sábado, 27 de fevereiro de 2021

10-02-2021 = Guarulhos (RYOKO N ROLL)


 

 

Aqui estou eu, finalmente relatando a histórica ida a Guarulhos do dia 10 desse mês. Bem, antes tarde do que nunca.

 

No dia em questão, uma Quarta, me encontrei com o Gabriel ''Dado'' Caroccia para irmos a Guarulhos. Eu não pisava lá desde Abril de 2012, quando encerrei em definitivo meus problemas relacionados aos meus dias de funcionário da ultra-hiper-mega-detestável Proguaru. Já o Caroccia jamais havia estado lá na vida.

 

Após almoçarmos na estação Tucuruvi, pegamos o ônibus em direção de Guarulhos. E a nossa primeira parada foi a antiga casa do Alex, onde peguei um pacote muito apetitoso com a simpática mãe dele.

 

Paramos ali perto para ver o que havia no pacote. Claro que já sabia que teria o inacreditável single Jeans, da Ryoko Hirosue, finalizando, assim, toda uma jornada de busca oficialmente iniciada em 2 de Abril de 2012, quando, basicamente, tive uma versão menor - porém bastante impactante também - da visão que eu teria praticamente um ano depois com a VHS Premonição. Mal sabia eu que levaria quase oito anos para adquirir o single Daisuki! (https://7noites7.blogspot.com/2020/01/suck-this-fucked-up-curse-fc-scumbags.html?zx=1e731399eeceed11), e quase 9 para conseguir Jeans.

 

Basicamente foi assim: no dia 2 de Abril de 2012, tive uma espécie de visão, premonição ou sei lá o que diabos, que me informou que, conseguindo os singles Daisuki! e Jeans (que eu já caçava sem sucesso desde a metade de 2007, quando ouvi o B-side Private e virei fã da Ryoko - que antes só conhecia como atriz), eu finalmente teria o que mais procuro na vida. Aí, quase um ano depois, em 28 de Março de 2013, tive uma outra visão, na mesma linha porém muito mais intensa, de que, para atingir aquele mesmo objetivo da visão anterior, eu teria que adquirir a VHS Premonição (7 Notes in Black ou The Psychic).

 

O problema é que, antes de adquirir Daisuki! em Janeiro do ano passado, eu meio que não havia entendido que a minha missão de vida não era apenas conseguir Premonição; e sim conseguir a dobradinha de singles da Ryoko antes, me dando, assim, a permissão adequada para sair na caça de Premonição.

 

OK, quem estiver lendo isso deve pensar que eu sou totalmente biruta ou algo do tipo. Vocês teriam que estar no meu lugar para entender do que estou falando.

 

Mas, para encurtar tudo, agora que eu tenho ambos Daisuki! e Jeans, finalmente conquistei o direito de, por fim, sair no encalço da VHS Premonição.

 

E, sobre Jeans, uma coisa é certa: só conseguirei recompensar o Alex à altura caso eu o consiga, um dia, ao menos uma das três fitas que ele mais deseja: os slashers guilty pleasure Turnê Assassina (Nacional), O Mistério no Colégio Brasil (Manchete) e A Praia do Pesadelo (LK-Tel + 20-20 Vision).

 

E eis que, além de Jeans (que possui Private como lado B - a melhor canção da curta carreira de cantora da Ryoko), veio ainda duas surpresas no pacote.

 

Uma era o Blu-ray Blood Rage, lançado em VHS no Brasil pela Wera's. (E também num broxante DVD pela Vexátil Hype Vírus, empresa que canais questionáveis do YT, como Cinema Ferox e outros, adoram encher a bola e tentar convencer seus inscritos a jogar dinheiro fora nos seus produtos frustrantes.)

 

Blood Rage, AKA Shadow Woods: O Pesadelo, é a minha primeira edição da luxuosa Arrow. O slasher também conhecido como Slasher (!) cresceu ainda mais nessa incrível edição azul, que ainda possui extras muito deliciosos. Simplesmente sensacional.

 

E o outro item  foi o CD debut do Shotgun Messiah, hard rock escandinavo (sueco, para ser mais específico) que agradará em cheio os fãs de bandas como Pretty Boy Floyd, Faster Pussycat, Dangerous Toys (a banda favorita da Karen do Violet Soda, hahahahahaha), Vain , os nossos Bastardz e, principalmente, TIGERFUCKIN'TAILZ, é claro!


Os grandes destaques desse disco extremamente divertido são os carros chefes Don't Care 'Bout Nothin' (canções metralhando escolas ou faculdades - ou as duas coisas - são sempre bem-vindas), Shout It Out (que possui uma pegada hip hop, meio Beastie Boys até, e muito mais empolgante do que a superestimada Dr. Feelgood, do Motley Crue já totalmente vendido ao mainstream), Nowhere Fast (que não possui afiliação a canção homônima do Fire Inc., presente na trilha sonora do ultraestimado Ruas de Fogo - aliás, Nowhere Fast é a única coisa realmente boa daquele filme) e a seriamente nostálgica Nervous. Essa última, para mim, permanece mesmo entre as canções mais nostálgicas do gênero, ao lado de outros petardos maravilhosos, como Fallen Angel do Poison, e a dobradinha Toast of the Town + Holdin' on for Love (na versão demo), dos já citados Motley Crue e Vain.

 

E uma coisa bem curiosa: nos meus tempos de ''rockstar'' cheguei a compor uma faixa chamada We Don't Care 'Bout Nothin, sem saber na época que o SM tinha uma canção com o nome praticamente homônimo, até na grafia - canção essa que só fui descobrir algum tempo depois, lá nos idos de 2007.


Enfim...

 

Depois desse pacote incrível, é claro que qualquer coisa que encontrássemos em sebos seria uma gigantesca decepção para mim. Óbvio.


Ainda assim, rumamos a dois endereços sebísticos da cidade. (Aliás, eu fiz confusão aqui e perdi a relação dos CDs adquiridos pelo GC nesse dia. Portanto, Gabriel, sinta-se livre caso queira compartilhar essa relação com a galera. Lembro que teve um CD japa do A-Ha, mas não recordo mais nada das suas aquisições do dia.)


Portanto, dentro do primeiro sebo, acabei não levando absolutamente nada. Nós até encontramos uma dupla de CDs gringos de um tal Carnival Art, mas deixamos passar. E, nos compactos, não havia nada também. (Leia-se: não havia nada do Berlin, o único grupo do qual eu compraria compactos.)


Fomos então ao segundo e último sebo do rolê.


No caminho, paramos num barzinho, onde o dono havia sumido, deixando apenas um tiozinho muito louco - e bebum - para tomar conta da bagaça. Eu e o GC só queríamos mesmo tomar um pouco de suco, antes de irmos pro próximo sebo. Como não avistei nenhum álcool gel por perto, perguntei pro tiozinho lá (que parecia ser chegado do dono ausente) pelo barato. Aí o animal diz que tem sim, e me oferece ÁLCOOL PURO para lavar as mãos. Un-fucking-belUweBoll. Se não fosse o suficiente, ao pedirmos nossos sucos de 500ML (o maior tamanho disponível), o sujeito olha pros copos do recinto e entra num piripaque tipo Chaves, saca? O cara simplesmente não sabia o que fazer e entrou em estado catatônico, PUTA QUE PARIU. Aí o Caroccia tacou uma ''É O COPO MAIOR'', o que deixou o tiozinho xarope um tanto puto, hahahahaha.

Após o suco não muito bom, entramos, finalmente, no sebo da saídeira.


Sendo recebidos por um tiozão que se revelaria meio mala, descobrimos de cara que o lugar tinha sim uma pequena seção de VHS. Mas, além das fitas não serem tão boas, os preços estavam dignos de leilão do What's App, o que nos broxou de vez. Por exemplo: aquela Deadline, da AB, que a gente havia acabado de trombar em SP por R$ 5, estava 50 mangos por lá.


Já em outras seções do recinto, achei uma curiosidade: a edição argentina do CD Hannah Montana: O Filme, com as magníficas Spotlight e Let's Get Crazy na trilha. Não peguei por estar satisfeito com o CD nacional e também por não ser tão obsessivamente fanático por ''all things Miley'' quanto as pessoas pensam que eu sou.


No fim, acabei levando apenas dois Blu-rays de lá, sendo um deles aberto e gringo (O Escritor Fantasma, R$ 15), e um nacional e lacrado (Hanna, R$ 12). Foram raros exemplos de coisas custando um preço digno por lá. De resto, tudo muito caro, e até CD pirata (pirata mesmo, cópia de original em CD-R - nada a ver com bootlegs) tinha lá à venda.


De quebra, ouvimos o tiozão lá resmungando baixinho da gente para um funcionário do local. Acho que ele esperava que a gente comprasse mais coisa ou sei lá que porra. É: esse velho só não foi mais xarope do que um gayzão chato pra caralho que veio me encher o saco pouco antes disso, tentando puxar assunto sobre o ridículo seriado Ash Vs. Evil Dead e outras pataquadas. O Caroccia tá de prova disso, inclusive. (É foda: nenhuma mina minimamente gostosa vem se jogar pra cima de mim. É sempre só essas bichas assediadoras filhas da puta enchendo o saco, vai tomar no cu. Bem... Por mais que o Albino seja um mal caráter que estraga o meio do VHS, me lembrei agora duma vez em que ele estava reclamando, falando que estava de saco cheio por ser um ''para-raio de viado'' - algo que eu, bizarramente, presenciei num sebo de SP, quando um maluquinho claramente ''alegre'' passou a dar em cima dele. E, por mais que eu odeie admitir, terei que concordar com o Albino dessa vez: é foda ter que aguentar essa galera LGBTWhatever+ nos assediando e nos incomodando forevermore. Meus dias politicamente corretos acabaram: VÃO TOMAR NO OLHO DO CU.)


OK, digressões homofóbicas (hehehe) a parte, esse foi o rolê em Guarulhos :)


Já na volta para SP, já dentro do ônibus, presenciamos uma chuvarada absurda, o que fez o percurso demorar muito mais, além de causar um acidente a um motoqueiro local. Cabuloso.


Até teria mais algumas coisinhas para dizer aqui, mas, qualquer coisa, é só complementar via comments. E, quanto a um ou outro eventual detalhe incômodo do garimpo, uma coisa é certa: Jeans compensou e muito por tudo. É a permissão oficial para, agora, eu revirar SP de cabeça pra baixo atrás da VHS Premonição.


FUI.




quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Girls Nite Out / The Scaremaker (1982): Mediano Slasher Oitentista Aparentemente Inédito no Brasil

 


 

 

''Let's go: GNO. Let's go: GNO. Let's go: GNO. Let's go... It's a girls night.''

 

Recentemente, o Alex fez um vídeo-review desse slasher menos conhecido de 1982, que, aparentemente, não foi lançado no Brasil de maneira alguma - se bem que pode muito bem ter saído em fita pirata.

 

E, ao perceber que o mesmo se encontra completão no YT, decidi dar uma conferida nele...

 

E não curti muito não.

 

Já não esperava algo muito bom pela frente graças a longa - para um slasher - duração de 1H37. Se não fosse o suficiente, somos apresentados a um bando de personagens nada memoráveis que agem como piadistas da pior espécie. Além disso, há o xerife interpretado por Hal ''Creepshow'' Holbrook, que passa o filme inteiro no telefone, e só contracena com alguém em uma mísera cena. Como o ator recentemente faleceu, tendo uma ''morte prematura'' aos quase 100 anos, talvez dê para dizer que tanto esse post aqui quanto o vídeo do Relíquias acabam prestando uma homenagem a ele. Ou não, sei lá.


Mas, apesar da longa duração e das piadas bestas em profusão, nem tudo está perdido aqui.


O assassino com fantasia de urso - e línguona pra fora - é bem adorável, sendo o precursor de outros psychos ''bonitinhos'' em slashers obscuros, tipo o vilão do ainda menos conhecido - e também cômico - Famine.


E GNO acaba até sendo meio original por dois outros fatores: a ausência de um personagem principal (culminando na ausência de uma final girl), e um final bem badass, freak e impactante. Não esperava mesmo um final tão eficiente em um slasher tão medíocre e problemático, em que raramente há mortes minimamente memoráveis.


Eis a minha cotação:

 

2.5 de 5 (mediano)


E, apesar de não ter curtido o filme tanto quanto o Alex, recomendo sim vocês darem uma olhada no vídeo dele. Ficou muito legal, e é certamente bem superior ao vídeo da Boca do Inferno. Por mais que a minha opinião do filme esteja mais próxima da do vídeo da Boca, o vídeo do Relíquias é muito mais caprichado, e explora mais o filme. (E, além de tudo, a Boca vacilou ao malhar o final de GNO - que não é genérico nem a pau.)

 

PS: Ahh, quase me esqueci. A misoginia e perversão do serial-killer são tão doentias que até me lembraram os bons e velhos gialli - que alguns insistem em chamar de ''avô do slasher'', apesar de terem vindo depois do slasher. (Vai entender.)




sábado, 13 de fevereiro de 2021

DER FAN (1982), AKA Blood Groupie, AKA Murder Case File, AKA The Fan, AKA Trance: O Fim da Odisseia?


 

 

Após mais de oito meses completos de alta ansiedade, fortes expectativas e diversas tentativas frustradas, eis que, em Fevereiro de 2021, finalmente surgiu uma possível chance de conferir Der Fan, maldito filme alemão de 1982 dirigido por Eckhart Schmidt e estrelado por Desiree Nosbusch e Bodo Staiger.

Também conhecido como The Fan e Trance, e, em alguns lançamentos obscuros, como Blood Groupie e Murder Case File, posso dizer que, do momento que fiquei sabendo de sua existência, até agora, Fevereiro de 2021, tem sido uma longa jornada.

No dia 22 de Maio de 2020, uma Sexta, ao pesquisar coisas referentes a outro The Fan, o de 1981 (muito curiosamente também filmado com o título de Trance...), conhecido no Brasil como O Fã: Obsessão Cega, acabei chegando nesse tal Der Fan, de 1982, que, assim como o The Fan americano de 1981, também trata do tema do fã (no caso aqui é uma fã - ao contrário do filme americano, cujo personagem-título é masculino) que persegue uma celebridade por qual nutra uma obsessão totalmente doentia. Como estávamos no começo dos anos 1980, o tema do stalker com tendências psicóticas ainda estava em alta por causa de uma série de eventos macabros, com a morte de John Lennon sendo o maior caso de todos. Isso resultou nos dois The Fan sendo altamente controversos nos seus lançamentos.

Der Fan segue a adolescente de 16 anos Simone (interpretada por Desiree Nosbusch, famosa apresentadora de TV na Alemanha, que ainda tentou carreira internacional como Desiree Becker), uma garota perturbada que dedica todo o seu tempo à sua obsessão terminal pelo rockstar R (vivido por Bodo Staiger, cantor do grupo Rheingold, que só fez esse único filme). Ela ignora completamente os pais, está pouco se fodendo para a escola e não dá a mínima para um Zé Ruela local afim dela. Afinal, ela está ocupada demais escrevendo uma série de cartaz para R, na ilusão de que receberá uma resposta algum dia. Como a resposta não vem, ela decide ir pessoalmente atrás de seu ídolo, que poderá ou não cruzar com ela durante a filmagem de um videoclipe.

Por algum motivo, me tornei totalmente, terminantemente obcecado com a ideia de assistir Der Fan no exato momento que vi a capa do seu Blu-ray da Mondo Macabro. Mas, a seguir, eu passaria por um verdadeiro calvário, que me testaria o quão longe eu estava disposto a ir até conseguir assistir ao filme.

Bem, como eu desaprendi como mexer com torrents pouco mais de 11 anos atrás, após ser banido algumas vezes do Cinemageddon e passar por algumas outras desventuras, apelei primeiramente a sites do tipo Your Toba, Vimeo e Daily Motion, entre todos os outros desse tipo. Nenhum deles tinha o filme completo, só o trailer e algumas cenas.

Aí passei a vasculhar todos os cantos da net atrás do filme, e continuei sem encontrar nada. Alguns links até pareciam ter o filme completo, mas algo sempre dava errado e me levava de volta ao ponto zero.

Mas daí avistei o Blu-ray americano do filme no CD Point por R$ 124.60 mais frete de uns 7 ou 8 reais. Nessa época (meados de Junho de 2020) eu já estava passando mal de tanta vontade e curiosidade de assistir o filme, e tinha dias que eu nem conseguia pensar em mais nada. Eu estava parecendo a própria personagem da trama, com uma obsessão insana me consumindo. Portanto, através de um amigo (já que sou um tanto analfabeto quando se trata de assuntos referentes à dobradinha correio / net), nós fizemos o pedido do BD de Der Fan. Que foda: tudo parecia OK e, ao que indicava, agora era só uma questão de tempo até eu conferir o filme alemão. Eu estava esperando a chegada do Blu-ray de Der Fan igual a Simone esperava uma carta do R: a minha vida estava se tornando a própria trama de Der Fan.

Até que, quase um mês após o pedido do BD de Der Fan, a CD Point entrou em contato dizendo que não conseguiram localizar nenhuma fonte com o BD de Der Fan. Foi aí que aprendi que, quando um item aparece com 60% de atendimento no site deles, é porque não existe a certeza de que eles irão te conseguir o item em questão. Aprendi isso da pior forma então. Frustração total: também não foi dessa vez que consegui assistir Der Fan.

Avançaremos agora no tempo para os meses finais de 2020, quando eu e o Gabriel Caroccia, AKA Mr. Dado Group, voltamos a fazer garimpos colecionistas juntos. Pois bem, após um desses nossos rolês em conjunto, enquanto lanchávamos em algum lugar aí, fiquei sabendo que o Caroccia mexe com torrents e tal. Aí perguntei para ele se ele podia me conseguir esse filme, e ele disse que iria tentar sim.

Mais tarde naquela mesma noite, o Caroccia me diz que havia localizado o filme num Blu-ray rip com legendas em inglês, e que o download já estava no final! Nem pude acreditar: agora não tinha mais como dar errado e, finalmente, eu iria conferir Der Fan!

Aí, no nosso próximo rolê-garimpo (exatamente o mesmo dia em que eu consegui recuperar a VHS Terror nas Trevas através do mesmo Caroccia), paramos num sebo de São Paulo para que ele pudesse me passar o arquivo de Der Fan através do HD externo dele. (Foi no mesmo sebo em que, naquele mesmo dia, comprei os dois primeiros CDs da Lily Allen e também o CD duma banda nacional de hard rock chamada B.I.T.E. - que, muito infelizmente, se demonstrou uma enorme decepção, com fortes semelhanças a Scorpions.) Assim, o enorme arquivo de 7 gigas foi transferido para o meu laptop. Mas, como o meu laptop é um Windows XP pré-histórico, eu já sabia de antemão que não conseguiria rodar um arquivo tão grande em nenhum tipo de player - seja VLC, Windows Media Player ou whatever.

Aí, a seguir, passei semanas diversas procurando um pen drive ideal para armazenar o Der Fan de 7 gigas nele e, assim, assistir o arquivo no meu Blu-ray player, através da entrada USB.

Após não conseguir um Kingston (ou ''Kingstone'' - não sei direito a grafia correto) de 32 gigas por um preço tolerável, acabei optando por um San Disk Cruzer Blade (também não faço a mínima ideia se essas grafias estão corretas - pen drive não é a minha área, e passei anos odiando o ''bicho'', após desenvolver uma estranha fobia com o treco no início de 2017), no tamanho de 16 gigas mesmo.

OK.

Agora era só voltar para casa, superar os meus traumas bizarros com pen drives, e passar o Der Fan do computador pro pen drive. Beleza pura.

Chego em casa e coloco o pen drive no laptop. Copio o arquivo do Der Fan e opto por colá-lo no pen drive. Aí aparece uma mensagem dizendo que a unidade está cheia e não é possível copiar o arquivo. PUTA QUE PARIU, VAI TOMAR NO CU. Não podia acreditar nisso: será que o pen drive estava com defeito? Não fazia sentido dizer que estava cheio, já que não havia absolutamente nada gravado nele, e o pen drive em questão tem 16 gigas.

Mas, daí, passei a fazer vários testes, ao copiar tudo que era tipo de arquivo pro pen drive... E pasmem: tudo dava certo. Só a porra do Der Fan que não era aceito pela porra do pen drive. Fiquei sem entender porra nenhuma.

Assim, passei vários dias e semanas tentando formas diversas de copiar o Der Fan pro pen drive. Retirei o tal do ''read-only'' que veio no arquivo, o mudei de nome vezes diversas, o mudei de pasta vezes diversas, renomeei a pasta em questão vezes diversas...

Não adiantava: nada fazia o pen drive aceitar o arquivo. O que não faz sentido algum, já que qualquer outro arquivo - incluindo outros downloads vindo do Caroccia - eram aceitos tranquilamente pelo pen drive. Por que recusar o Der Fan então?

Aí o Caroccia teve a ideia de tentar copiar o Der Fan do HD externo dele diretamente pro pen drive. Já que deu certo copiando do HD externo pro meu laptop, talvez daria certo dessa forma também, né? Errado: também não funcionou dessa forma. Caralho...

Aí a saída foi começar a fuçar os sebos de São Paulo na esperança de, talvez, encontrar algum DVD gringo do filme. DVD mesmo, já que dificilmente seria possível encontrar algum BD dele.

Isso também não resultou em nada.

Parecia mesmo que eu estava fadado a jamais assistir esse filme, que ele era proibido pra mim ou algo assim.

É, eu já estava quase que totalmente desesperançoso até que, agora em Fevereiro de 2021, após mais de oito meses completos só tomando na rabiola, eis que surgiria uma nova possibilidade de luz no horizonte, graças à dupla formada por Gio ''Sadymasoquista'' Mendes e Leandro Cesar Caraça. Após comentar com o Gio sobre as minhas tentativas fracassadas de ver o filme, o mesmo juntou forças com o Leandro e, juntos, me possibilitaram baixar um Blu-ray rip diferente do filme. O arquivo em questão, dessa vez, veio com 2.1 gigas ao invés dos 7 gigas do rip anterior. Ele foi armazenado pelo Leandro no WeTransfer, e ficou disponível lá durante uma semana.

Claro que, após tanta dor de cabeça e frustrações variadas, já fui fazer o download com um certo pessimismo. Download esse que levou mais de três horas, numa noite que eu tava morrendo de sono e não queria ficar acordado nem a pau. Mas, pelo Der Fan, eu tinha que fazer essa nova tentativa.

Download terminado, é óbvio que eu não conseguiria assisti-lo no meu laptop por problemas já previamente explicados aqui: qualquer filme com 1 giga ou mais de tamanho fica travando nesse PC aqui.

Aí o copiei pro pen drive e, surpreendentemente, ele foi aceito sem problemas! WOW. Aí fui testá-lo no meu BD player, e...

MILAGROSAMENTE DEU CERTO DESSA VEZ. CARALHO, PUTA QUE PARIU, NÃO PUDE ACREDITAR QUE FUNCIONOU.

Inacreditável mesmo. O único porém é que eu tive que tirar o pen drive do BD player e colocá-lo de volta no laptop, para pegar as legendas em inglês pro filme. Mas isso daí foi dois palitos.

Dei um jeito de ficar acordado e, na madrugada do dia 3 de Fevereiro, uma Quarta, finalmente, FINALMENTE assisti Der Fan. Não podia acreditar nos créditos iniciais com o título do filme e os principais nomes da ficha técnica, seguidos pela Simone dizendo ''no letter today''. Parecia um sonho aquilo. A odisseia finalmente chegara ao fim.

Enfim...

Já descrito como ''um dos retratos mais assustadores de obsessão adolescente psicótica já capturados em celuloide'', Der Fan viveu a altura das minhas expectativas e revelou ser uma obra-prima. Merece cotação máxima para mim. A personagem Simone é realmente fascinante, com uma atuação hipnótica de Nosbusch, e o filme te leva por caminhos que vão do amor platônico a situações mais cabulosas... A performance de Nosbusch já foi comparada a de Isabelle Adjani em Possessão, e honra o título Trance - título inicial tanto do Der Fan quanto do The Fan de 1981.

Inclusive, Der Fan é, muito claramente, o verdadeiro precursor de um outro filme alemão aí, de 1991, e também de um certo filme japonês de 1999. Só não vou dizer que filmes são esses para não entregar spoilers. Mas garanto que eles plagiaram descaradamente Der Fan, e até conseguiram um reconhecimento mundial muito maior do que o filme de 1982. (Mesmo porque o filme é, aparentemente, famoso o suficiente na sua terra natal e também no Japão - onde saiu em VHS, Laser Disc, DVD e Blu-ray e, reza a lenda, é o filme favorito do serial-killer local Issei Sagawa.)

Bem, só posso dizer para vocês fugirem dos spoilers e irem assistir essa preciosidade de uma rara beleza ''unHollywood''. E será que Der Fan teve algum tipo de lançamento no Brasil, mesmo que em VHS ''alternativa'' ou mostra obscura de cinema? (Já eu não consegui fugir dos spoilers de maneira alguma. Bem que tentei, mas acabei atingido por eles em cheio durante as minhas buscas pelo filme naqueles oito meses fracassados. Fui assisti-lo sabendo de absolutamente tudo que aconteceria, mas ainda assim fiquei maravilhado do começo ao fim. Diria que foi uma das minhas melhores experiências cinematográficas até hoje.)

OK.

Meus agradecimentos então ao Gabriel Caroccia por me fazer o download inicial do filme, ao Gio Mendes e ao Leandro Cesar Caraça por me fazer o download terminal do filme e também ao camarada que cuidou da operação da CD Point - malfadada graças ao próprio CD Point.

PS: É curioso como os três filmes The Fan (O Fã: Obsessão Cega, de 1981, Der Fan, de 1982, e Estranha Obsessão, de 1996) possuem algum tipo de controvérsia. O de 1981 tem a curiosidade bizarra do protagonista Michael Biehn ter sido obcecado com a Lauren Bacall na vida real - exatamente como acontece no filme. (Aliás, fiz uma micro-postagem sobre isso aqui no 7NEC anos atrás.) O de 1982 foi marcado pela atriz Desiree Nosbusch (que tinha 16 anos durante as filmagens, e aparece completamente pelada no filme durante bastante tempo - já o intérprete do R, o finado Bodo Steiger, tinha o dobro de idade dela na época, 32 anos), que - não sei muito bem do motivo - teve algumas tretas com o diretor Eckhart Schmidt (que, aliás, possui uma filmografia gigantesca no IMDB), e tentou impedir - em vão - que o filme fosse lançado. Já o de 1996 foi dirigido por Tony Scott, que, anos depois, cometeria suicídio. E, por falar nessas tramas de stalkers obsessivos e com tendências psicóticas, também em 1996 surgiu o excelente anime Perfect Blue, que ainda possui influência de giallo.

 




 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Resgatando um Evento Esquecido e Misteriosamente Apagado das Páginas da Internet: Os Pais do Emocore Mainstream Acidentalmente Nocautearam em Cheio o Batmerda em 2002 (Matéria Completa da NME)


 

 

TITIO MARCIO RESGATA UMA ESTÓRIA ESQUECIDA - DIRETAMENTE DOS PORÕES EMPOEIRADOS DA EMOLÂNDIA

 

''Cerca de 40 milhões de testemunhas assistem Jimmy Eat World apunhalar o Batman.''

 

Estranho perceber que, aparentemente, não existem menções a esse fato no YouTube ou mesmo no Google em geral. Por que será? Será que tentaram abafar a ocorrência, já que foi algo bizarro que poderia, muito bem, esculhambar a imagem do então ainda famoso Val Kilmer? Não que seja humanamente possível queimar mais ainda a imagem de alguém que já interpretou o Homo-Morcego no cinema, mas enfim.


Anyway, eis o fato: em 2002, durante uma apresentação no talk show do Jay Leno, os pais do emocore mainstream, o Jimmy Eat World (ou simplesmente JEW - ''JUDEU'', hahahahahaha), durante uma apresentação no programa, quase mandaram o intérprete do Bruce Lame pro beleléu. Acontece que o Kilmer surgiu do nada, numa tentativa para lá de malfadada de chegar perto da banda - o que resultou numa colisão bastante violenta, com o astro levando uma ''guitarrada'' cabulosa que o nocauteou em cheio. Ainda pior é pensar que isso aconteceu ao vivo na TV americana. Óbvio que, imediatamente, tudo cortou direto pros comerciais.


Como parece não haver registro algum disso online, aqui estou eu resgatando essa história bizarra. E que fique bem claro: nada contra o Val Kilmer em si. O cara até que mandou bem em algumas ocasiões: interpretou o Jim Morrison, o John Holmes também, teve um papel de destaque no maravilhoso Fogo Contra Fogo (um dos melhores filmes policiais já feitos) e ainda apareceu no ótimo Caçadores de Mentes, um dos melhores slashers feitos nesse milênio. (Cujo DVD ainda estou devendo ao Mr. Dado - diga-se de passagem.) É isso mesmo: nada contra a pessoa Val Kilmer. O interessante dessa história toda é o lance simbólico do bagulho: a banda que começou tudo aquilo de febre emo dos anos 2000, acidentalmente debulhando um dos principais intérpretes de um dos personagens mais vergonhosamente patéticos da cultura pop, o playboyzão gay reprimido, que mantém uma relação para lá de suspeita com o seu sidekick Robiba, que usa toda a sua grana e habilidades gerais para lutar pelos fracos e oprimidos - formando, assim, uma das figuras mais absurdamente utópicas e vexatórias do universo da ficção. Olhando por esse lado, é sim algo curioso e interessante.

 

No mais, quero voltar em breve aqui para analisar um certo filme alemão de 1982 (que foi descaradamente plagiado pelo não muito bom Nekromantik 2 e também pelo ridículo Audition - já puramente massacrado por essas páginas), para recordar o segundo e último rolê-garimpo que fiz em Janeiro desse ano (quando eu e o Mr. Dado ''escapulimos'' de sermos assaltados por dois trombadas mal-encarados) e também para relatar a visita que eu e o Dado fizemos hoje a Guarulhos.







segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Primeiro Garimpo de 2021 e Aniversário de um Ano dos Garimpos com o Mr. Dado + Material Bônus (Incluindo Pitacos Sobre a Vez Que o Emocore Nocauteou o Homo-Morcego - Chupa, Otário da DC)




 

Na penúltima Sexta, dia 15 de Janeiro de 2021, completou um ano que eu e o Gabriel Caroccia (pseudônimo do Mr. Dado), fizemos nosso primeiro rolê-garimpo juntos, que culminou nas minhas aquisições dos singles Daisuki! e Wind Prism, ambos da Ryoko Hirosue.

 

Aí, para celebrar essa data, nós fomos ''em algum lugar'' de SP fuçar 4 endereços sebísticos atrás de itens colecionistas.

 

E eis que, logo no primeiro deles, nós localizamos dois clássicos do metal mundial em CD: Rust in Peace, nacional (1990, quarto álbum do Megadeth, antes de cair ladeira abaixo e virar Megaidético), e Keeper of the Seven Keys 1, importado (1987, segundo álbum do Helloween, antes de virar uma pataquada e tanto, e mudar de nome para Raléween). Peguei o MD para mim, enquanto o Helloween foi pro GC. Com esse CD, o meu nono (!) do MD, completei a fase deles que me interessa, que vai do debut Killing Is My Business... And Business Is Good! (1985) até o Cryptic Writings (1997). Além desses sete álbuns de estúdio, também possuo dois bootlegs WTF da banda, que são dois acústicos (!) na Argentina. Já o Keeper 1 do GC possui as clássicas Halloween, Little Time, I'm Alive (a minha favorita do álbum) e Future World. (E, no caso do MD, as melhores faixas são Tornado of Souls, 5 Magicks, Take No Prisoners, a dupla de singles Holy Wars... The Punishment Due / Hangar 18, e também Lucretia - que não tem nada a ver com as Irmãs de Caridade. A canção mais famosa do disco talvez seja mesmo Hangar 18, aparentemente sobre alienígenas, mas mais centrada em falar do quanto o governo americano mente all the fucking time. Destaque para a parte esculhambando a inteligência militar: ''inteligência militar, duas palavras que, juntas, não fazem sentido algum''. É, Dave Mustaine já foi bom um dia.)

 

Outro CD lá encontrado que vale a pena citar foi o Born to Die, gringão, da Lana Dá o Rêgo, oops, quero dizer, Lana Del Rey. Como já tenho a edição nacional e estou satisfeito com ela, o deixei passar. É sim um álbum fortemente recomendado pelo blog 7 Noites em Claro. Afinal, por mais que a Lana seja uma mala insuportável em ocasiões diversas, e esteja mais decadente do que o Nazi ''Bozominion Arrependido''Moura, devo admitir que esse disco tem umas coisas boas pra caralho: Carmen (a melhor canção da carreira dela), Blue Jeans, Video Games, Radio, This Is What Makes Us Girls... Esse álbum e o EP Paradise são os únicos pontos altos da carreira dessa mina - que, a seguir, passou a se repetir até a exaustão, até se tornar uma versão trintona, derradeira e poser da Billie Eilish. RIP Lana.

 

No mesmo sebo o GC também adquiriu mais algumas coisinhas em CD - sempre importados, já que o Mr. Dado é o cara que mais odeia edições nacionais. São eles: Exposé - What You Don't Know, Sade - Promise e Steve Winwood - Back in the High Life.


Saindo de lá, fomos num outro sebo, ali do lado, onde eu não peguei porra nenhuma. Já o GC pegou mais um da Anita Baker: Giving You the Best That I Got.


Já num sebo praticamente colado a esse, onde fomos em seguida, encontrei de cara o Blu-ray americano do filme Remember Me (Lembranças), com o Robert Pattinson no papel principal. (Mais famoso como o vampiremo da saga Crepúsculo, Pattinson queimará o filme em definitivo agora que viverá o Batmerda, num filme que, por mim, será melhor se nunca estrear mesmo. Afinal, quando se trata do namorado do Robiba, não importa quem são os atores ou o diretor, que a certeza é sempre a mesma: o filme será um lixão de marca maior.)


No mesmo sebo, acabei adquirindo também o Frogstomp do Silverchair, gringaço, que possui a melhor canção da banda: PURE MASSACRE.


Já o GC comprou uma caralhada de CD nesse sebo: Alanis Morissette - Jagged Little Pill, Debbie Gibson - Anything Is Possible (possivelmente autografado pela mesma - digo ''possivelmente'' porque sempre fico com o pé atrás se tratando de autógrafos encontrados em sebos e afins), Dire Straits - Brothers in Arms, Natalie Imbruglia - Left of the Middle, Pantera - Cowboys from Hell e Rick Astley - Whenever You Need Somebody.


Saindo desse sebo, nós fomos na melhor fonte de garimpo do dia. Ao entrar nesse lugar, logo perto da porta, já avistei duas grandes pilhas de NMEs (New Musical Express), icônica revista musical britânica. E fuçando uma por uma, eis que encontrei não uma, não duas, não três, mas sim QUATRO edições com The Vines na capa. Não adianta: 2021 nem começou direito e já é o ano da banda. Primeiro foi o GC conseguindo as edições europeias dos discos Winning Days e Vision Valley e, agora, eis que trombo essas preciosidades do caralho, com informações riquíssimas sobre o auge comercial da banda.


Na realidade, exatamente uma década atrás, no comecinho de 2011, havia um sebo da Luz que estava abastecido com uma quantidade absurda de NMEs, possivelmente todas as edições lançadas entre 2002 e 2007. E até tinha também  essas edições com a banda do Crazy Nicholls na capa, mas, como eu não era tão chegado assim neles naquele momento (gostava da banda e a achava bem legal, mas ainda não era fã), as deixei para trás naquela ocasião. E, naquele extinto sebo, as NMEs custavam 3 reais cada... Daí 2 reais cada... Daí 1 real cada. E, logo antes de tudo ir pro saco, estavam custando míseros 50 centavos cada. Inacreditável. Comprei na época umas 30+ edições, dando prioridade aos números falando de Yeah Yeah Yeahs, já que eu estava muito obcecado com a vocalista sul-coreana Karen O naquele período. E, num vacilo épico, deixei passar essas edições com The Vines na capa - que, nesse sebo do relato agora, custavam 15 reais cada.


Aí fiz o seguinte: peguei duas notas de R$ 20 da carteira, escondi o dinheiro pros sandubas e pro sorvete, e batalhei como louco pra conseguir que me vendessem cada uma das revistas por 10 mangos. O GC tá de prova de que foi uma guerra e tanto pra convencê-los a me fazer esse desconto de 20 reais. Foi foda, mas deu certo no final. (E sim, eu sei que elas valem R$ 15 e até mais por edição, mas fiquei com dó de pagar mais de 10 pilas por número quando lembrei que, no passado, eu poderia ter pego cada uma dessas edições por 1 a 3 reais.)


Nesse mesmo sebo o GC pegou ainda o Indelibly Stamped do Supertramp e o Burning Blue Soul do The The.


Saldos do garimpo:

TITIO MARCIO

Blu-ray Remember Me (importado, R$ 10)

CD Megadeth: Rust in Peace (nacional, R$ 10)

CD Silverchair: Frogstomp (importado, R$ 10)

Revista NME com The Vines na capa: Junho de 2002 (R$ 10)

Revista NME com The Vines na capa: Julho de 2002 (R$ 10)

Revista NME com The Vines na capa: Fevereiro de 2003 (R$ 10)

Revista NME com The Vines na capa: Fevereiro de 2004 (R$ 10)

MR. DADO

- Exposé - What You Don’t Know (10)

- Helloween - Keeper of the Seven Keys Part I (12)

- Sade - Promise (10)

- Steve Winwood - Back in the High Life (10)

(...)

- Anita Baker - Giving You The Best That I Got (5)

(...)

- Alanis Morissette - Jagged Little Pill (5)

- Debbie Gibson - Anything Is Possible (5)

- Dire Straits - Brothers in Arms (5)

- Natalie Imbruglia - Left of the Middle (5)

- Pantera - Cowboys From Hell (10)

- Rick Astley - Whenever You Need Somebody (12)

(...)

- The The - Burning Blue Soul (25)

- Supertramp - Indelibly Stamped (24)

Observação do GC: ''Todos os CDs são USA, exceto Dire Straits (capa USA, CD francês).''

 

E

A

S

T

E

R


E

G

G


Pitacos Sobre as 4 NMEs em Questão


Os dizeres nas capas dessas 4 NMEs:

 

''Burgers! Bong hits! Breakdowns! The Vines: The Screwed-Up Story of the Best Band Since Nirvana.''


''Celebrity Fans, Awesome Gigs and a Brillant Album. The Vines: No Wonder Everyone Wants to Shag Craig Nicholls!''


''The Vines Kick Off! 7 Days of Total Gig Mayhem! That Bust-Up with NME! Their Mind-Blowing New Track!''


''World Exclusive Comeback Interview! The Boy Who Fell to Earth: How Drugs, Booze and Groupies Nearly Destroyed The Vines.''


Uma coisa que precisa ser dita é que a banda australiana estava muito, muito, MUITO hypada nessa época. E essas 4 NMEs ilustram bem isso: The Vines vinha sendo elogiado por David Bowie, Manic Street Preachers, Oasis, Lou Reed e outros, e a NME até apostava que eles seriam maiores do que Nickelback e até mesmo U2!!!


Mas é claro que a absoluta insanidade e falta de profissionalismo do vocalista-guitarrista Craig Nicholls fez com que eles se tornassem cada vez menos famosos do terceiro disco adiante. Crazy Craig é um caso perdido: autista maconheiro que, simplesmente, saía agredindo todos ao seu redor (verbalmente e fisicamente), literalmente quebrava tudo a sua volta e tinha o maior prazer de cometer suicídios comerciais sempre que pintasse a chance - seja xingar o presidente da sua própria gravadora (''GET THIS CUNT OFF MY BUS'') ou arrebentar com tudo (incluindo cenários, equipamentos e seus parceiros de banda), inclusive nas ocasiões que o grupo tocou nos maiores talk shows dos EUA e Reino Unido. Em outras palavras, um doido varrido mucho, mucho loco que, ao invés de estar preso a uma camisa de força, estava liderando uma banda de rock.


Sem contar que The Vines é uma banda que passou muito tempo no underground (foram meros Joe Nobodies de 1994 a 2000, até que em 2001 as coisas começaram a mudar e, no ano seguinte, viraram rockstars), e não souberam lidar bem com a fama. Como bem apontaram em uma dessas edições: ''Patrick (Matthews, baixista) ficou louco por bebidas, Ryan (Griffiths, o outro guitarrista) ficou louco por drogas, Hamish (Rosser, baterista) ficou louco por sexo, e o Craig é simplesmente louco por natureza.''


Inclusive, a NME até suspeitava de que o Craig bateria as botas a qualquer instante, e até deu o conselho: ''É melhor vê-los ao vivo agora. Você pode não ter outra chance.'' Todos achavam mesmo que os caras não iriam durar muito...


Fora The Vines, tem algumas outras coisinhas interessantes nessas NMEs também.


Uma delas é o relato de quando o Jimmy Eat World (a banda responsável por levar o emo ao mainstream, e que possui um dos piores nomes de banda ever), acidentalmente, quase matou o Val Kilmer (que fez o personagem-título em Batmerda no Forévis) durante uma apresentação em talk show. Bem, essa foi então a vez em que o emocore nocauteou em cheio um dos mais patéticos personagens da cultura pop, o playboy multi-milionário e homossexual reprimido que luta pelos fracos e oprimidos.


Também teve uma pequena informação sobre um tal Gary Matthus, ex-integrante do The Libertines que teria se juntado ao Taliban. A banda até fez uma referência a isso na canção What a Waster.


E foi bem curioso ver dois anúncios de shows duma banda qualquer aí chamada Parva. Alguns anos depois eles fariam muito sucesso sob o nome Kaiser Chiefs.


Igualmente curioso foi ver a revista malhar o single Beauty on the Fire da Natalie Imbruglia, e também ver uma matéria sobre o The Used no auge. É claro que o vocalista Bert McCracken fica puto quando perguntam pra ele sobre a Kelly Osbourne. Aliás, nunca vou entender como um cara que, nessa época, era um puta rockstar fodão, com uma das melhores bandas emo do período, foi perder tempo e se queimar namorando uma balofa nojenta e asquerosa. Vai entender. (Pouco tempo depois, Bert teria um caso com o Gerard Way, vocalista do Bi Chemical Romance - o que certamente enfureceu e muito o Frank Iero, guitarrista do MCR e eterno amante do Gerard. Mas chega desse momento ''Revista Caras Versão LGBTQWhatever+'' nessa porra.)


Bem, nos vemos agora no próximo relato, após o próximo rolê-garimpo que eu e o Dado faremos nesse próximo fim de semana. Será a minha primeira busca ever por itens do Berlin, que, tirando aquela canção xaropeta do Top Gun (o único grande hit deles) e mais uma ou outra faixa esculhambada (como a chatérrima Torture e a vergonhosa Sex, I'm a..., além de algumas coisas do estranho debut da banda, que contava com outra vocalista), é uma banda sensacional. Diria até que estou me apaixonando profundamente por essa banda, e com certeza absoluta já é a minha banda favorita entre os grupos com nome de cidade-estado-país-continente.








sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

TITIO MARCIO GOES TO HELL! Dobradinha de Atrocidades Nipônicas Underground de 1995 = Concrete-Encased High School Girl Murder Case + Toriko: Eyes of the Rapist


 

 

Nada mais do que uma dobradinha de desgraças japas retardadas feitas diretamente para vídeo na metade da década de 90. Ambos são arquivos ripados de VHS e sem legendas, de produções sexploitation totalmente obscuras que, ao que tudo indica, só foram lançadas no Japão mesmo.

 

Concrete tem a direção do doente mental Katsuya Matsumura, o mesmo fugitivo do hospício responsável pela franquia psicótica All Night Long (ou Ooru Naito Rongu), que, de 1992 até aqui, rendeu seis longas-metragens terminantemente insanos, feitos por e para psicopatas.

 

Utilizando a técnica do ''docudrama'' (a mesma de outra barbaridade oriental, o clássico Men Behind the Sun, lançado em VHS pela Ameriquinha como Campo 731: Bactérias: A Maldade Humana), Concrete aborda uma história para lá de tenebrosa que chocou o Japão: em 1989, um grupo de jovens desordeiros psicóticos, scumbags nível extra hard, sequestrou uma japinha adolescente, com o intuito de ''estrupar'' e maltratar a coitada. Quer dizer, vai saber se chocou mesmo: como tem uma caralhada de delinquente psycho na Terra do Sol Nascente, vai saber se os féllas ainda se chocam com alguma coisa... (Se bem que nada é mais grave do que uma nação que escolhe o Bozo para presidente.)

 

Concrete é um filme para lá de repetitivo, e só agradará públicos BEM seletos. Nada mais do que uma aberração doentia e sem história que limita-se a mostrar a pobre coitada sendo estuprada e torturada durante o filme inteiro. Diria que essa porra extrema é uma versão ainda mais psicologicamente lesada do que a franquia All Night Long. Ou seja, só para sádicos terminais.

 

Já Toriko é uma espécie de slasher erótico (WTF), com um vilão que foi possivelmente inspirado no patético Dork Viader (AKA Darth Vader), ridículo personagem da deplorável franquia das putas nas estrelas - lixão mainstream idolatrado por 10 entre 10 arrombados infelizes viciados em porcarias da cultura pop. Esse serial-stalker/serial-rapist/serial-killer/serial-necrophile tem como hobby atacar, ''estrupar'' (outro) e assassinar (e, às vezes, ''necrofilar'' também) pobres incautas japinhas Japão afora.

 

Toriko é bem melhor que Concrete. Possui uma atmosfera legal e uma direção superior, investindo em boas situações de suspense. Não é aquela porra repetitiva que é o Concrete e, apesar de ser mais longo, Toriko é mais ágil e interessante, e até dá a impressão de ser mais curto.

 

Concrete ** 1/2 (2.5 de 5)


Toriko *** 1/2 (3.5 de 5)


No mais, a tragédia real que inspirou Concrete geraria mais outros dois filmes, um em 1997 e outro em 2004. E Toriko acabou virando uma trilogia, com duas sequências - ainda mais desconhecidas - do mesmo diretor Masahide Kuwabara e também de 1995. E, após essa dobradinha abordada no post, fica a grande dúvida: entre esses dois sexploitations made in Japan e o nosso ''orgulho nacional'' Experiências Sexuais de um Cavalo, qual dessas atrocidades cinematográficas será que possui o maior número de estupros?




sábado, 9 de janeiro de 2021

A HORA DO REACT RELÂMPAGO = Alex Gouveia (Relíquias do Terror) Revela em Vídeo Sua Coleção de Blu-rays


 

https://www.youtube.com/watch?v=CRBA_V8xwQ0

 

Resolvi fazer esse react relâmpago ao novo vídeo do Relíquias do Terror: VHS, canal do Your Toba do brother Alex Gouveia. Alex esse que, muito recentemente, foi pentelhado pelo Albino ''COVID-19 do VHS'' Albertim no What's Up the Ass, graças a um vacilo mór dos moderadores que não baniram imediatamente a presença desse que é o pior participante de todas as temporadas do Big VHS Brother Brasil. Bola fora total dos senhores moderadores, que permitiram que o sujeito mais queimado do BBB VHS (até mais queimado do que o Sick Fuck e o Roqueiro Anônimo), que já prejudicou literalmente dezenas e mais dezenas de colecionadores de filmes ao redor do Brasil, pudesse ficar tirando sarro dos outros nesse grupo dessa rede social.


Então, resolvi fazer esse react por dois motivos. Primeiro porque o meu comentário no vídeo do Alex provavelmente ficaria gigantesco mesmo, e segundo porque eu estava mesmo precisando duma desculpa para mostrar todas as minhas aquisições de BD feitas durante a quarentena. Além dessas mostradas no final do post (separadas em três seções: BDs nacionais, BDs importados convencionais e BDs importados XXX), teve também o pedido do ainda não lançado Morto Não Fala, que admito ter sido um tiro no escuro. Afinal de contas, pegar coisa da Versátil Hype Vídeo em pré-venda pode se revelar uma grande decepção, já que esses são os mesmos caras que foderam as transfers d'O Enigma de Outro Mundo e, principalmente, de Cidade dos Sonhos - ambos clássicos disponíveis em boxes para lá de bagunçados, diga-se de passagem.


Mas ei, esse post aqui é para falar do último vídeo do Alex, então vamos lá.

 

Bem, para começar o react, devo dizer que essa camiseta do Armadilha para Turistas é simplesmente animal. Quem dera encontrar camisetas fodásticas assim aqui na Bozolândia. Por aqui só se encontra camisetas de coisas batidas como Evil Dead e afins, e as coisas mais fora da curva que podemos encontrar é Zombie do Fulci e Canibal Holocausto (que os noobies insistem em dizer que é o filme mais controverso na história - quando, na verdade, não é nem de longe o filme mais controverso feito por um diretor italiano).

 

E eu também me aposentei em definitivo das compras de DVDs. Como declarei lá na minha entrevista ao Fora de Sintonia, o DVD não possui nem a nostalmagia do VHS e nem a qualidade técnica do Blu-ray. Não faz mais nenhum sentido comprar DVD, um Blu-ray bastante inferior. Inclusive, até rips integrais de DVD, DVDs ''alternativos'' e downloads fazem muito mais sentido do que DVDs originais. R.I.P. DVD.

 

Agora, sobre isso de tentar manter o foco na coleção de BDs, e só pegar coisas que façam muito sentido, nas edições corretas e tal... Bem, posso dizer que foi assim que eu comecei no BD, com esse tipo de foco e mentalidade. Mas, em algum momento, comecei a vacilar e ferrar tudo, pegando alguns casos de filmes errados e edições frustrantes - incluindo aí um caso de filme péssimo em edição péssima, que é Lola (LOL), uma atrocidade indizível e indefensável estrelada pela minha outrora adorada musa Miley Cyrus.

 

Portanto, acho que só conseguirei realmente focar em ter uma coleção realmente adequada de mídia física no dia em que eu iniciar a minha coleção em Blu-ray 4K, A.K.A. Ultra-HD. Isso é, se é que um dia eu realmente começarei uma coleção nesse formato... (A Obras-Primas do Cinema, a melhorzinha das distribuidoras nacionais, tá com um papo aí de que lançará o primeiro 4K brasileiro nesse ano de 2021.)

 

Caralho, eu devo ter algum tipo de doença ou alguma porra assim, nessa necessidade de falar tanto. Enfim, vamos comentar os BDs da coleção do Alex agora.

 

LEPRECHAUN RETURNS

 

Lembro do Paul (The Analog Archivist), uma espécie de Titio Marcio do BBB VHS dos EUA (já que vive se envolvendo em ''Cãofusão'' por denunciar os queimados entre os colecionadores americanos de VHS, além de criticar fortemente as pisadas de bola das distribuidores de home video), falar sobre a coleção em BD dos seis primeiros filmes dessa franquia sem noção. Inclusive, se não me engano, parece que não é possível mostrar um material de arquivo minimamente interessante do primeiro filme por causa dos advogados da Jennifer Aniston atrapalhando a bagaça toda. É algo parecido com o que aconteceu com o material extra do quarto O Massacre da Serra Elétrica, em que os envolvidos no material bônus não puderam entrar muito em detalhes sobre as participações dos dois protagonistas então totalmente desconhecidos.


EVIL DEAD 2: DEAD BY DAWN X2


Queria muito ter um BD do segundo Evil Dead, o último exemplar digno dessa saga - já que Army of Dorkness, Ash Vs. Evil Dead e o remake não representam o nome EVIL DEAD nem fodendo e tem mais é que se foder. R.I.P. Sam Raimi.


DEATH SPA


Esse é da série ''filmes que jamais saíram em BD no Brasil''. Uma pena que só coisas batidas e não arriscadas são lançadas no Brasil em BD - às vezes nem isso, e às vezes apenas porcamente lançadas. (Se bem que até existem sim alguns casos de BDs brasileiros WTF, tipo Jogos de Guerra, filme italiano na linha survival, e Bullying: Provocações sem Limites, drama barra pesada da Espanha que disputa com o Mártires original o título de filme mais brutal, extremo e perturbador já feito.)


THE TEXAS CHAINSAW MASSACRE


Continuando o tema acima, é incrível como, até quando lançam as coisas aqui em ''Rai-azul'', as distribuidoras locais dão um jeito de estragar tudo. Lançaram um box TCM aqui que conta com os dois primeiros filmes em BD (os únicos dois da franquia que eu compraria em BD) junto do terceiro e do quarto em DVD. Retardadice nível extra hard total. Como disse, eu teria sim os dois primeiros em BD, mas não possuo nenhum interesse em pegar os outros dois em DVD. Puta box nonsense total.


THE BARN


Não conhecia esse slasher. Linnea Quigley era gata demais nos anos 80 e 90. Aquele vídeo workout dela é maravilhoso. Eles acertaram perfeitamente ao deixá-la sozinha e acompanhada de outras gostosas nesse workout, ao invés dos vídeos workout da Traci Lords e da Dua Lipa, em que os caras BURROS PRA CARALHO tiveram a ''brilhante'' ideia de colocá-las ao lado de viados malas que estão lá para atrapalhar o rolê.


PAGANINI HORROR


Essa edição é maravilhosa, puta que pariu. Aí eu vejo as coisas que são lançadas aqui, tipo Palhaços Assassinos em BD pirata, e me dá vontade de cortar os pulsos. E sem contar que essa edição aí do PH ainda vem com a trilha sonora, que dá todo um ar de ilegalidade no ar, hahahahaha. Afinal, ela simplesmente chupa canções do Bon Jovi e do ELO (Electric Light Orchestra) na maior cara de pau. Puta trasheira divertida numa puta edição foda. Sobre os estojos de outras cores, tem uma loja aqui em SP que os vende - até já comprei alguns de cores variadas.


PHANTASM

 

Apesar de não possuir essa edição, eu já o assisti sim  nesse BD. É uma belíssima transfer. Inclusive, até fiz aqui no 7NEC um post sobre essa sessão, dentro da Virada Cultural de 2017 - cujo maior destaque ocorreu quando Titio Marcio presenciou um fã de Harry Potter mandando os fãs de $tar War$ tomar no olho do cu. (Óbvio que virei pra ele e disse ''concordo''.)

 

HAPPY BIRTHDAY TO ME

 

É engraçado que umas duas semanas atrás, mais ou menos, descobri que esse filme se chamou Aniversário Macabro em Portugal. Curioso isso: Aniversário Macabro no Brasil é o The Last House on the Left (há quem diga que essa porra também chegou aqui de alguma forma como A Última Casa da Esquerda), enquanto em Portugal é o ''nosso'' Feliz Aniversário para Mim. Bem, apesar de não gostar desse slasher (longo demais, protagonista mala, conclusão meio xarope), acho que eu o teria sim nessa edição aí em BD. Afinal, os slashers em geral - até os ruins - possuem todo um charme especial em BD. E essa apresentação VHS style é sensacional também. (PS: Alex, se possível, me diz aí o que você acha do outro slasher desse diretor, o 10 Minutos para Morrer, com o Charles Bronson, e também o travecão do Parceiros da Noite fazendo um serial-killer que mata suas vítimas pelado. E é interessante que esse mesmo cara também dirigiu O Olho do Diabo, um dos filmes que mais teriam servido de inspiração pro Kubrick fazer De Olhos Bem Fechados. ''O Diabo de Olhos bem Fechados'', hehehe.)

 

NIGHTMARE BEACH

 

Outra edição fodástica para nos matar de inveja. Alex, não sei se tu os viu, mas me lembro de assistir dois gialli interessantes que também contam com um motoqueiro serial-killer: O Que Eles Fizeram a Suas Filhas? (segunda parte duma trilogia que também conta com Solange, AKA O Que Vocês Fizeram com Solange?, e Enigma Rosso - um dos trocentos filmes de suspense e/ou terror que também se chamaram Trauma) e Strip Nude for Your Killer. Mas, de qualquer forma, A Praia do Pesadelo é o mais divertido dessa trinca de filmes. E, é claro, assim como Turnê Assassina e O Mistério no Colégio Brasil, sigo tentando te conseguir a VHS d'A Praia do Pesadelo, para poder te agradecer à altura por você me ter conseguido aquele single da Jeans. Não sei se conseguirei alguma dessas fitas algum dia, mas, até lá, seguirei procurando por elas.


VISIBLE SCARS.


Esse admito que nunca ouvi falar.


HORROR COLLECTION


Pô Alex, nos diz aí quais são os filmes dessa coleção :)


HELLRAISER: RENASCIDO DO INFERNO


Esse eu deixei passar por ser da TrashStar. Mas adoraria ter uma edição OK desse filme no formato. As distribuidoras brasileiras tão vacilando nesse quesito. Aliás, vacilar é a grande especialidade delas.


O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA: A LENDA CONTINUA


Até acho esse filme um guilty pleasure engraçado e divertido. No elenco tem a ultra-gostosa Alexandre Daddario (acho que é esse o nome da filha da puta) e o ''primo negão'' do Guitardo Songs, um rapper aí chamado Trey Songs. Curiosamente, esse Texas Chainsaw 3D até teve uma edição bacana no Brasil, através daquele box via Europa Vídeo.


HALLOWEEN (2018)


Cara, odeio esse filme e nem o comentarei além disso :) Os únicos Halloween que realmente contam para mim, assim como os únicos que eu teria em BD, são o 1, o 2 e o H20 - que formam uma excelente trilogia. (Aliás, até hoje devo o post definitivo sobre o H20, o filme mais nostálgico da minha vida, e que possui relações com coisas bastante inusitadas: histórias do passado, começo no terror, começo no colecionismo de VHS, ligações com o MCR - que gravou o The Black Parade na mesma mansão supostamente assombrada que serviu como a escola do filme - e muito, muito mais. Sei lá, acho que até dá pra dividir a minha vida entre antes e depois do Halloween H20. Daria facilmente para fazer um documentário ''H20 and Me'', sobre a presença desse filme na minha vida e as histórias acerca disso tudo.)


IT: CHAPTER 2


Cara, a única coisa que direi sobre ''isso'' é que se trata de um dos piores filmes que assisti na minha vida inteira. O original de 1990 já era problemático, e o It de 2017 já era uma mega-bomba, mas isso daí... Cara, eu nem tenho palavras para descrever a ruindade disso. Aquela overdose de efeitos de CGI lá pro final me fizeram desejar a morte do diretor. Aliás, esse imbecil já deveria ter sido impedido de continuar fazendo filmes lá atrás, quando ele fez aquele lixo de Mama.


FRIDAY THE 13TH COLLECTION X8


Ainda pretendo ter os 4 primeiros - os melhores para mim - em BD

 

PET SEMATARY REMAKE

 

Até curti esse remake e, talvez, o teria no formato. Já as cópias digitais deveriam ser abolidas em definitivo: nos fazem gastar dinheiro a mais num disco inútil.

 

THE SLAYER

 

Opa, aí sim. Esse diretor, JS Cardone, ainda fez dois road-movies bacanas de suspense nos anos 90, Black Day, Blue Night (de 93) e Outside Ozone (de 97 ou 98). Não lembro os títulos nacionais deles - tô fazendo esse post todo sem pesquisar nada e me deixando levar somente pela espontaneidade e empolgação. E, sobre o The Slayer em si, tô para passar a minha VHS em repeteco dele pro Gabriel Caroccia logo em breve, numa negociação, quando fizermos o nosso primeiro rolê em parceria de 2021.

 

BLOOD RAGE

 

Fico imaginando o prazer de assistir esse slasher ultra gorezento em alta definição. Por aqui, em formato digital, saiu apenas no broxante DVD da Vexátil.

 

THE MUTILATOR

 

Outra belíssima edição da Arrow.

 

DEMON WIND

 

''Vin Syn'' é outra distribuidora foda, e uma das primeiríssimas indie (junto da Synapse nos EUA e da Umbrella na terra do The Vines e da Natalie Imruglia, AKA Cangurulândia, AKA Austrália) a lançar coisa no formato 4K UHD. Já a VHS desse filme eu deixei o Sick Fuck pegar na minha frente. (Sim, Titio Marcio deve ser o único infeliz desse meio do VHS que teve o ''grande prazer'' de conhecer tanto o Albino quanto o Rafael Jader ao vivo e em cores. Sei lá qual dos dois é o sociopata mais perigoso desse meio. Quer dizer, sei sim: é o Albino, the worst of the worst.)

 

BLOOD HARVEST

 

Lembro de assistir esse slasher em 2013 e não gostar dele, apesar do palhaço simpático (interpretado pelo Tiny Tim, um sujeito que se considerava um dos precursores do rock N roll, e dizia já ter cabelo grande antes mesmo dos Beatles e Stones) e da protagonista gostosa pra caralho.

 

SHIVERS

 

Esse saiu aqui num box bagunçado - novidade - da Vexátil. Eu o teria assim, solo, numa edição caprichada.

 

THE BURNING

 

Esse bem que poderia sair aqui, já que é um título de forte apelo popular mesmo no Brasil: um clássico do VHS e da TV Aberta (Sistema Bozo de Televisão). Mas esperar o que das distribuidoras vacilonas daqui...

 

SLEEPAWAY CAMP

 

Bem, simplesmente o meu slasher favorito of all time. Nos primórdios do 7NEC até resenhei os 5 filmes Sleepaway: o clássico e imbatível primeiro filme, os divertidos 2 e 3, o incompleto The Survivor e o deplorável Return to Sleepaway Camp - uma aberração que não deveria existir e que, para mim, disputa o título de pior slasher já feito com o quinto Halloween. E, Alex, não se arrependa não de não ter pego as sequências em BD. Eu mesmo dificilmente os pegaria: capas meio zoadas, transfers não tão impressionantes assim e o pior de tudo, que é constatar que o terceiro filme continua com cortes mesmo na edição especial em BD. (Na realidade, até possui a workprint sem cortes dentro dos extras, porém com qualidade precária de imagem e a equipe aparecendo durante as cenas.) É, o BD que realmente vale a pena dessa saga é esse do primeiro mesmo. Coisa lindíssima. Amo esse filme até a morte e além. É também o único filme em que a Felissa Rose está bem, e é o precursor dos slashers com pré-adolescentes, tipo #Horror e a versão brasileira desse último, que é o Mate-me Por Favor.

 

THE HOWLING

 

Esse foi anunciado em BD pela Vexátil Hype Vírus. Vamos ver o que eles vão aprontar dessa vez...

 

BEYOND DARKNESS + METAMORPHOSIS

 

Tive a VHS do primeiro mas a perdi pro CoronaVírus do VHS, AKA Albino.

 

HELL NIGHT

 

Nem sou tão fã assim, mas essa arte da luva é uma das minhas capas favoritas de todos os tempos. E, é claro, a Linda Blair tá um tesão nesse filme, novinha e peituda. Da hora demais. E reza a lenda que o Kevin Costner esteve envolvido com esse slasher. No mesmo ano ele fez aquele outro slasher, o igualmente mediano As Sombras São Escuras (Shadows Run Black), lançado em DVD aqui pela Rock Story. Bem... Você gosta do Hell Night, Alex? Fiquei curioso agora.

 

MISERY 


Também teria essa edição da Scream Factory desse Audition muito superior. (Se bem que quase qualquer coisa é superior a Audition, mas beleza.)


Bem, tomara que, agora em 2021, o Relíquias tenha pelo menos um vídeo por mês :)


Enfim.


E, como eu disse antes, abaixo deixo todos os meus BDs adquiridos na quarentena, entre Outubro e Dezembro de 2020. Às vezes até é possível encontrar uns BDs gringos maneiros aqui em SP, porém é muito difícil encontrar edições gringas bacanas de filmes dignos feitos até 1999. O The Thing ali é a exceção da vez - e, no passado, consegui também Re-Animator em BD da Image, cheio de extras. (Chupem gostoso, Vexátil, Escrotinental e Cunt Classic. Engulam até as bolas, motherfuckers.)