alfred Sole (primo do muito mais talentoso Dante Tomaselli, diretor do maravilhoso Horror, o único outro grande momento na carreira da Felissa ''Sleepaway'' Rose) aborrece o espectador até a morte através dos seus personagens super fuckin' boring e seus melodramas nonsense e histéricos se repetindo over and over again, para o mais absoluto tédio de quem der play nisso. Entre esses personagens malas e desprovidos de carisma, temos as pirralhas irmãs vividas por Paula Sheppard (que está muito melhor no clássico lisérgico Liquid Sky) e Brooke Shields (em seu primeiro filme), além de um vizinho freak e pervertido (interpretado por um ator não-profissional que morreu pouco depois do lançamento do filme - talvez por desgosto) e um sósia do ator francês Jean Sorel (de uma série de gialli clássicos como A Breve Noite das Bonecas de Vidro e Uma Lagartixa num Corpo de Mulher - e que, mais tarde, queimaria o filme na tranqueira master Expresso Casablanca, desgraça inominável dirigida pelo canastrão Sergio ''Apenas um Grande Filme'' Martino).

Com uma personagem-título mimada e intragável, e uma boa trilha sonora que acaba sendo desperdiçada através de tantos momentos xaropetas, Alice Querida Alice (muito mais conhecido no Brasil pelo título Comunhão, mas muito mais conhecido nos países de língua inglesa como Alice Sweet Alice mesmo) poderia ser um excelente ''giallo americano'' se tivesse uma personalidade mais forte e focasse mais no suspense-horror do que nos diálogos chatos pra cachorro e em cenas diversas que mais parecem dignas de um dramalhão televisivo do que de um slasher pré-Halloween.

São problemas assim que atrapalham os poucos bons momentos da obra e algumas boas sacadas que ocorrem lá pelos seus instantes finais - para quem chegar acordado lá.

A minha nota para o filme é 2.5 de 5.

Por enquanto é isso. Em breve - talvez ainda hoje - voltarei aqui para relatar uma dupla de rolês mais ou menos furados que fiz na semana passada. See you soon, motherfuckers.

PS: Na imagem abaixo, a coleção do filme no acervo do VHS freak americano Joe Clark (mais conhecido somente como J). O fella tem, simplesmente, nada mais e nada menos do que TRINTA E CINCO edições diferentes de Alice Sweet Alice em VHS!!!!! Além das fitas, ele também possui Alice em um DVD e no luxuoso Blu-ray da Arrow. Vai ser fanático assim na casa do caralho..

PS OFF-TOPIC: Post escrito ao som do primeiro álbum da Sinead O'Connor, que tem as maravilhosas Jackie, Jerusalem e Mandinka. Sendo que essa última, de acordo com o Regis Tadeu, foi um grande hit - até mesmo no Brasil - lá no seu lançamento. O RT até disse que, por causa de Mandinka, a Skinhead O'Connor jamais poderia ser considerada one-hit wonder de maneira alguma, sob qualquer hipótese. (Na mesma ocasião, o RT também disse que, por causa de Magic Carpet Ride, Steppenwolf também não pode ser considerado 1 hit wonder. Magic Carpet Ride essa que foi regravada pelo Michael Monroe junto do Slash e, também, muito curiosamente, pela Selena Gomez - em versão até mais legal que a do MM com o Slash. Bem... Além de Born to Be Wild e Magic Carpet Ride, o Steppenwolf até teve um outro hit no passado, que foi a versão deles de The Pusher - que também seria coverizada pelo também sensacional Blind Melon, essa sim uma autêntica e incontestável banda de um sucesso só.)

 


 

terça-feira, 5 de abril de 2022

26 de Março de 2022 = Rolê-Garimpo com Guitardo Songs em Curitiba + Pitacos Sobre o Show da ''MiLolla'' (Miley no Lollapalooza Brasil, AKA Lulapalooza)




 

 

Tardei mas, finalmente, relatarei aqui a minha passagem por Curitiba entre 25 e 28 de Março de 2022. Tentarei dar uma certa resumida para não deixar o post gigantesco - mas a postagem provavelmente ficará gigantesca de qualquer forma.

SEXTA - 25 - MARÇO (certos massacres gerais)

Tomei três (!) ônibus para chegar na porra da rodoviária e pegar o ônibus que me levaria até Curitiba.

No primeiro, trombei um cidadão mal-encarado com camiseta dos fascistas do Slayer, bandeca horrorosa e repetitiva composta por Trumpistas, cristontos e doentões em geral. Como eu estava com camiseta do MCR (do Revenge ainda, o disco deles com a capa mais emo), achei que o maluco fosse querer me esganar, mesmo porque, no passado, o MCR já recebeu vaias e garrafadas de fãs de IsLamer - e de Megaidético também. Mas, para minha surpresa, o cara me deixou em paz. Bem, de qualquer forma... Fuck Slayer.

Já o segundo teve o pneu estourado...

... o que me obrigou a esperar o terceiro, que, finalmente, me levou até a rodoviária.

Ônibus de viagem tomado, dormi o máximo que pude, já que não havia dormido absolutamente nada em casa.

Lá pelas tantas o busão fez uma parada no restaurante Graal: Buenos Aires. Aí o seu humilde narrador saiu para comer no recinto. Recinto esse caro pacaray, diga-se de passagem, com um refri quente e esculhambado - uma caríssima Fanta Uva - e uma comida que tive que comer meio que na pressa, para voltar ao bus a tempo. Para piorar, os fellas estavam sem os talheres justamente naquela hora, fazendo com que eu perdesse uns minutinhos esperando que um funcionário deles fosse buscar novos talheres pros clientes. Presepada total. Foi por esses motivos que, na viagem de volta, nem fiz questão de descer do ônibus e voltar nesse Graal: Buenos Aires. Eles lucram com a fome da galera, e, daí, metem a faca sem dó - ou melhor, não metem a faca por ausência da mesma...

Mas OK: lá pelo final da tarde, eis que cheguei em Curitiba.

A minha ideia inicial seria chegar no hotel San Juan (onde o Guitardo chegou a trampar por uma semana, até ser mandado embora com umas ''justificativas'' nonsense em 2018), ajeitar tudo rapidamente e dar uma corrida pro centro atrás de sebos ou algo assim, tentando aproveitar o que fosse possível antes do comércio todo fechar.

Mas, como o hotel fez questão de atrapalhar as coisas e me fazer perder tempo, não consegui fazer qualquer tipo de garimpo central naquela Sexta 25.

Primeiro demoraram - bem - mais tempo do que deveriam ao acertar as questões burocráticas, sendo que seria muito mais simples pegarem meu RG e saírem anotando as coisas de acordo com o documento. Que nada: foram me fazendo trocentas perguntas variadas e até refazendo algumas delas.

Depois tive um novo atraso ao não conseguir acessar o wi-fi deles tão rapidamente ou facilmente quanto deveria.
E aí subo no meu quarto e descubro que a minha chave simplesmente não está funcionando. Tentei várias vezes e nada.

Volto na recepção e comunico o problema. ''Nós estamos sem sistema agora (!), então espera um pouco aí.'' Fico lá esperando por um tempo e nada. E olha que não havia ninguém sendo atendido lá naquele momento. Aí espero mais um pouco e, como não me atenderam, decido subir e ficar no corredor fuçando a internet até eles criarem vergonha na cara e resolver o problema. Aí falo ''beleza, eu volto depois então''. Aí o recepcionista diz ''não; dá pra resolver agora''. Inacreditável.

Problema resolvido (tardiamente), entro no quarto - com uma iluminação a la boate - e descubro que o Multishow - que exibe o Lollapalooza - não está disponível lá. Bem, aí a culpa já foi minha, já que não havia verificado de maneira totalmente clara sobre a disponibilidade do canal. Mas, por outro lado, PQP, já estive em hotéis mais simples do que esse que tinham sim o Multishow.

Mas, nessa questão, consegui remediar a situação comunicando um parente e, assim, recebendo instruções e instalando um aplicativo no tablet para acessar o Multishow. Afinal, era absolutamente essencial assistir lá o show da Miley no dia seguinte - por mais que eu já soubesse de antemão que o setlist e a performance dela deixariam bastante a desejar.

Enfim, com todos esses contratempos, já era noitinha quando consegui sair do hotel. Aí só deu mesmo para ir no shopping center mais próximo dar uma olhada geral - e verificar também o lugar exato onde eu encontraria o Guitardo no dia seguinte - e comer alguma coisa.

De volta ao hotel, teria mais uma frustração - naquele dia - antes de dormir algumas míseras horinhas. Fui tomar banho e, caralho, meus chinelos grudavam no chão enquanto a água caía, dificultando bastante o movimento das pernas! É algum problema da água do chuveiro deles e/ou do piso deles no box. Sei lá, mas foi bizarro e algo que eu JAMAIS experimentei em qualquer outro lugar. (E sim, o problema se repetiu nos banhos seguintes...)

SÁBADO - 26 - MARÇO (rolê-garimpo com o Guitardo e show da Miley)

Marquei com o Guitardo dentro duma área específica do shopping center mais próximo ao hotel. E lá nos encontramos, para sairmos no rolê a seguir - passeio esse que durou algo mais de 7 horas de duração no total. É: agora posso dizer que conheço TODOS os meus amigos pessoalmente, já que só restava encontrar o Guitardo - com quem mantenho contato constante faz três anos.

E, logo de cara, ele me presenteou com o Blu-ray duplo d'Os Caça-Fantasmas 1 + 2, com o DVD da continuação de Círculo de Fogo (com duas minas que curto bastante, a ''Jap'' Rinko ''Norwegian Wood'' Kikuchi e a tomboy americana Cailee ''Mare of Easttown'' Spaeny - que, para variar, também é cantora; ou tenta ser...) e um DVD-R full-rip do clássico Um Corpo Que Cai, do mestre Hitch.

Aí, após sairmos de vez do shopping, o Guitardo acabou sendo o meu guia de sebos daquela tarde de Sábado.

Aí, logo no primeiro sebo, após passarmos um bom tempo não encontrando nada de interessante entre as seções de CDs, eis que achei uma pérola lacrada na área de artistas nacionais de pop-rock: o segundo álbum do Lipstick, o Roquenroll. Lá na metade de 2021 eu havia conseguido o primeiro delas num sebo de SP, mas o segundo continuava ''missing in action'' por tudo que era canto de SP. Eis que finalmente o adquiri agora. Bem, por mais que seja uma gigantesca decepção se comparado ao primeiro (que é um clássico), esse segundo ao menos se mantêm digno. Mas é triste vê-las se perder ao abandonar o peso do debut e tentar fazer uma resposta feminina a onda colorida então liderada por Cine e Restart (e por bandas como All Time Low e Forever the Sickest Kids lá fora). E, mais triste ainda, foi ver a participação da deprimente Tatá Werneck (uma das mulheres mais repulsivas do Brasil, ao lado de outras desgraças do tipo Sonia Abrão e Lucianta) no clipe da faixa Eu Vou pro Roquenroll... Mas, beleza, de qualquer forma era um CD que eu caçava bastante e, com ele, fecho a discografia básica do Lipstick, que só tem esses dois álbuns de estúdio. Resta agora adquirir os singles da banda - que nunca trombei em lugar algum.

Aí, na mesma loja, eis que peguei também o BD do primeiro Cemitério Maldito, da época em que a Mary Lambert ainda não chupava bolas de macaco - já que ela só tinha dirigido a bizarrice nível extra hard Marcas de uma Paixão e esse primeiro Cemitério, além de clipes de gente como Madonna e Motley Crue.

O CD do Lipstick saiu por 10 mangos e o BD custou 20. (E é interessante pensar que dois dos filmes adquiridos em BD naquele dia eu já tinha em VHS ''alternativa'': Cemitério Maldito eu comprei por R$ 2 ou R$ 3 em 2014 na finada Discomania da São João; já o primeiro Os Caça-Fantasmas eu peguei por R$ 5, sem capa, em Dezembro passado. Cemitério Maldito aparece como Cemitério da Morte na etiqueta da fita em si e, no play, está como Cemitério de Animais. Já Os Caça-Fantasmas, na fita pirata, está como... Hum... AS CAÇADAS DE GASPARZINHO!!!!! Há, mais engraçado do que isso é só mesmo o amiguinho do Olavo ali na capa do BD fazendo o 1 com uma mão e o 2 com a outra.)

Após isso, acabamos em um outro sebo, onde, lá pelas tantas, encontrei um CD compilação de JPop que, ao olhar na contracapa, descobri que tinha uma canção do Princess Princess, The Summer Vacation, já da fase decadente-moribunda da banda, pós-1991. Aliás, até tenho esse single The Summer Vacation, que foi o último single que consegui comprar da banda na vida, lá no longínquo ano de 2009, no finado segundo Sebo da Liberdade - onde retornei dias depois e consegui um single da Kaori solo, da canção Sparkle, lançado pouquíssimo tempo depois do fim do grupo.

Enfim, por mais que The Summer Vacation seja bem mais ou menos, fazia uma década que eu não trombava nada de P2 e, como sempre tive o hábito de pegar tudo que encontro da banda (desde que a conheci em Dezembro de 2005), não pude deixar esse CD passar batido. (E tem outra: por mais que seja uma gigantesca decepção se comparada com as melhores coisas da banda, e por mais que não chegue aos pés da maravilinda Sekai de Ichiban Atsui Natsu, AKA The Hottest Summer in the World, e nem mesmo de Natsu no Owari, AKA The End of Summer, The Summer Vacation NÃO é a pior canção do P2 com ''Summer'' no nome: esse título é reservado a simplesmente pavorosa Summer Madness, a pior coisa já gravada pelo grupo durante todo o tempo que esteve na ativa. E o mais inacreditável é pensar que gravaram um VIDEOCLIPE OFICIAL para aquela atrocidade, quando deveriam ter feito um clipe para a fodástica Joker - com a Kanako no vocal - no lugar ''daquilo''. Aliás, vou aproveitar a deixa para dizer que, naquele período do comecinho dos anos 90 até o fim da banda em 1996, a Kanako tava sim cantando muito melhor do que a Kaori - além de ter uma carreira solo muito superior também.)

Anyway, P2 é daquelas bandas tipo Megadeth, em que o primeiro disco não é um clássico. O primeiro delas - da época em que ainda se chamavam Akasaka Komachi - é apenas interessante. Porém, o grande período da banda foi de 1986 a 1991 (sendo que lançaram dois discos de estúdio em 1988!), com obra-prima após obra-prima dentro do JPop-JRock-JWhatever feminino clássico. Mas chega: é melhor deixar a empolgação de lado e parar de falar sobre essa banda, porque, daí, eu não iria mais conseguir falar de nenhum outro assunto e ficaria só nisso...

Ainda dentro do JPop feminino 80, também consegui no mesmo sebo um CD da Yoko Oginome, CD-Rider, de quem eu já possuía um single desde mil novecentos e bolinha (na verdade, desde meados da segunda metade dos anos 2000).

E, na seção de DVDs, acabei conseguindo o Viagem do Medo, já resenhado aqui dois posts atrás. Os CDs saíram por R$ 9.90 cada e o DVD por R$ 5.10. E é interessante ver que o nome do sebo aparece como ''Capricho'' na capa de um CD e como ''Kapricho'' na capa de outro. Afinal de contas, será que o nome correto é ''Capricho'' ou ''Kapricho''... Make up your fucking minds, motherfuckers :)

Como era Sábado e os sebos, assim, já estavam todos fechando lá por meados da tarde, o Guitardo me levou, então, para duas lojas de camisetas de rock e afins.

Na primeira foi muito curioso porque tinha uma seção toda dedicada a camisetas emo-screamo que haviam encalhado, e provavelmente estão ali sem vender desde a época em que o estilo estava no mainstream. Foi surpreendente ver camisetas de bandas que parecem ter desaparecido faz tempo aqui em SP: The Used (que tinha uns dois ou três modelos diferentes, e que me arrependi de não comprar nenhuma), Boys Like Girls (blergh), Cash Cash (blergh parte II), Atreyu, AFI, Attack Attack, Funeral for a Friend, We Came as Romans, All-American Rejects, Finch... Foi surreal ver essa seção aí (com esses encalhes de 15-20 anos atrás), e nem parecia realidade, já que muito dificilmente alguém encontrará camiseta de algum desses nomes em SP em pleno 2022. Uma pena que não tinha nem Fake Number e nem Hey Monday. Curiosamente não tinha MCR também, infinitamente mais famoso do que essas bandas dessas camisetas aí.

Aí fomos em outra loja de camisetas, onde acabei adquirindo a já citada - no post anterior - camiseta do MCR do disco Revenge por R$ 60, mais detalhada e grandiosa do que a minha Revenge anterior.

Mas a grande surpresa dessa loja, para o meu mais absoluto espanto e deleite, é que eles tinham DUAS camisetas do Fake Number encalhadas lá!!! Foi a primeira vez na vida que vi uma camiseta da banda na minha frente. Nem pude acreditar. E o mais legal de tudo é que é a exata camiseta que eu queria fazer de forma custom, que é o fundo preto e o logo - branco numa camiseta e cinza na outra - idêntico ao mostrado nos créditos finais do clipe Último Trem. Ou seja, é bem possível que essas duas camisetas estivessem lá sem vender desde 2013.

Essas duas me custaram 40 reais cada e foram excelentes, excelentes aquisições - já que, aqui em SP, não se encontra camiseta do FKN em lugar nenhum.

Na saideira, fomos no McCuntDunno's comer um rango, beber refri e ficar conversando sobre assuntos diversos, tipo o próximo evento emo que eu estou num gigantesco dilema sobre ir ou não, entre outras paradas.

Após o Guitardo voltar pra casa dele, voltei pro hotel e aguardei até a hora do show da Miley. Antes do show começar, tive que aturar os depoimentos dos fãs completamente bitolados dela, sem nenhum bom senso, senso crítico ou contato com a realidade. Um deles declarou que todos os discos da Miley são grandes álbuns (até parece), outro disse que ela acerta sempre (yeah, right), um declarou que queria ouvir no show o hino feminazi Mother's Daughter e outro que queria escutar a mais ou menos xaropeta High, do pavoroso último álbum, o Plastic Hearts. Bem... Por mais que eu ame a Miley até certo ponto, tenho trocentas críticas a ela (prova disso é que ela possui mais ou menos umas 90 canções que eu não curto - sem exagero) e jamais gostaria de ficar igual esses fanáticos sem noção que estavam lá na frente do palco para assistir o show dela.

Aí, com algum atraso, teve início o show da muié, já, de cara, parcialmente estragando We Can't Stop - justo a música que me trouxe a ''Mileylândia'' no dia 5 de Maio de 2015, quando a escutei de verdade pela primeira vez e surtei legal.

Enquanto o show ia acontecendo, fui anotando aqui o setlist e, ao olhar a relação agora, PQP...

Bem, para encurtar tudo, posso adiantar que, das 20 músicas ali apresentadas, só teve DUAS que realmente foram absolutamente devastadoras e me fizeram desejar estar lá: a maravilhosa The Climb e a ainda mais maravilhosa See You Again, primeiro single e primeira faixa do primeiro disco da ''Mi'':

''THE LAST TIME I FREAKED OUT.

I JUST KEPT LOOKIN' DOWN.

I STU-STU-STUTTERED WHEN YOU ASKED ME WHAT I'M THINKIN' ABOUT.

FELT LIKE I COULDN'T BREATHE.

YOU ASKED WHAT'S WRONG WITH ME.

MY BEST FRIEND LESLIE SAID:

''OW, SHE'S JUST BEIN' MILEY.''

THE NEXT TIME WE HANG OUT, I WILL REDEEM MYSELF.

MY HEART CAN'T REST 'TIL THEN.

I CAN'T WAIT...

TO SEE YOU AGAIN.''

Essa música é uma das coisas mais sensacionais da história da humanidade - não só da história da música. E é nessas horas que até esqueço de todos os problemas que tenho com a Miley estragando sua carreira e seus setlists mais e mais, desde que cometeu o bizarríssimo suicídio comercial Dead Petz em 2015.

Mas, tirando essas duas maravilhas dos seus tempo áureos, o show foi bastante problemático, além de não ter NENHUMA faixa do Can't Be Tamed, o meu disco favorito dela e o único dela sem nenhuma faixa ruim.

OK, estou com o setlist anotado aqui na minha cara... Do Plastic Hearts teve a faixa-título, mais três outras. Até admito que, ao vivo, elas não soaram tão ruins quanto no disco, mas continuam não sendo agradáveis de se ouvir.

O show também contou com o dueto com o nosso '''''orgulho nacional''''' Anitta na Boys Don't Cry, a única música legalzinha da Anitta, além dos covers nonsense Heart of Glass (Blondie), Bang Bang (chatice da Cher - pleonasmo) e um trecho de Where Is My Mind, dos Pixies, surgindo dentro (!) da We Can't Stop e estragando tudo. Teve também singles isolados como a algo clássica 23 e as não muito agradáveis Mother's Daughter e Nothing Breaks Like a Heart - que valem mais pelos clipes, já que, para variar, ela está gostosa demais neles.

De resto, performances não muito caprichadas das clássicas (clássicas sim, porém muito longe de serem as melhores dos seus discos de origem) 7 Things, Fly on the Wall e Party in the USA. Nessas músicas a Miley provou que, apesar de não fazer playback, volta e meia é salva pelas cantoras dos backing vocals, já que ela - preguiçosa pacaray - deixava de cantar trechos diversos de músicas variadas durante o show inteiro!

E já estava esquecendo de citar: rolaram também a divertida Bangerz (SMS), a insuportável Wrecking Ball (que eu adoraria nunca mais ter que escutar na vida) e, do mesmo disco, para a minha surpresa e desgosto, a pavorosa 4X4, simplesmente a SEGUNDA PIOR faixa de toda a era Bangerz - só não é pior do que a deplorável Love Money Party. E 4X4 é tão deixada para escanteio (com razão) que, de todas as músicas do show, foi a ÚNICA que o nome não apareceu na tela da Multishow! Quando ela começou a rolar eu simplesmente não podia acreditar que uma canção tão horrível havia sido escolhida para tocar no show. É por essas e outras que eu só iria em show da Miley se pudesse escolher o setlist.

No mais, foi estranho ver as câmeras mostrarem tanto o batera Stacy Jones (vocalista e guitarrista daquela banda ''emonóide'' American Hi-Fi), enquanto os guitarristas Jamie Arentzen (também do American Hi-Fi) e Jaco Caraco (esse nome é foda...) apareciam tão pouco - quase nunca.

Enfim...

Esse Lollapalooza foi marcado por coisas diversas: a morte do Taylor Hawkins (mais um caso clássico do ''EVERYBODY LOVES YOU WHEN YOU'RE DEAD'', já que, em vida, só os fãs mais hardcore dos Fool Fighters se importavam com o maluco), as chuvas cabulosas que prejudicaram o primeiro dos três dias do festival, os belos e necessários protestos contra o desgoverno do Mijair Boçalnazi (sujeito que consegue ser mais desgraçado do que um crossover Marvel-DC) e o fato de que foi o primeiro show da Miley após ela escapar da morte com o sinistro lance lá do raio atingindo o avião dela. (Miley essa que, aliás, foi infectada com COVID pela passagem no Brasil. Sei lá... Vai saber se ela e a Anitta não deram uma ''chapuletada'' antes e/ou depois do show do Lulapalooza...)

É isso. Ainda bem que não fui no Lolla. Afinal, só tinha Miley e A Day to Remember de interesse para mim nesse dia, e teria me custado algo bem próximo de 1000 reais, somando ingresso, taxa de (in)conveniência, condução e demais despesas. Por mais que fossem R$ 1000 muito mais bem gastos do que pagar o mesmo valor numa VHS de slasher fuleiro do Jim ''Quantidade Acima da Qualidade'' Wynorski, continuaria não valendo a pena. Continuo preferindo comprar mil picolés no lugar - isso sim.

DOMINGO - 27 - MARÇO

Com as ruas praticamente desertas, não consegui fazer nenhuma caminhada muito extensa. Desviei de possíveis trombadas, comi no shopping pela última vez e voltei pro hotel. Pedi uma pizza no próprio hotel, metade calabresa e metade quatro queijos, por R$ 46, e acabei me arrependendo. A de calabresa tava OK, mas a outra tava bem esculhambada. Ahh, e o azeite de saquinho tava ruim pacaray. E, para fechar a noite, deixei a TV ligada no Oscar enquanto fuçava algumas coisas online. E, sem prestar muita atenção, fui pego de surpresa pelo Will Smith dando o tapão no Chris Rock - em defesa duma mulher chata pra cacete que, inclusive, já o traiu no passado...

SEGUNDA - 28 - MARÇO

Nada de mais para relatar. Peguei o ônibus e voltei para Sampa.

PS: Qualquer coisa, deixarei para completar o raciocínio geral - e passar algumas infos adicionais sobre minha passagem por Curitiba - ali na seção de comentários. (Cacetada, gastei quatro fucking horas para escrever esse post...)

 











 

quinta-feira, 31 de março de 2022

Fuçadas Noturnas em Sampa (30 & 31 de Março de 2022): Na Busca pelo Forced Entry de 2002, Camisetas de Bandas e Outras Coisinhas Mais (PS: O Que Diabos É Daylight Filmes???)



 

Mais um ''show de abertura'' em forma de postagem, antes do post especial sobre os rolês do último fim de semana - relato esse que, inclusive, contará com um convidado especial, hehe.

Bem, tanto na noite de ontem quanto na de hoje acabei dando umas fuçadas na região central de SP - e arredores - em busca de DVDs variados e mais especificamente do Forced Entry de 2002, além de camisetas de algumas bandas que venero.

Logo de cara trombei um DVD intitulado Motel do Terror, duma tal Daylight Filmes, custando R$ 7.50. Em nome da curiosidade, do valor acessível, da obscuridade nível hardcore da distribuidora, da capinha linda - a la slasher 80 - e da trama curiosa, optei por adquirir o bagulho. Se trata de um thriller erótico com aquela pegada ''talkie'' popularizada nos anos 90, feito com garra e bons momentos cabulosos de tensão. E o triângulo odioso da trama é curioso o suficiente para manter o interesse na obra. Portanto, não precisava da tal Daylight Filmes meter o louco na capa, fazendo uma comparação nonsense com Instinto Selvagem - filme com o qual o tal Motel do Terror (Terror Lodge no original) não possui nenhuma semelhança, além do fato de ambos serem thrillers sexuais. E fica a questão: tirando esse Motel do Terror e o escandinavo Juventude Assassina (que também possuo o DVD), o que mais será que essa Daylight lançou??? Ela é a prova concreta de que não é só o VHS que possui selos mega-desconhecidos e misteriosos. (E é bacana o ''modus operandi'' da distribuidora, com duas opções de capa em ambas as edições mais as cotações retiradas do IMDB, hahaha.)

E a aquisição desse DVD foi a única coisa a ser relatada se tratando do micro-garimpo da noite passada.

Já hoje, dia 31, terei mais história para contar.

Após tomar alguns deliciosos picolés por um Bozo cada (um milésimo do valor daquela VHS Torre do Medo que teria sido vendida net afora pouco tempo atrás, e que já foi comentada por aqui dois posts atrás), decidi dar um pulo na Galeria do Rock faltando alguns minutinhos para as 18H. Assim, tive que ficar correndo de loja em loja, somente nas fontes de roupas, em busca de camisetas do MCR e também paradas que jamais encontro em lugar algum - The Vines, Hey Mon e Miley, por exemplo.

De cara já vejo que tomei no cu e tomei preju no último fim de semana, ao encontrar uma camiseta do MCR / Revenge (modelo com a imagem maior e mais detalhada, com o nome do álbum na frente e também o nome da banda na contracapa) exatamente idêntica a que eu comprei no último Sábado, mas custando R$ 50 ao invés dos R$ 60 que gastei nela. Não foi a primeira vez que me fodi pagando mais caro em camiseta do MCR: em Dezembro de 2020 comprei uma mais caprichadona do The Black Parade por R$ 55 e, dias depois, encontrei o mesmíssimo modelo por R$ 50. Fica a dica aí para a galera pesquisar bastante os preços antes de fechar uma compra (dica que vale para qualquer coisa, não só camisetas), para não repetir o vacilo que cometi nessas duas compras. (Ou seja, perdi 15 picolés nesses dois deslizes...)

A seguir, acabei comprando a minha sétima (!) camiseta do MCR, ao adquirir uma do The Black Parade com a arte de capa um pouco diferente mais um diferencial no verso: a relação do tracklist do álbum, com direito até a faixa escondida do disco, a trollagem apenas OK chamada Blood. Me custou 50 reais, preço que realmente foi o mais baixo possível se tratando de toda a Galeria do Rock.

E, fuçando loja a loja (sendo que quase todas ainda estavam abertas, e eu tava indo rapidão nelas, uma por uma), reparei que tem dois modelos do MCR que possuo que parecem ter desaparecido de vez da Galeria: uma só com o logo - da era TBP - da banda (que comprei em 2020 por R$ 40) e a outra (que comprei em 2019 por R$ 30) com a arte da maravilinda Our Lady of Sorrows (originalmente chamada Bring More Knives), clássica faixa do debut Bullets, o único álbum realmente puro do MCR, e também o único sem nenhuma faixa fraca - e também o único sem nenhum hit...

E, após toda essa overdose de camisetas do MCR, decidi que não comprarei mais NENHUMA camiseta dos discos Revenge e TBP, já que agora tenho dois modelos diferentes de camisetas do Revenge e três do TBP.

Aí, com essa mentalidade e já imaginando que, a essa altura do campeonato, eu não conseguiria mais encontrar alguma camiseta do MCR que fosse diferente a ponto de me impressionar (e lembrando que eu NÃO compro NENHUMA camiseta dos discos Danger Days e Conventional Weapons, dois álbuns que JAMAIS deveriam existir e só queimam o filme da banda - que poderia muito bem ter acabado ANTES de lançar essa dobradinha maldita e não DEPOIS), vou e me deparo com uma camiseta deles da era TBP que eu NUNCA tinha visto na vida! Se trata duma arte toda lindona se baseando no clipe da Welcome to the Black Parade, ainda contando com o batera neonazi - que, se brasileiro fosse, seria um Bozominion nível hardcore. (Aliás, é de se perguntar o que diabos um sujeito de extrema-direita estava fazendo numa banda de extrema-esquerda... Talvez fosse só pela grana e pela fama mesmo. Ou talvez ele não fosse um cara tão xarope da cuca naqueles tempos de rockstar, e só surtou mesmo após ser mandado embora por causa de todo o bullying que ele fazia no maninho do Gerard. Bem, sei lá, na verdade.)

Enfim, essa camiseta diferentona aí inspirada no clipe da WTTBP, apesar de muito linda, também estava muito cara: R$ 75. E não tinha desconto nem à vista. Para se ter uma ideia do quanto esse preço é elevado, ali perto dessa loja tem uma outra loja de camisetas vendendo uma belíssima camiseta importada do Dokken, da tour do álbum Back for the Attack (o disco que tem a Dream Warriors, tema do Freddy 3, o meu filme favorito da franquia), custando apenas 5 reais a mais. Portanto, a camiseta gringa está custando comente R$ 5 a mais que a nacional, para se ter uma ideia do quanto estão metendo a faca nessa do MCR.

Assim, a deixei para trás. Com um certo amargor, sim, mas R$ 75 numa camiseta é um pouco demais. Até hoje R$ 60 foi mesmo o máximo que já paguei numa camiseta.

Portanto, se mais algum fã doente de MCR estiver lendo isso e quiser pegar essa camiseta sensacional aí de 75 pilas, pode ir lá na minha frente.

No mais, não encontrei nada de camiseta das outras bandas que procurava. Sendo que uma delas - Warrant do debut - só daria para adquirir com o nosso ''trutão'' da Animal, e, como eu não volto lá nem a pau, deixa quieto. (Na realidade, quando eu tinha 19 anos eu até tive uma camiseta customizada desse disco. Bem... Quem sabe o metal farofa volta a ser grande em algum momento - até parece - e os fellas comecem a vender camiseta do Warrant e companhia limitada, né...)

Bem, como já era tarde demais, teve algumas lojas que fecharam antes de eu poder verificá-las. Não terei como voltar nelas nem amanhã e nem no Sábado, mas, semana que vem, tentarei sim dar um novo pulo na Galeria e conferir as lojas restantes de camisetas de bandas.

Saindo de lá, fui no McDemon's e descobri que os cornos já aumentaram o preço do Big Mac de novo: de R$ 10.90 para R$ 11.90. PQP, uma coisa é certa: se o preço chegar na marca dos R$ 12, então eu NÃO irei mais comprar essa porra na vida. Esses motherfuckers acham que podem ficar aumentando o preço do negócio para sempre e que tudo bem. Mas não comigo, horda de arrombados. (Essa segurança que o McCancerDonor's sente em sempre aumentar os preços, mais e mais, pode estar ainda mais forte agora, época em que o Butcher King se encontra meio queimado por causa do segurança deles racista e agressor de crianças - e também por causa dos sandubas do BK, que são famosos por não conseguirem manter uma regularidade no sabor e na temperatura, estando às vezes bom e às vezes não, às vezes quente e às vezes não. É... É por essas e outras que estou boicotando o BK já faz um tempinho. E, para fazer um link com o MCR, na última vez que fui no BK, no final de 2021, estava tocando Teenagers quando entrei lá. Curioso ouvir uma canção fazendo apologia ao assassinato de bullies dentro de um ''lugar da família''. Mó barato.)

Anyway...

Depois disso fui num camelô XXX e em duas lojas pornôs, com uma remota esperança de que, talvez, talvez, fosse achar o Forced Entry de 2002 em algum lugar.

Que nada.

Porra nenhuma.

Não o achei mesmo olhando TÍTULO POR TÍTULO (entre MILHARES) nos três lugares.

A real é que, após assistir a versão original de 1973 (um clássico do estilo ''roughie'', precursor das barbaridades cometidas por fugitivos do hospício atormentados tipo Max Hardcore, Rocco Siffredi, Nacho Vidal e, aqui no Brasil, xaropes na linha Rogê e Alex ''O Maníaco da Estrada'' Ferraz - sendo que esse último ainda merece um post próprio aqui no 7NEC) e também conferir alguns cortes diferentes da decepcionante versão convencional de 1976 (lançada aqui em VHS como Entrando à Força e disputada no nicho de fitas na base de ''tiros, porrada e bomba'', como dizia a Valesca Popozuda - já que, no meio do VHS, quanto pior for o filme mais valiosa será a fita; vai entender), preciso, desesperadamente, assistir essa versão eXXXtrema de 2002 de Forced Entry, para, assim, continuar com os meus estudos e fechar essa trinca. E, de tantas tentativas fracassadas em adquirir algum tipo de cópia disso, já estou começando a me indagar se essa desgraça irá se tornar um novo Something in the Basement: ou seja, mais um filme que eu nunca irei conseguir assistir...

Bem, só o futuro dirá se conseguirei ou não assistir o Forced Entry de 2002 um dia. A sua péssima reputação (tão ou ainda mais infame do que o filme de 1973) está me deixando seriamente doente de curiosidade para assistir essa porra. Acho até que seria capaz de pagar 100 reais em um DVD original dessa atrocidade - mesmo correndo o risco do filme não ser bom. (Bem, pior do que o Entrando à Força de 1976 é praticamente impossível ele ser...)

Assim, a minha aquisição XXX da vez foi um DVD-R do Revanche, pornô das Panteras com a magnífica Regininha Torres, uma das minhas pornstars BR favoritas dos anos 90. O preço foi algo salgado para um DVD piratex, 9 reais, mas Regininha é de lei, além de ser meio difícil encontrar coisas dela online.

https://www.iafd.com/title.rme/title=revanche/year=1999/revanche.htm

E, nessa mesma seção de piratas por R$ 9 a unidade, até tinha um filme que NUNCA consegui encontrar original: o clássico dos clássicos INCESTO SENTIDO, com a maravilhosa Penélope di Monaco em sua cena mais famosa - sim, é a cena do ''Sertão Pirapiroca''. Penélope ruleia. E sem contar que o nome desse porn é um dos melhores nomes de filme de todos os tempos, e até foi plagiado pelas Brasileirinhas tempos depois. (E quer saber: se for um rip integral do DVD original, eu talvez até pegue esse DVD-R aí qualquer hora dessas - talvez na semana que vem.)

Já na área dos DVDs originais encontrei uma raridade foda: A Loira do Banheiro da X-Plastic. Já o tenho, comprado por míseros R$ 2.50 lá por 2010 ou 2011. Já nessa loja aí estava R$ 50. Se eu já não o tivesse, certamente ficaria de olho para ver se o preço dá uma caída para um valor mais amistoso. Afinal, Lauren R vale sempre a pena - simplesmente uma das minhas 10 pornstars brazucas favoritas de todos os tempos, e as cenas dela nesse filme são sensacionais, tanto as hetéro quanto as lesbo.

É isso por enquanto. Entre amanhã e Domingo voltarei aqui para relatar os meus rolês em Curitiba do final de semana passado.

ATÉ.

 


 

And Soon the Darkness: O Remake (Viagem do Medo, 2010)




Adquiri tal edição, por 5 mangos e 10 centavos, no rolê-garimpo do último FDS que ainda será relatado aqui em detalhes, muito em breve. Essa publicação acaba sendo um dos dois posts de abertura daquela postagem especial.

Lançado em DVD nacional pela bagaceira PlayArte (numa preguiçosa edição cujos únicos extras são trailers de três outros filmes - sim, não tem nem o trailer desse filme em questão), And Soon the Darkness (Marcos Efron, 2010) é o remake do filme homônimo de 1970 dirigido por Robert Fuest e lançado em VHS no Brasil pela VTI - fita essa que provavelmente é vendida pelo olho do cu de puta de luxo net afora, na casa dos abusivos e pornográficos - e gorezentos - três ou quatro dígitos.

No filme original, tínhamos duas turistas inglesas em viagem pela França. Já na refilmagem temos duas americanas (entre elas, Amber Heard, que também aparece no remake d'O Padrasto) em férias pela Argentina. Em ambas as versões, as duas protagonistas terão que lidar com a hostilidade local dos scumbags de plantão, numa cidadezinha perigosa. Entre os possíveis algozes, temos um sujeito misterioso que fica vagando por aí (vivido por Karl Urban, o bobalhão inexpressivo que interpretou o juiz Dredd naquele pavoroso game disfarçado de filme lançado uma década atrás), um David Hess dos pobres e um gambé que não parece muito preocupado com ninguém exceto ele próprio.

Apesar de alguns vacilos lá nos instantes finais (sem contar também uma certa xenofobia a la Rambo 5...), após uma hora de duração, quando o filme não consegue entregar a intensidade adequada em alguns momentos de tensão e violência, Viagem do Medo é sim um trabalho geralmente competente que, ao contrário do vexame recente Midsommar, se mostra bem sucedido ao construir um clima digno de suspense e mistério em plena luz do dia - contradizendo o ''Darkness'' do título, hehe.

E, apesar de ser remake do mini-clássico de '70, Viagem do Medo está mais preocupado em pegar carona em obras que causaram polêmica nos seus lançamentos (para merecidamente capotarem no esquecimento depois), como Albergue (do Eli Roth, putinha do Queixudo Imbecil, AKA Quentin Tarantino) e Turistas (do John Stockwell, ator canastrão que virou diretor canastrão). Mas, ao contrário daqueles torture porn desprovidos de cérebro e preocupados apenas com o shock value, Viagem do Medo está mais interessado em ao menos tentar construir alguma atmosfera de sugestão e incerteza.

A minha cotação para Viagem do Medo: 3 de 5. Um bom filme e nada mais.

É isso aí. Caso um dia eu consiga a VHS do filme de 1970, aí venho aqui comentá-lo também.

PS: Recomendo fortemente que o leitor NÃO preste atenção na arte interna do DVD da PlayArte. Afinal, os cornos prestaram um grande desserviço ao entregar um spoiler e tanto do filme na imagem ali representada. Por isso nem incluí essa arte interna entre as imagens do post. PlayArte sucks mesmo.

 


 

segunda-feira, 21 de março de 2022

Entre Digressões e o Escambau: O Post Experimental e OFF-TOPIC da Temporada (COVID, Nazismo, Ditadura Militar, Antigos Amigos Estrangeiros dos Tempos de Escola e Picaretagens do Supermercado Dia)

Titio Marcio: o seu Forrest Gump favorito - ou não...

Não sei bem como diabos farei a composição desse post experimental que, até certo ponto, poderá ficar meio bagunçado. Acho que simplesmente sairei falando aqui e ver no que dá.

OK, por onde começar...

Desde o seu surgimento, em Dezembro de 2019, até o início oficial da quarentena em São Paulo, em Março de 2020, sempre achei uma hipocrisia do caralho isso de ficar tratando a COVID-19 como a vinda de algo absolutamente horrível e descomunal. Como se o Planeta Terra fosse algo minimamente digno antes da COVID. Inacreditável.

Ainda pior é ver essa galera que vive na ilusão e na negação, achando que a humanidade poderia evoluir de alguma forma após a eventual dizimação da COVID. Até parece: a história da humanidade sempre esteve marcada por desgraças de todos os níveis, e nenhuma sociedade nunca aprendeu porra nenhuma com essas atrocidades, sempre repetindo os erros dos seus antepassados e se envolvendo em novas crises.

A única saída é ninguém mais ter filhos e, assim, esperar o fim de tudo.

E nisso de repetir os erros do passado me vem a cabeça algo que, até hoje, não consigo entender: a eleição do Bozotário em 2018. Na verdade, até entendo mas não consigo tolerar. Após 21 anos de aberrações grotescas conduzidas pela ditadura militar, os otários de plantão vão lá e elegem um nostálgico daquela época (e groupie assumida do canalha-covarde mór Ustra - devidamente enrabado pelo tridente do Capeta enquanto escrevo essa postagem) para PRESIDENTE DO PAÍS. Puta que pariu, o Brasil é mesmo o país mais fodido do Planeta.

E, com todo esse papo atual de nazismo, graças a declarações dadas pelo maconheiro xarope do Monark e o muito mais deplorável Kim Katapiroka do MBL (o mesmo partido neo-fascista do devidamente cancelado Arthur do Mal), acabei me lembrando de que, nos tempos de escola, tive um amigo libanês fã da Linda Blair (inclusive, uma das minhas primeiríssimas VHS foi Ruas Selvagens, que ele me deu a fita em 1999) que, ao visitar a goma dele pela primeira vez, também em 1999, para conferir uma dobradinha de Skins (Linda Blair de novo - vai ver ela é uma celebridade no Líbano) com A Bruxa de Blair (que havia acabado de sair em vídeo - e vai que ele alugou a fita pelo BLAIR do título...), tive uma surpresa ao entrar no quarto dele. Bem... O cara tinha, simplesmente, uma bandeira com uma grande suástica na parede do quarto. Puta que pariu. Mas daí ele deu uma explicação até que interessante: disse que, como Israel sempre oprimiu intensamente o Líbano (''Israel é o sucessor do nazismo'', como bem disse o 7 Dias em Entebbe do nosso ''orgulho nacional'' José Padilha), ele odiava judeus acima de tudo e, nessa questão, até simpatizava com o nazismo. (E é interessante pensar que, naquela época, entre finalzinho dos anos 90 e comecinho dos anos 2000, meus únicos amigos de escola eram estrangeiros: um libanês e um sul-coreano - sul-coreano esse que odiava o Japão tanto quanto o colega Libanês odiava judeus. Bem... É como diz naquela música dos Killer Dwarfs: ''ALIEN IN YOUR OWN HOME TOWN''. Eu era tão alienígena no meu próprio país, na minha própria cidade, que meus únicos amigos de escola eram estrangeiros. E foi engraçado uma vez que os dois saíram na porrada, e ficou um xingando o outro na sua própria língua natal. Uma das cenas mais WTF que já presenciei na minha vida inteira. Curioso também foi pensar que, no exato instante que rolaram os ataques às Torres Gêmeas dos ultra-hiper-mega-deploráveis EUA, eu estava na casa desse amigo coreano gravando umas fitas K7 de metal. Eram gravações que iam do new metal do Linkin Park até o nerd metal de bandas como Gamma Ray e os fucking retards do HammerFall. E o tipo de gravador era tão tosco e rudimentar e old school que, em certos momentos, até gravava os sons ao redor, e não somente as músicas sendo gravadas ali. Assim, em uma certa parte o gravador salvou a voz do meu amigo coreano dizendo ''ACHO QUE FOI O BIN LADEN'', naquele sotaque mucho loco dele, por cima de um trecho de uma música do Gamma Ray. Aliás, vou ver se reencontro essa fitinha K7 em algum lugar, para ouvir isso novamente.)

Anyway, altas digressões aqui. O que eu gostaria de dizer, para começo de conversa, é que acho muito, muito mais ofensivo trombar alguém saudosista da ditadura militar brasileira do que de qualquer outra coisa. Se alguém demonstra algum tipo de apoio ou saudosismo da ditadura perto de mim, eu corto relações com a pessoa NA HORA. E, novamente, acho mesmo extremamente ofensivo pensar que elegeram AQUILO para presidente da nossa nação. É bem naquelas: ''quem não aprende com os erros da história está fadado a repeti-los''. Ditadura militar nada mais é do que os militares tendo carta branca e poder desmedido para, das formas mais covardes possíveis, sequestrar, torturar e assassinar civis impunemente - sob a desculpa de estarem protegendo a segurança nacional, quando, na verdade, estão mesmo interessados em poder e $$$. Como diabos podem eleger para presidente do país um sujeito saudosista disso...

(...)

E, numa transição absurda aqui, gostaria de deixar registrado meu desgosto com os supermercados Dia - algo que eu já havia citado em um PURE MASSACRE gourmet de 2020.

Os supermercados Dia são o cúmulo da hipocrisia. Vivem aumentando os preços das coisas mas tem a cara de pau de colocar anúncios do tipo ''preços baixos e Dia são sinônimos'' e outras palhaçadas.

E sem contar os horrendos produtos da marca Dia, tipo o pão de forma deles que mais parece um amontoado de farelos vencidos que foram emendados, embalados e colocados à venda. Ou a lasanha deles, AKA pior rango ever.

Ainda pior são as pegadinhas deles: tu vê um certo preço marcado lá e, daí, vai no caixa comprar o bagulho. Chegando lá descobre que o mesmo produto está mais caro. Mas, como o visor geralmente não está virado para nós nos caixas (outra pilantragem deles), é preciso ficar esperto e ter uma noção do valor total da sua compra - e, é claro, sempre verificar direitinho a nota fiscal, para ver se de fato confere com os preços marcados nos produtos em si.

E, é claro, também existe um outro tipo de pegadinha deles, que é ver um produto custando um certo preço mas, ao ir no caixa, descobrir que aquele preço só será praticado se você comprar uma quantidade X daquele item.

É...

Dia fucking sucks. Essa rede de supermercados chupa tantas bolas quanto o seriado do Ash Vs. Evil Dead. Tem que ficar esperto sempre por lá. Os cornos usam mais click baits mentirosos do que diversos YouTubers por aí.

(...)

No mais, muito em breve irei em todas as fontes físicas possíveis de pornografia em São Paulo tentar conseguir um VHS, DVD ou DVD-R do Forced Entry de 2002, que estou extremamente curioso e doente para assistir. Falando nisso, ando assistindo todos os cortes possíveis da versão de 1976 (aquele filme lançado em VHS aqui - aparentemente cortado - pela Taipan, AKA Tupã, como Entrando à Força, protagonizado pelas scream queens gostosas e desprovidas de talento Tanya Roberts e Nancy Allen), e até parece que, em algum momento, terei que fazer uma nova postagem dedicada ao trio Forced Entry (1973, 1976 e 2002), com uma série de atualizações gerais mais o review do filme de 2002. Tudo irá depender, é claro, se irei ou não conseguir conferir a versão de 2002. Inclusive, até tentei encontrar alguma cena dela nos XVideos da vida, mas no luck.

Bem, é isso por enquanto. Na minha próxima vinda aqui, provavelmente retomarei a série Dezembro Alternativo, abordando um slashersploitation 80 aparentemente inédito no mercado oficial BR.

PS: Parece que, recentemente, a VHS Torre do Medo foi vendida online por R$ 1.000 - sim, mil fucking reais. Não sei quem a vendeu ou quem possivelmente a comprou, mas, no caso de um eventual comprador, já é caso dos familiares cogitarem a internação do indivíduo. Claro que cada um faz o que quiser com o próprio dinheiro, mas, de boa, mesmo se eu fosse MILIONÁRIO eu não pagaria 4 dígitos em N-E-N-H-U-M-A fita VHS - muito menos num slasher bagaceiro, picareta e apenas OK na melhor das hipóteses, dirigido por um cara que sempre prezou a quantidade acima da qualidade e, até hoje, nunca dirigiu um único mísero grande filme. (Na realidade, o máximo que eu pagaria numa fita é 90 reais, estourando. A única exceção seria Premonição de 1977, que eu poderia pagar três dígitos.) E isso sem contar que, ao pagar esse valor numa fita relativamente aleatória, você está apoiando uma tática completamente errada e mal-intencionada, incentivando os preços demasiadamente abusivos de fitas. São eventos assim que me lembram do quanto o ato de se afastar completamente do extremamente tóxico meio do VHS é tão essencial quanto cortar relações com saudosistas da ditadura militar. E, se tratando de Jim Wynorski, o máximo que eu pagaria numa fita dele seria, sei lá, 40 ou 50 reais estourando na Chopping Mall alterna. De resto, pagaria no máximo 20 ou 25 reais em Torre do Medo (que o finado Apê da Liba tinha por UM DÍGITO cerca de uma década atrás) e, estourando, 15 reais na sua ''requel'' - que consegue o milagre de ser ainda pior. E, por falar em Wynorski, para quem puder se interessar, quero me desfazer da VHS Vampiro das Estrelas. Essa é a minha VHS menos favorita de toda a minha coleção, não possui nenhum valor para mim (na verdade, até possui um valor negativo) e só está ocupando espaço indesejado aqui. Se alguém tiver interesse, eu a troco por qualquer item minimamente do meu interesse - seja VHS, DVD, Blu-ray, CD full-length ou single...

Caso não consiga trocar essa fita, terei o maior prazer em colocar fogo nela numa futura caça kamikaze por VHS. Aí ela fará companhia no inferno ao CD debut do Babylon AD e ao # 18 da HQ Batman: O Desenho da TV, dois itens malditos que tive o maior prazer possível de incendiar antes de sair no meu garimpo de VHS do último dia 12 de Fevereiro.

 


 

quarta-feira, 16 de março de 2022

TRIPLE FUCKING EXTREME MERCILESS MASSACRE FROM FUCKING HELL = Titio Marcio Massacrando Três Lixos Terminais de Hollywood: 000 sem Tempo para Morrer + Homo-Aranha sem Volta para Casa + Noite Putaça em Soho


 

 

DIE, HOLLYWOOD, FUCKIN' DIE.

Sei que perdi o timing e não massacrei esse trio de ofensas Hollywoodianas nos seus lançamentos, mas antes tarde do que nunca. Revisitarei aqui minhas anotações da época que os vi, e também minhas dolorosas recordações de quando conferi esse trio de lixos inacreditáveis sem absolutamente nada que os salve. Para piorar, os três filmes são longos pra caralho, já que seus diretores pretensiosos pensam que são gênios fazendo obras-primas épicas. Fuck them all. (E é óbvio que não gastei nenhum centavo assistindo essas porras no cinema ou em home video oficial. Se eu tivesse dado um centavo que fosse para esses filmes, certamente ficaria com a consciência tão pesada que só o suicídio resolveria o problema.)

007: SEM TEMPO PARA MORRER

Após a intro ridícula, logo nos 2 minutos de filme temos um jumpscare genérico e vagabundo a la slasher de décima categoria, seguido por inconsistências nonsense no roteiro logo nos 6 minutos de duração. PQP. James Bondage é mesmo uma franquia que o espectador precisa se tornar o mais burro possível para - tentar - admirar. Caralho, é foda.

Aí, mais adiante, aos 18 minutos, temos uma perseguição de carros bem qualquer nota, culminando nos micro-explosivos que o 000 tira do cu. Vai se foder.

Aos 24 minutos temos a Billie Eilish quimando o filme em definitivo, com sua contribuição para a trilha sonora disso.

Mais para a frente teremos algumas tentativas de subverter tradições dessa saga pavorosa, mas que não subversivas o suficiente para tornar isso daqui minimamente interessante.

E nem a Lea Seydoux ou a Ana de Armas conseguem trazer algum interesse a essa desgraça. É melhor rever as duas nos inúmeros filmes de putaria que elas fizeram anteriormente, já que nem nisso a saga do James Bunda presta. E, by the way, a participação da Armas é numa sequência simplesmente lamentável, com um tiroteio totalmente caricato e amador.

Bem, nem sei mais o que dizer aqui. É só mais um capítulo na franquia do 000, ou seja, personagens caricatos por todos os lados, mais diálogos espertalhões e infantis com situações pretensamente surpreendentes. A terceira pior franquia da história do cinema, logo atrás da saga da galera que curte enfiar um sabre de luz toba adentro e da cinessérie do Capitonto Kirkunt fazendo troca-troca com a Dra. Spockunt enquanto gritam ''vida curta e inútil''.

Pau no cu do espião a favor da rainha arrombada da Inglaterra. Foda-se esse filme e essa franquia. (E meus agradecimentos ao Guitardo pela bela thumb que ilustra essa postagem.)

HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA

Me sinto mal só de lembrar de quanto assisti isso. Lembro que, logo nos primeiros 10 minutos de filme, eu já sentia que iria morrer. Principalmente quando pensava que, como se trata de filme da Marvel, e esses cornos arrombados pensam que estão fazendo uma série de obras-primas atemporais, o negócio certamente seria longo pra caralho.

Enfim, logo de cara já sinto vontade de levar um murro do Mike Tyson para desmaiar e/ou morrer: Jake Gyllenhaal fazendo ponta em filme de super-herói. E eu que era tão ingênuo que pensava que podia confiar nele; que ele jamais faria filme de super-herói na vida. Porra, justo o cara que esteve em um dos filmes mais importantes da minha vida - Zodíaco - e agora está aparecendo NISSO. Deplorável.

Aí temos um monte de personagem falando ao mesmo tempo, e aquela cena ridícula do ''dude'', ''dude'', ''dude''. Caralho, é mesmo inacreditável que alguém não tenha tentado interromper as filmagens DISSO. Caralho, se eu visse as filmagens de um filme assim rolando na minha frente, ou de um Batman, ou de um Jogador Número 1 da vida (certamente o pior filme que assisti na década passada depois do imbatível de ruim A Hora Mais Escura, da Kathryn Big Low), eu certamente me revoltaria de alguma forma e mandaria diretor e equipe de produção tomar no cu, e tentaria impedir as filmagens da forma que fosse possível. Não dá pra entender como alguém pode ficar de boa assistindo as filmagens de coisas do tipo sem fazer nada contra.

Bem, enquanto isso não acontece, faço a minha parte expressando meu desgosto com essas aberrações cinematográficas e boicotando esses lixos com todas as minhas forças. Se depender de mim, esse tipo de cinema deixa de existir imediatamente.

E tem mais: absolutamente TODOS os personagens de Sem Volta para Casa são fuckin' boring. Dizer o que então de quando temos TRÊS Homo-Aranha juntos em cena (como se um só já não fosse mala o suficiente), com três intérpretes canastrões, em meio a lutinhas genéricas e cheias de efeitos especiais escandalosos para tentar disfarçar a ruindade geral da parada?

E sem contar, é claro, das tentativas habituais da Marvel de se fazer algo engraçadinho. Vai tomar no cu.

Super-heróis de Hollywood... Poucas coisas são piores do que isso. Além da extrema falta de qualidade cinematográfica, é um tipo de cinema totalmente hipócrita, já que vem de um país que prejudica e fode o mundo inteiro, mas, nesses filminhos, fica pagando de salvador heroico da humanidade e do mundo. E é claro: se dependesse de Hollywood, com seus filmes horrendos estreando em zilhões de salas ao redor do mundo, esse seria o ÚNICO tipo de cinema existente - um cinema que não questiona nada e trás um retrato completamente mentiroso das coisas.

Foda-se o Peter Parker e todos os demais personagens da Marvel - e da Defective Cunts também.

NOITE PASSADA EM SOHO

Mais uma bomba nuclear do mesmo imbecil responsável pelo pseudo-cômico Todo Mundo Quase Morto e, pior ainda, por Is Cunt Pilgrim, um das piores atrocidades já cometidas por ALGUÉM.

E agora esse otário retorna com essa porra de Noite Putaça em Soho, vergonha alheia nível extreme.

E, caralho, tô vendo ali minhas anotações da época que o vi e elas são enormes... E nem sei por onde começar.

Mas, logo de cara, quero dizer que uma coisa que me deixa puto pra caralho aqui é a pretensão do Edgar Wrong de fazer algo mais ou menos na linha de clássicos como Céline & Julie, Persona, As Margaridas, Três Mulheres, História de Melancolia e Tristeza, Estrela Nua, Eternamente Lulu (OK, esse talvez não seja um clássico, mas enfim), Cidade dos Sonhos, Cisne Negro e tantos outros filmes facilmente superiores a esse.

Para piorar, as partes musicais são vergonha alheia total e estragam completamente a tentativa de se criar sequências sérias de mistério e horror - que também são péssimas. Ou seja, Soho falha em todas as áreas possíveis. Falha também nas partes ''quero ser Heathers'' - o que é curioso, já que a Anya Taylor Joy já havia feito um filme muito, muito ruim que tentava ser Heathers.

Ahh, e sem contar a mensagem feminazi de que putanheiro é tudo filho da puta mal caráter e abusador de mulheres. Caralho, esse filme consegue fazer Ninfomaníaca 2 parecer anti-feminazi em comparação - é de dar um nó na cabeça mesmo, mas a extrema incompetência do diretor de Is Cunt Pilgrim jamais pode ser subestimada.

Para piorar tudo de vez, temos assombrações nada assombrosas e que poderiam muito bem estar em uma produção qualquer da Blumhou$e. O que é reforçado pelos jumpscares EPIC FAIL e pelas tentativas igualmente fracassadas de se criar uma atmosfera delirante.

Caralho, que filme horrível do caralho.

VEREDITO:

É, acho que terei que passar por uma sessão de hipnose para tentar esquecer que assisti essas três abominações. Eu já não esperava nada mesmo de 000 e da Marvel, mas, teoricamente, Soho seria daquela linha que é a minha cara, dos filmes na linha de Cidade dos Sonhos, com as duas mulheres misteriosas trocando de identidade e entrando em realidades paralelas e os caralhos... Mas a execução é a mais decepcionante imaginável. E tem outra: homem feminazi é a mesma coisa que pobre de direita ou negro racista. Ou seja, por incrível que pareça, acho que Soho é o filme que mais odeio dessa trinca. A ruindade de Edgar Wrong é algo para ser estudado por cientistas do mundo inteiro. Esse sujeito é um fenômeno da falta de qualidade. (Um detalhe curioso é que adquiri esse DVD ''paralelo'' em um lugar também chamado Soho, na noite anterior ao dia que o assisti. Ou seja, quando o assisti, era um filme que eu, realmente, havia adquirido na noite passada no Soho. Bizarro.)

sexta-feira, 11 de março de 2022

(TRIPLE FORCED ENTRY) Entrando à Força X3: O Original XXX de 1973 e o Remake ''Mainstream'', Frustrante e Politicamente Correto de 1976 com a Tanya Roberts e a Nancy Allen... E a Minha Caça ao Remake XXX de 2002 Produzido pelos Psicopatas da Extreme Associates










 

 

TITIO MARCIO ENTRANDO À FORÇA EM DOSE TRIPLA

FORCED ENTRY (1973, Shaun Costello)

Na sua autobiografia, o lendário astro pornô Harry Reems diz que, de todos os inúmeros porns em que esteve diante das câmeras, o Namsploitation (não confundir com nunsploitation) / home-invasion sexualmente explícito Forced Entry é o único que se arrepende de ter feito.

Reems interpreta aqui um veterano do Vietnã traumatizado com a guerra - sendo que, supostamente, Forced Entry foi o primeiro filme a lidar com o tema do Nam vet traumatizado. Não sabendo lidar com os tormentos made in Nam, decide stalkiar, estuprar e matar uma série de mulheres que tem a infelicidade de cruzar o seu caminho. O seu modus operandi é o seguinte: trabalhando como funcionário em um posto de gasolina, ele só aceita o pagamento em cartão de crédito para, a seguir, dar um jeito de conseguir os endereços de suas futuras vítimas. Aí será carnificina total.

Assim como outros títulos notórios como A Dirty Western (lançado em VHS no Brasil pela Elite VP - vacilei de deixar a fita em questão passar batida por míseros R$ 5 no ano de 2016) e The Taming of Rebecca (que tem a cara de pau de chupinhar a trilha sonora de Halloween!), Forced Entry também é um clássico roughie - nome dado a esses pornôs barra-pesada com doses cavalares de misoginia, psicose e violência realista.

E, apesar de um tanto repetitivo e mais longo do que deveria, Forced Entry faz por merecer o título de ''clássico roughie'': a abertura com os flashes - um ano antes da primeira estripulia do Leatherface - termina com o título do filme aparecendo dentro do crânio arrebentado de um personagem, e o filme ainda apresenta constantes flashbacks com cenas reais da guerra do Vietnã - intercalados com as cenas de estupro e assassinato. Tudo isso acompanhado por uma trilha sonora bastante creepy.

Inclusive, o filme de 1973 (que ainda pode ter influenciado O Maníaco, além das atrocidades da fase explícita da Boca do Lixo e também ''coisas'' como Baise Moi) tem mesmo mais chances de agradar os fãs de horror e cinema extremo do que o pornófilo padrão que só quer bater uma de boa. Mesmo porque seria muito difícil alguém conseguir se excitar vendo atrocidades como Forced Entry e o ainda mais grotesco The Taming of Rebecca...

ENTRANDO À FORÇA, A.K.A. FORCED ENTRY (1976, Jim Sotos)

... e foi justamente pensando mais no lado do horror do que no pornô que, três anos depois, o cineasta Jim Sotos (que, na década seguinte, faria o mediano slasher Doce Dezesseis Anos, AKA Sweet Sixteen - lançado no Brasil através da minha VHS alternativa adquirida no Dezembro passado) decidiu refilmar Forced Entry como um filme convencional, sem cenas de sexo explícito. Para as protagonistas, elencou duas atrizes que se tornariam conhecidas mais tarde: as gostosudas Tanya ''Armadilha para Turistas'' Roberts (que também viraria Pantera e Bondgirl - ao participar do deplorável 000 na Mira dos Assholes Suínos, que ainda possui aquela canção-tema horrorosa dos palhaços do Duran Duran) e Nancy ''Vestida para Matar'' Allen (que também faria a parceira do RoboCop naquela trilogia que começou bem e terminou da pior maneira imaginável). Já para o psycho rapist, foi escalado um tal Ron Max, mais canastrão do que os filhos do tripolar José Luiz Datena, AKA O Rei do Nepotismo.

Ao contrário do XXX original (que parece ser inédito no mercado brasileiro - mas vai saber, já que nunca é possível cravar nada nessa porra), este remake de 1976 foi sim lançado no Brasil em VHS no luxuoso formato big box, pela querida Taipan, AKA Tupã. (Só nos resta imaginar se, em algum canto do nosso Brasilzão, tem alguém que possui essa edição com a capa de big box intacta... Aí está uma fita que eu pagaria até 50-60 reais, desde que estivesse com a capa big box intacta e em ótimo estado. Já com a capa recortada eu pagaria 30 reais estourando. Até pagaria preços maiores se fosse um bom filme, mas, nesse caso, esses valores seriam o meu limite.)

''Mas Tio Marcio, afinal de contas, esse Entrando à Força presta ou não?''

Então... Não exatamente. Enquanto o original de 1973 cumpre o seu papel como um roughie niilista e infernal, o filme de 1976 é bastante comportado e previsível, não tendo os culhões de trilhar os mesmos percursos psicóticos e mentalmente desequilibrados da obra de Shaun Costello. E é bem ridículo pensar que o Joe Nobody chamado Jim ''Sweet 16'' Sotos nem teve a coragem de tirar a roupa de uma Tanya Roberts desesperada e em início de carreira - que, apesar de uma longa sequência em que engatinha de quatro, não mostra porra nenhuma aqui. (Algo mais ou menos parecido aconteceu no Brasil recentemente, quando o Dennison Ramalho - conhecido pelos seus curtas pesados e transgressores - estreou na direção de longas de forma um tanto polida, e nem tendo coragem de tirar a roupa da Bianca Comparato - que mostrou tudo e mais um pouco na fodástica minissérie A Menina sem Qualidades. Incrível pensar que a MTV conseguiu ser mais ousada do que o cara que fez  Ninjas, Amor Só de Mãe e o segmento mais fodão do segundo ABC da Morte. Vai entender.)

Enfim, apesar de alguns poucos bons momentos (umas duas ou três cenas de algum destaque), Entrando à Força é um remake limpinho demais que passa vergonha perto do Forced Entry de 1973, o supra sumo da imundice e da desgraça.

Entrando à Força: um filme cuzão de um diretor que, a julgar por isso e pelo Doce Dezesseis Anos, é limitado pacaray e caiu de paraquedas no mundo do suspense-horror-exploitation.

OK. Já entre as imagens do post, os presenteio com a pequenina crítica que o saudoso (?) Rubens Ewald Filho escreveu para Entrando à Força na época do seu lançamento em VHS nacional, assim como a notinha que algum dublê de crítico fez para o filme no informativo porém mal humorado guia de vídeo da Nova Cultural. Foda-se que o filme é chato e irregular: todos os filmes, bons ou ruins, merecem uma análise cautelosa e justa. Chega a ser ofensivo pensar que esses caras eram pagos para escrever diversas asneiras para veículos old school de cinema e vídeo - enquanto o seu humilde narrador se esforça tanto para fazer postagens bastante caprichadas, informativas e completas e, em troca, nunca ganhou um mísero centavo para isso, além de ser alvo de acusações mentirosas e demais ataques variados net afora. (O que não chega a ser novidade alguma, já que passei a vida inteira recebendo ataques levianos nessa linha e em outras também.)

E, para fechar, é interessante notar a quantidade de títulos alternativos para Entrando à Força. Além de Forced Entry, também tem os seguintes:

The Last Entry

Last Rape

The Last Victim

Mr. Death

Next Victim

Rape in the Suburbs

PS: Existe ainda um remake pornô de 2002 dirigido pela Lizzy Borden e estrelado pelo Michael Stefano, com produção da Extreme Associates - sim, a mesma empresa que aparece naquele mockumentary débil mental chamado Confessions of a Porn Addict. Mas não consegui conferir essa versão desse milênio - ao menos não por enquanto - e portanto não terei agora como tecer pitacos sobre ela. E fica a dúvida se este remake de 2002 chegou ou não a ser lançado no Brasil em VHS e/ou DVD... De qualquer forma, o Forced Entry 2002 - que ainda é inspirado no serial-killer real Richard Ramirez - tem a reputação de ser bastante doentio e violento, além de trazer no elenco pornstars cultuadas como a também diretora Jewel De' Nyle e a ''Traci Lords canadense'' Alexandria Quinn, que começou na pornografia ainda menor de idade. Bem, só sei que estou extremamente curioso e desesperado para conferir essa versão também, que possui uma reputação tão ou mais infame que o filme original de 1973. Caso o Don Dado não me consiga ele via DadoTorrent, fuçarei todas as fontes pornográficas possíveis de Sampa Rock City atrás de um DVD ou DVD-R dessa porra.

''If you're a fan of rape movies, or a card carrying misogynist, you're probably going to really like this movie. If you're the senstive type, bring a barf bag with you. If you're a store owner, retain legal representation before stocking Forced Entry 2002.''

Parece bão.

PS OFF-TOPIC: Tomara que o show do MCR Cover dessa noite mande bem e, dessa vez, toque coisa do Bullets - ao invés de presepadas insuportáveis do tipo The Ghost of You (chatice intragável cujo clipe foi feito por um Zé Ruela que depois viraria diretor de lixos cinematográficos da Marvel - pleonasmo) e Mama (MCR chupando Queen e alcançando um resultado simplesmente pavoroso, cheio de finais falsos e a vexaminosa participação da moribunda Liza Minelli). Aliás, The Ghost of You e Mama (e também a sonolenta Sleep, que faz jus ao nome) são provas concretas de que o Bullets é mesmo o ÚNICO álbum do Bi Chemical Romance que não possui nenhuma faixa ruim. Bem, vamos ver se esse show será bacana e, dessa vez, sem pataquadas problemáticas. Dependendo da minha empolgação (positiva ou negativa), voltarei aqui para escrever sobre ele e sobre aquela Emo Party anterior (Novembro de 2021), cujo review ainda estou devendo pra galera.